segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Quando a furia se libertar


Minha pele está derretendo. É muito calor. É muito fogo. É muito suor. É doença domesticada.
Queimo. 
Os olhos, a boca, o ouvido, o corpo, a mente.Tudo arde.
É dor. É impaciência. 
Me seguro. Me adestro.
Até quando o outro que reside meu espaço mental resistira a mordaça? Me fazendo tremer de frio, me fazendo arder em fúria? Me fazendo ocultar minha melhor parte? 
Até quando essa doença vencerá a vontade do grito de basta? A liberdade sem maquiagem?
Essa moléstia que me prende na corda bamba da vida tem vencido na maioria das vezes, mas o que passará quando a fúria se libertar? O que fazer quando aquele outro ser que me habita vier a tona e não mais se calar? 
Será tão mal deixa-lo exposto fora da jaula? 
Será que partirei para novo exílio ou domesticarei novos desejos?

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