quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010




Ensaiando novas promessas e ressuscitando as velhas.
Rolando os dados.
Que venha mais vida, mais paixão, mais indecisão e mais loucuras!
Feliz 2010!

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sábado, 19 de dezembro de 2009

Ainda tento respirar.
Ainda tento esquecer.
Ainda revivo pesadelos. 
Ainda... escondo a verdade.
Ainda convivendo com o medo.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ausência

Nos olhos e na boca
Ausência de brilho, de fala
Silêncio

Sem amor

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Com a impressão de que vivo os piores clichês!

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domingo, 29 de novembro de 2009

Pequena nota

Nenhum amigo, nenhum telefonema, apenas uma nota de falecimento em mais um jornal. Tão impessoal. Fria, insensível, trazia o nome, a idade e data de falecimento. Daquelas letras nasceram meu temor, minha negação, minhas indagações, uma profunda tristeza. Uma tristeza que vou arrastar por muitas noites ainda.

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domingo, 8 de novembro de 2009

A minha história

Não, você não pode me julgar. Você fica sentado ai, matutando nessa sua cabeça o que levou essa mulher a agir em um instante de fúria. Você não pode me julgar. Você não tem esse direito! Pra você sou só mais uma tola, uma boba, que se deixou enganar. Mas não é bem assim. Se você conhecesse toda a historia... Que ingenuidade a minha! Você conhece a historia, não é mesmo?! Mas é a historia do seu ponto de vista, e sinto em te dizer que esse seu ponto de vista é muito cego! Vou te apresentar o meu ponto de vista, aquele que tem o meu enredo da nossa historia. Você precisa conhecer meus sentimentos, e é isso que vou te dar nas próximas horas. Tenha paciência, e depois você vai poder me julgar. Só assim te darei esse direito. Mas antes de te contar a minha, veja bem, a minha historia, com as minhas emoções, a minha perspectiva, me deixa limpar o sangue dessa sua cabeça asquerosa, que daqui a pouco você suja o chão.

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domingo, 25 de outubro de 2009

Saudades

Na borda do coração.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Até o fim...
...sempre à margem.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Imagine a situação

Rua estreita. Por 3 km há sinalização de velocidade máxima permitida em 60 km/h. Conforme os carros avançam surgem novas indicações. Velocidade máxima 40 km/h, mais alguns metros e surge a placa curva acentuada a esquerda. Os carros obedecem e reduzem a velocidade. E de repente vem o motoqueiro, excedendo a velocidade e xingando os motoristas que reduziram. Chega a curva. O Motoqueiro sai da curva, cai no canteiro de uma obra, e se fode todinho. 
Sem qualquer sintoma de remorso, eu gargalhei por minutos.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Banalizou

Tenho um "amiguinho" que sempre diz que me ama. É um tal de "te amo" a toda hora. Se ele soubesse que além de não convencer, apenas vem reforçando meu asco pela palavra, tenho certeza que mudaria o "te amo" para o "nossa como você é insensível". E nesta eu acreditaria. 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Em que posso estar ajudando?

Um dos maiores problemas das centrais de atendimento ao cliente é o funcionário, que na maioria das vezes possui um gritante déficit intelectual. Provavelmente um dos requisitos para ingressar na “carreira” é ter um intelecto de alface. Espantoso, doloroso, mas verdade.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Diga que se importa

Me encarava e me pedia atenção. Naquele olhar entendi o quanto a solidão era viva. Implorava que lhe atendesse, que lhe cedesse afeto ou qualquer coisa. Suplicava através daqueles olhos castanhos alguns instantes que lhe dessem razão de significância.  Apenas faltou exigir que eu declarasse que ela me era importante.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Leilão

Das duas uma: ou meus pais me deram um educação muito "errada" (em termos comparativos a uma grande parte da humanidade), ou meu preço é muito, muito alto.
Entendeu o que quero dizer? É daquele lance de valores, moral, princípios e aquelas coisinhas que desapareceram, ou estão em extinção nos dias atuais.
Mas sem entrar no mérito da questão, o que me decepciona é que sempre encontro pessoas que vivem a máxima "pagou, levou", como se a vida fosse um eterno leilão. 
E eu, carregando tudo que aprendi, continuo vivendo com cara de trouxa. 

