segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Momento meu fim de semana

E era feriado. E o que seria tempo para o descanso se transformou em uma viagem, mas não a prazer. Então que eu coloquei na mala o ego, o id e o alter ego, e saímos da roça rumo a capital. Levei comigo algumas frases: Cuidado para não se perder! Presta atenção no seu ônibus!  Não perde o celular! Se não sabe chegar pergunta, não tenta adivinhar! Porque eu que não possuo noção de direção nenhuma, e tenho a cabeça frouxa, me perco com muita freqüência,  e escuto muito tudo isso.
Sábado pela manhã, chego na capital e vou pra Barra Funda. Simples, fácil, sem demora, e sem surpresa. E eis que vem o domingo, e lá vou eu pra minha provinha.  
O impensável acontece! 
Qual a probabilidade de uma pessoa sair da roça e ir pra São Paulo fazer prova, e na sala, precisamente na carteira da frente, sentar-se a noiva do homem do seu passado tenebroso? 
Exato! Tratando-se da minha pessoa, a probabilidade era altíssima mesmo!
Ela, toda simpática, alheia a quem eu era. E eu toda amistosa, até o momento sem saber quem era a fulana, numa conversa animada, até que vem o nome, sobrenome, RG, e endereço do fulano. Fiquei verde, e ela ficou na ignorância, mas me contou tudo sobre eles, e que pretendem voltar para o interior logo logo. Teve um momento que eu até pensei que estava fantasiando aquele situação, mas não, era real mesmo.
A prova acabou. A surpresa também. Minha cabeça ferveu e eu fui me perder em São Paulo, apenas por força de hábito.

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