sexta-feira, 27 de junho de 2008

É ela

O exato momento. O instante da verdade. O entendimento inequívoco. Todas as respostas vindas de uma imagem.

O sonho resgatou aquela lembrança e culminou numa verdade solitária. Sem o palco, sem platéia, sem aplauso, foi obrigada a render-se a sua insignificância e engolir a culpa.

Lembrou o porquê de tanto ódio. Mas como pode um gesto tão rotineiro ser transformado em ódio?

A culpa não é da outra. É dela.

Ela que é essa paixão em fúria. Essa violência sentimental. Esse exagero de sensações.

É o tudo que a fez cega. Que a fez imputar a culpa na outra. É ela!

Foi ela que fez o gesto do adeus. E se acreditaram, a culpa é dela. Foi ela quem fingiu a mudança que resultou na distancia, não a outra!

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