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Do tempo das alegrias

É aquelas alegrias espontâneas que mais me fazem falta. Culpa daquelas tardes, cultivadas a ócio e conversinhas sem sentidos, que faziam nascer os sorrisos tímidos após os olhares se cruzarem. Culpa das desculpas esfarrapadas que nos obrigavam a nos tocarmos. Culpa dessas memórias presas que insistem em manterem-se intactas.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Como um rascunho

Eu sou como um fantasma. Às vezes nem isso, afinal, nem parte de memórias eu faço, de historias nunca participei, nem relações eu toquei. Talvez o que melhor me descreva seja o nada, uma completa ausência de matéria, como um ser que não é. Um eterno rascunho, mal acabado e esquecido na gaveta.

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Segredo

É de um sorriso que me inebria. A voz me enfeitiça. O corpo me hipnotiza. Já conheço todas as suas curvas, e reconheço seu perfume, que poderoso, me traga para todo um universo que desconhecia, me transportando para um mundo que jamais sonhei imaginar. E quando daquela boca sai as palavras, eu esqueço a minha existência e me entrego aos prazeres daquela hipnose.
Sou atenta aos seus gestos, ao seu gingado, seus trejeitos, e manias. Sou especialista em todos, e espero ansiosa qualquer oportunidade para interpretar seus desejos.
Quando a mão faz o queixo descansar, e por segundos aquela mente reflete sobre o que dirá a seguir... nossa! Quando faz isso, ai sim, eu perco todos os meus sentidos. Invejo aquela mão que sustenta a face porque eu não tenho o prazer de tocá-la. Me corrôo por saber que apenas posso idealizar, sem ter, sem sentir, sem ousar tocar. Amo ao longe, a distancia, sem contato, sem o prazer, esse meu novo precioso encanto. Meu segredo, L.G.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sério mesmo...preciso voltar?

E de repente minhas férias chegam ao fim...tudo bem que eu sabia que iriam acabar, tudo bem que eu sabia que seria pouco, mas sério, precisava mesmo acabar justamente no melhor momento? Parece que o retorno sempre vem com uma força desproporcional. Tenho um numero sem fim de relatórios, uma infinidade de entrevistas para marcar e realizar (com professores, o que não ajuda muito porque eles sempre me olham desconfiados como quem diz: vai fazer o que com isso? Vai me fuder depois?), e um estagio para cumprir, enfim, foi aberta a temporada de caça e a presa sou eu. 

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Planos e sonhos

E não importa que você tenha feito planos. Planos para o emprego, para os filhos que virão, para a casa construída e a família concebida ao lado de quem ama. Não importa se sonhou, não importa se planejou, porque a vida está cagando para toda essa idealização.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Assim, por acaso

E de repente o coração disparou, o frio na barriga surgiu e as palavras sumiram, e tudo culpa de uma única trombada casual. 
-Oi, tudo bem? 
-Hãnhãn.
-Quanto tempo, né?
-É.
Da mesma forma inesperada que começou, também acabou. Cada um para seu caminho e pronto, com a diferença que eu seguia o meu sem fôlego e envergonhada.

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domingo, 28 de junho de 2009

No tarô

Das coisas mais improváveis da minha vida não está o fato de te amar perdida e indefinidamente. O mais improvável foi saber da enormidade desse amor antes mesmo de você surgir. Te descobri no tarô. Meu destino revelado em uma carta. Amar enlouquecidamente você. Você, o sujeito improvável que sempre rouba meu fôlego, e que me fez louca por crer no irracional.

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tem medo do que?

Meu maior medo?
 É sobre isso que você deseja falar?
Pois bem, se me fizesse essa pergunta há alguns anos atrás, eu te responderia que meu maior medo seria perder a sanidade. Sabe, chegar a um ponto em que não se consegue mais distinguir o que é real do que não é. Esse era uns dos meus maiores temores. Esse e o medo de perder as memórias, porque você sabe, somos o que somos em conseqüência da nossa narrativa histórica, e sem as memórias, sem as lembranças, que personalidade nos restaria?
Mas hoje, meus temores não são o esquecimento ou a loucura. Meu maior pesadelo é continuar com essa rotina. Acorda, trabalha, ganha dinheiro, gasta dinheiro, tenta ser feliz. Meu medo, hoje, é continuar com essa vida medíocre de quem deixou o sonho perecer por causa de uns trocados.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Depois do intervalo

Aos poucos, mas estimados comparsas das minhas insanidades, informo que ainda vivo, porem em estado de hibernação e falta de imaginação (que já não era muita, e que agora decidiu sumir). Volto depois das minhas curtas férias, ou não.

