sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Amar é um verdadeiro delírio

Quase nunca consigo entender esse lance que é o AMOR.

Sei que é difícil descrevê-lo. Az vezes dói sentido-lo. E mesmo doloroso sempre desejamos te-lo.

Mas o que mais me intriga é o exato momento que deixamos de amar alguém.

Isso é fato. A única constante de uma relação afetiva é o momento em que tudo chega ao fim. Nunca existe o "viveram felizes para sempre". Ao final alguém sempre será abandonado e magoado.

Não importa se amigo, amante ou parente, mas em algum momento, nosso sentimento muda e do amor vamos ao ódio.

É essa situação que eu queria poder precisar com exatidão. Dia, hora, mês e ano. Aquele marco que nos faz dizer: eu não amo mais você.

De uma hora a outra deixamos de nos preocupar com aquele ser e colocamos um substituto em seu lugar. O titular vai pro banco e escalamos um novo personagem até o termino das ações dessa nossa personagem.

Dificilmente uma relação chega ao fim do dia pra noite, sei disso. Porem, mesmo sabendo que o sentimento vai sendo minado diariamente até chegar ao fatídico, há um exato instante que começa a reviravolta. Aquele momentinho onde os defeitinhos são transformados em defeitoes. E é isso que eu queria poder evitar, transformar. Afinal quando isso começa a ocorrer o abismo já se aproxima

Será que nada pode ser feito se soubermos o momento em que isso começa a ocorrer?

Será que somos tão cínicos e dissimulados ao ponto de tornar totalmente relevante uma coisinha mínima em um relacionamento... ?

É esse pensamento de coisinha mínima que nos calou em determinada ocasião que poderia fazer toda a diferença, e que trás apenas tristeza porque deixamos de ser honesto.

Será que ao invés de dar importância a picuinhas e se tivéssemos realmente agido com honestidade teríamos evitado o suicídio desse sentimento?

Amar é andar na montanha russa. É sentir a cegueira domar nossa consciência e assumir a rédea da nossa malfadada relação.

Matamos nosso romance. Plantamos aquele ódio e tensão entre duas pessoas que em outro tempo sintonizavam com maestria.

Tudo isso porque o amor é completamente instável e inconstante.

Amar é um verdadeiro delírio, uma embriagues que transforma uma alegria na maior ressaca!


 

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