quinta-feira, 12 de junho de 2008

No 12 de Junho dele

Coração batendo no pescoço. A pele fervendo. A mão que transpirava sufocava o cabo de uma solitária rosa vermelha.
Correu. Lutou contra o relógio. Venceu a pequena distancia de 53 metros, mas perdeu.
De nada adiantou o menino apressar o passo para derrubar a saudade da falta daquele olhar, porque a indecisão que já durava 45 dias atirou a menina para o afago de outro corpo. Assim que ela saiu pela porta do ônibus, aquele que não ele, lhe entregou o amor.
O regresso. Um outro a espera dela.

Quem era aquele? Por que ela fez isso?
Pensamentos que pulavam na sua cabeça fazendo-o se sentir idiota.
A rosa entregue ao chão.
O peito esmagado naquela visão de encontro de corpos.
Perdido no silencio da falta de amor, da falta dela.
Engasgado pela sua culpa. Experimentando o mesmo medo que ele a fez sentir tantas vezes.
No retorno dela igualaram-se nas dores e na falta dos eu te amo.
Naquele 12 de Junho o menino entendeu o que ela lhe havia confessado antes de partir. Entendeu o que significou aquela maldita indecisão, o não dizer, o não implorar para que ela ficasse.
Entendeu que aquele Eu te amo dito entre lagrimas quando ela se despedia representava realmente a desistência naquele amor.

Entendeu que a partir daquele instante seria ele quem colheria as migalhas dos olhares, que pediria mais do que amizade.

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