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

De quem é a culpa?

Será mesmo o amor o culpado por essa corrida desesperada, ou seria o tal do medo da solidão?

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terça-feira, 9 de junho de 2009

O começo da mentira

-Pai e mãe dizem que apenas esperam que o filho seja feliz. Mas essa é uma mentira gigantesca. Ninguém quer que alguém seja feliz! Querem mesmo... melhor, projetam naquela seqüência genética antigos sonhos, antigos planos, e, esperam que ele os sigam. Felicidade, essa sim é a maior enganação dos progenitores. O filho que experimente dizer, depois de tanto investimento com estudos e os gastos com a saúde, que deseja se tornar musico, malabarista, palhaço, ou qualquer coisa que não seja aquilo que paga bem e garanta uma aposentadoria satisfatória...Ah, pobre desse filho aspirante a feliz contar aos pais que pretende sair em uma viagem narrando as paisagens do país. Mentira. Ninguém deseja a felicidade de ninguém.
Interrompeu o discurso para tomar mais um gole do seu caríssimo uísque quando percebeu a expressão incrédula dela. Talvez fosse o impacto das palavras, mas antes mesmo de perguntar se tudo estava bem, ela disparou:
- Amor, estou grávida. Dois meses. 

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domingo, 7 de junho de 2009

Mais uma das nossas comemorações

Amamos dessa forma descabida e desastrosa. E a elegemos como  um ingrediente a mais. São variantes que podem e surpreenderão, mas que também  aborrecerão. Somos aquilo que mais amamos odiar. Vivemos com aquele sorriso nervoso que aparece quando deveria permanecer escondido. Somos aquele perfume que traz as lembranças dos momentos de descontração. Somos tudo aquilo que tira o sono, que enfurece e faz germinar o ciúmes. Nos é impossível amar como normais. Temos nosso jeito próprio de expulsar as juras de amor, que de tão particular é nosso  segredo.
Mais um aniversário para essa nossa ficção amorosa, mais uma comemoração muda. Para nós, mais um 7 de junho repleto de alegrias tácitas.

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Quando se percebe

Tudo acontece muito rápido. Mal se percebe e é apenas alguns instantes que nos separam do fim. O que foi dito, o que foi silenciado, as omissões, a falta de coragem, tudo aquilo que adiamos, prorrogamos, se perde nos últimos instantes. E se eu tivesse tido coragem? E se eu tivesse contado? E se eu tivesse dito eu te amo? E se...? Será que mudaria? Será que o caminho seria diferente? Será? Não dá mais tempo, não há mais reação. As segundas chances perderam-se. Acabou. Só nos últimos momentos percebemos o quanto estaremos perdendo. Só nos últimos instantes nos damos conta que a vida acontece de forma acelerada.

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Planos para o futuro

-Pai, já sei o que vou ser quando crescer!
-É mesmo! E o que será?
-Governo. Vou ser como o Governo.
-Mas Governo, filho? Quer dizer que você gostaria de administrar uma nação? Mas isso é muita responsabilidade... e... você mal consegue cuidar do seu peixinho.
-Não pai, eu não quero administrar coisa nenhuma, eu só quero foder com a população, e mesmo assim ela não perceber!

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Poema

Aquele poema correu a minha mente. O dia todo. E era ele quem mandava. Era ele quem pulsava, respirava, sorria. Era ele quem vivia. Na noite, encarando aqueles olhos verdes, o poema morreu. Perdeu toda sua essencia. Perdeu a poesia quando encarou a verdade.

