quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Nosso platonismo

Está pregado no meu pensamento. O seu nome. As suas palavras. Você.
Meu tempo agora é seu. O que penso é você. 

Perdida, inconformada com o não saber. Maldita indiferença! E só penso: Seria possível me apaixonar pelas suas idéias, pelas suas frases, pela sua imaginação? 
Seria? 
Eu não te conheço. O cara a cara nunca existiu e pelo caminhar nunca existira. No entanto, já estou tão apaixonada por essa sua personalidade. Essa personalidade que traduzi dos seus textos, que me deixou, assim, boquiaberta te querendo. E querendo mais, sempre mais. 
Degusto das suas palavras para te amar. É um vicio já. Diariamente preciso das suas doses. É assim que te amo. Consumindo suas idéias, seus momentos, suas narrativas.
Me diga, é possível te amar assim? Um rosto sem face, mero modelo descritivo?
Não encontrei nenhuma maneira de extrair da minha imaginação essa paixão. Nesse plano mental sou completamente, perdidamente apaixonada. 
Uma romântica apaixonada, é o que sou.
Mas eu não te vejo. Não te sinto. Sinto, mas não é palpável. E te consumo em desespero.
É possível? 
É o que isso?
Platonismo textual? Intelectual? O que? 
Minha personalidade precisa de respostas, mas tua tradução não me diz nada. É sempre silencio. É mais do que ausência. 
 
P.S: Sim. É para você mesmo!

2 comentários:

  1. Oi
    Não conhecia seu blog... adorei... gosto de blogs com textos pessoais sem aquilo de blogosfera pra lá, googlo pra cá... vou voltar mais vezes ok. tô linkando. bjs

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  2. É possível sim. Apaixonar-se por uma imagem pálida e fragmentária e incompleta, onde o imaginação se encarrega de preencher as lacunas.

    O virtual não tem cheiro nem voz.

    Mas as palavras, ah, as palavras abraçam, esbofeteiam, fazem cócegas. Desabotoam vestidos e abrem portas.

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