quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Começo de novembro


Era uma vez um menino e uma menina.
Eles se conheceram quando tinham cinco anos.

Cresceram juntos e nunca mais se separaram... Claro, até terem 18 anos, mas até chegar lá, levou um bom tempo, muitas lagrimas, muitos sorrisos e muitas historias.
Tudo começou, quando, numa bela noite de final de Outubro, enquanto dançavam juntos, uma boca procurou por outra.

Nascia o primeiro beijo. E a primeira explosão do coração.

Os dois sentiam o bater do coração e sabiam que não ficaria apenas naquele beijo. Sabiam que todo aquele desejo não seria apenas uma noite.
De fato, o amor começou a florescer nele naquele momento, mas ela já sabia que o amava e sorria com as possibilidades do amanhã.
A noite terminou com cada um pensando sobre o que aconteceu durante uma simples dança. Com a cabeça fervilhando e o coração explodindo ela mal podia esperar para revê-lo pela manhã.
Eles se viam todas as manhãs. Afinal, estudavam no mesmo colégio. Mas agora vê-lo seria diferente. E ela ansiava por isso. Por aquele primeiro encontro após o primeiro beijo.

Qual seria o olhar do menino? Quais palavras ela falaria primeiro?

Tudo era possível. A manhã tinha se aberto em um leque de possibilidades. Era o primeiro reencontro!

Quando a manhã surgiu e frente a frente ficaram... Nada!

O sentimento estava presente, mas o nada dominava a cena. Uma ausência de palavras.

Ele Fingiu que nada aconteceu! Sequer foi capaz de olhar nos olhos verdes dela.

Ela sentiu o coração secar e não entendia os motivos dele fazer o que fez.

Descaso. Foi isso que a tornou triste no inicio de Novembro.

O olhar dela estava pesado e o coração entristecido. E com toda essa dor ela ainda tinha que ficar ao lado dele até o termino das aulas.
A manhã demorava a passar. E com furtivas espiadelas pelo lado oposto da sala ela tentava vê-lo e esperava que ele a olhasse. Mas mais uma vez decepção. E nada dele se aproximar dela durante a manhã toda.
Ela pensava: quem sabe depois das aulas possamos conversar? Quem sabe ele me olhe, me note? Quem sabe ele não finja?

E veio o depois da aula, mas ele agia como se nada houvesse acontecido.
Uma dor no estômago fazia-a sentir náuseas. Sempre que pensava nele pontadas aconteciam. suava frio. Doía, e doía muito ser invisível depois da noite anterior.
Ele não se justificou, não explicou. Apenas agiu como se nada aconteceu. E ela, tímida como sempre não fora capaz de dizer uma palavra.

Envergonhava-se por ter esperança daquele amor. Enverganhava-se por ter acreditado nele.

E nesse clima de magoa o menino e a menina iniciaram a busca pelo amor.

O menino e a menina não sabiam como agir depois de terem sido atingidos no coração.

O menino e a menina estavam trocando a amizade pelo romance.

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