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

"Eu também senti saudades"

E de repente você se encontra entre tantos rostos conhecidos, mas que não são íntimos. Os nomes lhes são familiares, as vozes lhe lembram dos diálogos passados, e na verdade você nada sabe daqueles supostos amigos. Passam por você, lhe abraçam, mas não te conhecem. Dizem que sentem saudades, mas você não crê. A mente começa fervilhar resgatando antigos planos, antigas idéias, vasculhando lembranças que lhe indique o motivo de um dia te-los chamados de amigos. Nada lhe ocorre. Você não faz parte daquilo, foi simplesmente plantado entre aquelas pessoas na tentativa de parecer mais humano. A verdade é que tudo aquilo lhe é estranho, desconfortável. Todas as perguntas que responde lhe soam muito frágil, carente de verdade. Mas você esta ali, a procura de qualquer ligação, a procura de atenção, a procura da humanidade que você perdeu. E nada encontra de verdadeiro. Perdido, você simplesmente sustenta aquela relação frágil de uma amizade amparada pela frase “eu também senti saudades.” Tanta mentira, porque não se tem saudades daquilo que nunca experimentou.

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mais um 7 de Maio

Sempre me falaram que o importante era me manter presente. Não importando de qual maneira que o fizesse, mas estando presente. Não permitindo que a distancia das conversas, a distancia do corpo, a distancia de toda uma vida de separação pudesse ceder espaço para o esquecimento. Pois então, fiz isso, me mantive presente, nem que fosse apenas pela lembrança, marcando a saudades, trocando email, participando de uma prosa cheia de cuidados, mas deixei as marcas. Só que hoje, mais um 7 de maio, depois de marcar por anos meu rastro, desisti de me fazer sentir ali. Desisti. Não tenho mais sanidade que mantenha meu corpo e minha mente na sua totalidade, e por isso e mais toda aquela angustia de estar mas não estar, desisti. Vou deixar que hoje seja mais um simples e corriqueiro 7 de maio, sem comemoração, sem felicitações, sem me importar.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

As borboletas do estomago

As borboletas do meu estomago morreram! Agora só há casulos e a angustia da espera pela transformação.

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Por que?

Por que devo temer meus desejos? Por que devem permanecer no meu imaginário? Por que tenho que segredar a minha parte mais honesta? Por que tenho que manter em silencio essa “coisa” que faz meu coração disparar?

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

O problema é que está todo mundo querendo a mesma coisa. Eu prefiro improvisar um querer mais incrementado. Só pra ser um pouco menos igual, um pouco menos normal.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Pensar, repensar, pensar

Não bastasse uma vez ter escolhido um curso que em nada me agradou, e mesmo assim te-lo freqüentado pelos cinco anos exigidos, agora cultivo duvidas quanto essa minha escolha pela segunda graduação. 
Meus conhecidos me incentivam, me contam historias cercadas de coincidências de pessoas que fizeram a mesma escolha e que hoje estão "bem de vida". No entanto, meus colegas de curso simplesmente não entendem porque continuo com essa graduação, pois pela minha primeira formação eu poderia "estar muito bem de vida". Já tentei explicar que esse "bem de vida" não tem relação com dinheiro, mas foi em vão. 
Mas o que ocorre é que, de uns tempos para cá (quase três meses), tenho muitas, muitas duvidas sobre continuar freqüentando a faculdade. De inicio, eu tinha prazer em ficar horas desvendando a doutrina, mas agora, nada me faz saborear com prazer os textos obrigatórios. E por essa razão me pergunto: vou investir mais quatro anos em uma escolha que talvez não ira me satisfazer, ou aguento as pontas até o fim do semestre para sentir um pouco mais?
Isso é só um desabafo, um momento para reflexão, um desses instantes em que colocamos tudo para fora para focar melhor, repensar as duvidas... e seguir, mesmo que ainda não saiba muito bem, para onde.
P.S: Se ficou com curiosidade, minha primeira graduação foi em Direito, e agora curso Pedagogia (mas só não sei até quando).

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Algumas pessoas esquecem que o efeito das frases não são varridos com um singelo pedido de desculpas.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Reserva-lo para outras coisas

O animo já foi destruído pelas segundas chances. Toda a dor resultou nessa desconfianças. Se há algo que aprendeu pela narrativa dos seus romances foi que não se aposta mais o coração. Melhor reserva-lo apenas para a saudade, senão, não há pulsar que sobreviva.

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domingo, 12 de abril de 2009

Amor de alma

Ninguem me magoou como ele.
Feriu meu coração, me fez engolir palavras, e mesmo assim , me fez esperar pelo perdão.
A magoa de sangue machuca muito mais do que a magoa do coração. E ele, me machucou na alma. E foi difícil ceder o perdão, mas era amor, amor de sangue, que sempre vence o orgulho.

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

O que fazer?

O que fazer quando aquele que se ama só faz te magoar?
Esquecer, tolerar, perdoar, ou continuar fingindo?
Alguem sabe o que se faz quando se ama demais alguem que te ama de menos?

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Em uma noite escura

Ele, enquanto encarava aqueles olhos verdes que choravam, sentia o peito acelerado, o medo se aproximando, a dor ardendo. Queria abraçá-la, reconfortá-la, tirar-lhe daquele sofrimento. Queria te-la mais uma vez, mas sabia que não podia. Queria esquecer e continuar, mas eram tantos mal entendidos, tantos desencontros, que não conseguia voltar atrás naquela decisão. Ela, chorando, quase suplicava, implorava por aquele amor.
De frente um para o outro tentavam esconder toda a dor, mas era em vão. Não conseguiam mais fingir que tudo estava bem, que tudo iria se acertar.
Ele sucumbiu quando entendeu o desespero dela, e então, a trouxe para o peito e a deixou chorar por alguns minutos. Mas não mudou de idéia. Não podia. Era muito orgulho para tentar vencer. Era começar e esperar pelos mesmo tropeços. Não podia.
Aqueles instantes eram seus últimos. A ultima partilha de um afeto que morreria nos próximos minutos. Uma contagem regressiva que passeava pelos meses da união. E bastou que ele declarasse: Acabou, eu não te amo mais; para que se encerrasse a melhor historia de suas vidas. Aquelas palavras foram suficientes para que toda a aflição dela transbordasse.
Ela ficou chorando sozinha enquanto a imagem dele se diluía na escuridão.

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tardes de comédia

- Do que mais você sente falta?
- Tanta coisa! Mas, acho que sinto mais falta das risadas que me faziam doer a barriga.
- Lembra daquela tarde que só de olhar para cara um do outro morríamos de tanto rir? 
- Qual? Foram tantas tardes assim?
- Aquela do seu aniversário, lembra?
- Lembro! Nossa, naquele dia a minha barriga doe de tanto rir. Por que mesmo tudo se transformou em comédia?
- Porque eu disse que te amava, e você disse eu também com aquela vozinha de desenho animado, lembrou?
- Lembrei. Tenho saudades das nossas tardes, das risadas, daquele tempo...
- Eu também. Bem que essa tarde podia ser como aquela. Eu te fazendo a barriga doer.
- Acho que você perdeu o dom.
- Perdi nada, quer ver?
- Vai, tenta.
- Te amo!
- Eu também!
Os risos não nasceram, apenas um silencio incomodo, que fez o coração doer.

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Nossas fases

Primeiro, a amizade. Evoluimos para o afeto, passamos pelo amor, decaímos para o ódio, e hoje, sustentamo-nos na polidez de uma amizade fragil.

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Apenas não

Não passo a noite junto. 
Não peço detalhes da vida. 
Não vasculho a personalidade. 
Não quero laço. 
Apenas não aposto meu coração.

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quarta-feira, 25 de março de 2009

"Amigos"

Sim. Eu fico feliz pela alegria dos meus amigos. Quase com a mesma alegria que eles estão por algo que deu certo. Só não entendo como tem "amigos" que estranham essas minhas alegrias.

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terça-feira, 24 de março de 2009

O tal do respeito

Eu sigo em frente porque alguém me falou que era assim. Sempre foi cair e depois levantar. Aprendi que era assim, que tem dias bons, dias ruins e dias mais ou menos, mas que são dias da minha vida. Me ensinaram um modo de viver que não sei se é bom ou ruim, certo ou errado, mas é o que conheço, e é isso que importa. Mas o mais significativo, aprendi na convivência dos amigos, o tal do respeito. Respeito pela diferença, pela igualdade, pelas nuances que compõem as cores da vida.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

Cansada de sussurrar sempre o mesmo nome.
Cansada de esperar na noite pelo corpo.
Cansada de imaginar o caminho que o romance vai trilhar.
Cansaço que cresce e tortura a mente.

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domingo, 22 de março de 2009

Bonus do "amor"

Não entendo o que se passa na cabeça masculina!
Primeiro, me faz todas as promessas, que por sinal não pedi. Depois, me jura fidelidade, alias, essa não exigi, foi ele quem impôs. Pede minha atenção e confessa seu amor no pé do meu ouvido, me surpreende, mas não me faz apaixonada.
E é, justamente quando decido apostar meu coração, que me vem com a "informação" de que saiu com outra.
Não entendi! 
Se todas as exigências implícitas de um relacionamento foram impostas por ele, fazendo transformar "eu" e "ele" em "nós", assumiu o compromisso, certo? Ou desaprendi como se namora?
Eu, aqui quietinha não havia pedido nada, nem a fidelidade, nem o amor, deu porque quis, mas não precisava dar de bônus o chifre!

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quinta-feira, 19 de março de 2009

Tinha pressa

Tinha tanta pressa que mais parecia que o mundo não podia esperar. Passaram-se alguns anos, e descobriu que o mundo realmente não a esperaria, mas que a pressa, essa sim, teria que ser seletiva.

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Meu conselho

Meu conselho?!
Deixem que acompanhe sua vida. Deixem que assistam. Sua vida é tão interessante que preferem acompanhá-la a deles.
Vida que tem bom enredo precisa mesmo de espectador!

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terça-feira, 17 de março de 2009

Puro fingimento

Me empenhei para te esquecer, mas o maximo que consegui foi deixar meu amor invisível aos olhos dos outros. Agora, meus dias são puro fingimento.

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domingo, 15 de março de 2009

Perdão?!

Fez birra. Fechou a cara. Montou uma ceninha de ciumes. Soltou umas desculpas, provocadas pelo medo, e decidiu me entregar o perdão.
Perdão? 
Perdão pra que, porra?!

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terça-feira, 10 de março de 2009

Mulher de malandro

Vivo uma daquelas relações na qual sou a tipica mulher de malandro. 
Me maltrata, me ignora, faz e desfaz, usa e abusa, e ainda assim, atendo seus  telefonemas no meio da manhã, da tarde, e com paciência, escuto suas propostas sedutoras. 
Me deixa falando sozinha, me enraivece, não me valoriza, e eu sigo fiel, estável. 
Incompreensível, mas tapa após tapa, vou vivendo  minha relação com a Telefônica, que como meu bom malandro, me maltrata dia sim e dia não.

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sexta-feira, 6 de março de 2009

Comédia romântica

Eu amo mais você do que eu.
Ela só pensava nessa frase e naquele timbre de voz grave que lhe falou em uma noite de verão, o quanto era difícil carregar tanto amor no peito.
Ela só pensava nele, e como as historias de amor costumam dar errado. E como dói sofrer por amor.
Ela pensava naquele corpo, naquele homem, naquele nome do passado, mas na fila do cinema, ela abraçava outro que se intitulava namorado.
Comedias românticas sempre a faziam lembrar do outro com mais intensidade, transportando-a para aquela época em que trocavam juras e planejavam o futuro. Sempre pensava nele, e se indagava se ele já teria assistido ao filme.
Não esperava que ele, como uma belíssima obra do acaso, apareceria bem na sua frente. Dois anos sem se verem, e de repente acompanhados de seus pares romântico, se esbarram numa fila de um cinema qualquer.
Trocaram olhares maliciosos.
Ele, numa distancia de cinco corpos atrás dela, a observava discretamente.
Cada um, seguindo a regra de namorados em filas, abraçadinhos, trocando caricias delicadas com os seus coadjuvantes, mas cada qual não perdia a sua oportunidade de se espiarem.
Ela virou-se de frente para o namorado, o abraçou encaixando a cabeça no seu pescoço. Naquela posição que permite pequenas mordidinhas na orelha, mas que lhe dava a visão perfeita do antigo amor. Ele, invejando a visão que agora ela possuía, fez com que a namorada ficasse na mesma posição, ficando livre para encarar aqueles olhos verdes tão conhecidos.
Trocavam risinhos discretos.
Como ela acreditava que o destino sempre arruma uma maneira de dar novas chances a historias mal acabadas, pensava que talvez, aquele encontro seria um desses momentos manipulado pelo destino, que trabalha para unir paixões inesquecíveis.
Enquanto ela refletia sobre o acaso, o destino e segundas chances, ele se perdia, mais uma vez, na profundidade daqueles olhos viciantes, sentindo aquele aperto que dá no peito de quem carrega uma grande paixão.
Soltaram-se dos seus pares para cumprir o ritual da pipoca. Deixaram que as mãos se esbarrassem quando estava lado a lado no balcão. Ela pediu pipoca, e ele emendou:
-E uma coca também.
-Completando meu pedido? Talvez eu não goste mais de coca, talvez agora eu seja uma garota viciada em guaraná.
-Nunca. Cinema sempre será pipoca e coca, independente do quanto má acompanhada uma garota possa estar! Te ligo amanhã para a resenha do filme!
-Melhor ligar hoje, porque eu ando esquecida demais.

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quinta-feira, 5 de março de 2009

Estratagema

Estrategia para evitar mais cabelos brancos: deixar as pessoas falando sozinhas. O famoso "ignora que vai embora" do meu primo. Essa estratagema funciona, só não é capaz evitar que as pessoas suponham que você tenha alguma deficiência mental. Mas entre a tranqüilidade e os pensamentos dos outros, nem preciso dizer qual escolho.

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quarta-feira, 4 de março de 2009

Eu e Você

Dois perdidos tentando decifrar o manual de uma comedia romântica.

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domingo, 1 de março de 2009

Happy Ending

Só porque em alguns momentos eu sou mais pop.
Só porque em alguns momentos eu sou mais love.
Só porque em alguns momentos até o mais simples é mais complicado.
Só porque não há mais nada depois da palavras...
Só porque eu nunca tive meu final feliz!

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Investir no humano

Manter o mesmo carinho, afeto, compaixão, mesmo com a passagem do tempo, é a coisa mais difícil que há. As pessoas crescem, evoluem, afirmam sua personalidade, mudam de opinião, e podem ou não continuar nos transmitindo aquelas emoções, manter o mesmo respeito. O que sentimos por um amigo, mas amigo de verdade, permanece não importa o que aconteça. Não importa as palavras brutas, as atitudes impensadas e o egoismo infantil. É tarefa difícil lidar com tanto sentimento contraditório, com o medo da mudança, enfim, é difícil lidar com o humano. Mas pelos amigos, estamos dispostos a enfrentar o que vier.
Eu pensava assim. Que valia a pena manter o carinho, o respeito. Defendi isso. Mas agora, de uns tempos para cá, tenho repensado, e percebi que na balança da amizade a oscilação é constante, e desisti de acreditar (talvez seja o momento). Tenho experimentado muita decepção, muita ofensa para continuar acreditando que vale a pena a investir no humano.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O som da solidão

O som da solidão explode no meu canal auditivo.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O tal do afeto

Como todo início trocamos alguns olhares e conhecemos os nomes. Aprendi seus gostos, seus desejos, seus medos. Conheci sua parte mais honesta, a parte que me aterrorizava, e toda a composição da sua personalidade. Foram anos em que ele atuou como meu melhor amigo. Até que aquele sentimento que experimentei no inicio, o tal do afeto, cresceu. Cresceu em importância, e fazia meu peito pulsar esquisito quando o via. 
Éramos adolescentes, éramos cúmplices, éramos confidentes, eu a amiga inseparável, e ele o amigo insubstituível. Mas aquilo que eu carregava no meu peito incomodava, se debatia querendo sair. 
Crescíamos, o tempo corria, a paixão crescia, e chegou o dia em que as palavras tentaram ensinar o que era aquilo que eu carregava. 
Foram apenas duas palavras. Não existiam outras que pudessem explicar, ou exemplificar aquilo que eu sentia desde o primeiro olhar, quando tínhamos apenas sete anos. Foram naquelas palavrinhas, que os anos que viriam depois me ensinaram a banalizar, que transformei o afeto em amor. Foi naquele Te amo tímido e rouco que transformei o melhor amigo em primeiro namorado.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

De volta a programação normal...

Enquanto os colegas se matam para cumprir os prazos eu cultivo minha habitual dor de cabeça, sabe aquela? A filha da ressaca. 
Vou catando meus pedaços, e alem de procurar um abrigo anti-bomba, também vou inventando desculpas para afastar um depressivo apaixonado. Coitado, tão clichê e tão chato. Na minha próxima escusa para o galanteio pretendo dizer que estou esperando meu marido sair do coma, quem sabe assim ele entende que "to fora". Se a verdade não basta, que compre minha mentira.
Mais clichê que ele só o obvio: agora o ano realmente começa! Mesmo que eu já tenha sentido os efeitos desse inicio há tempos. 
Enfim...de volta a programação normal, ou quase isso!

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"O que você vai ser quando crescer?"

O que você vai ser quando crescer?
A minha resposta nunca foi a de serei  medica. Ou advogada, ou dentista, ou professora, e nem parecia com a dos amiguinhos, muito menos, com a normalidade que me fornecia um cardápio extremamente tradicional.
 A única coisa que eu seria era viajante do tempo. Uma pena que quando cresci fiz escolhas mais tradicionais. Mas na época daquela pergunta não importava o quanto e se um viajante do tempo ganharia dinheiro. O que importava era o vai e vem, a aventura, o fato de conhecer as possibilidades do meu eu futuro, modificar o meu eu passado, e largar o aborrecimento do presente para avançar no tempo como eu bem entendesse. 
Para minha frustração, deixei de lado as viagens no tempo para me aborrecer com as normalidades.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O menino e o pé de alface

Dizem que tenho uns lances muito esquisitos. Pode até ser verdade. Acho que seja mesmo verdade. Eu sei que sou bizarra as vezes, mas em pequenas doses, é até tragável. Mas o que anda acontecendo, por conta dos meus malditos relatórios de observação, além de "perder" meu tempo observando e olhando, tenho elevado a outro expoente minha não interferência na vida alheia, apenas no intuito de estudar o "qualé que é" do fulano.
Dia desses, eu toda despreocupada, fui no supermercado (coisa que odeio de paixão!). 
Final de semana, local lotado, e sabendo de antemão que a probabilidade de perder a pouca paciência que me resta,  preparei meu espirito para lidar com pessoas que desconhecem o protocolo de filas e da boa educação, e comecei as comprinhas com o frase na cabeça: Respira fundo, e calma!
Para minha surpresa nem me aborreci. Culpa, mesmo,  dos relatórios de observação, que me treinaram para um olhar mais apurado e que me serve de estopim para inúmeras reflexões sobre o comportamento dos outros, do que por qualquer outra razão.
O que ocorreu foi o seguinte: já tinha deixado a fila depois de pesar os legumes e frutas, quando percebo lá no final um jovem, todo arrumadinho segurando um pé de alface, esperando sua vez para ser atendido. 
E eu, lá no meu canto, fiquei pensando, será que ele está na fila só pra pesar o pé de alface?
Claro, que meu bom senso me mandou ficar esperando (pra isso eu espero sem reclamar!) só pra ver se minhas deduções estavam corretas. 
Aproximadamente uns cinco minutos observando o rapaz e a fila. Quando chegando na vez dele, vem a confirmação. 
-Moço, alface não pesa. 
-Ah não?
-Não.
Todo serelepe e sem se importar com o "então fiquei na fila a toa!", o sujeito foi embora com seu pé de alface.
E eu fui para o caixa me matando de rir do menino e sua alface. Nem percebi o tempo que fiquei na fila. Mas estava doida pra sair dali logo e comentar com os amigos aquilo de pesar o pé de alface.

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Alguns metros de distância

Apesar da distancia, ela podia ouvi-la com perfeição.
-Sabe, ela não tem disso...isso de vaidade. Não liga para roupas, maquiagem... Não liga! Mas é muito culta. Lê muito. A única coisa que compra são livros...Roupas, têem que comprar para ela, senão...
Não teve certeza, mas a reação dele ao ouvir o discurso da velha assemelhava-se a um "mas e dai?". E com cinco metros de distancia, ela se divertia com aquela conversinha. Ele, do outro lado sala, escutava as justificativas da velha, e ela, lá na direção oposta, tentava adivinhar o que ele pensava de tudo aquilo.
-Talvez ele queira saber quais minhas ultimas aquisições literárias? Ou quem sabe, queria mesmo é saber quem compra as minhas roupas?

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

No fundo da gaveta

Sem querer me deparei com ela. Imponente, me encarando, me desafiando. Respirei fundo e pensei que não poderia ser nada de mais, e segui a diante.
Abri e comecei a ler. Logo nos primeiros momentos já senti o estomago revirar.
 Talvez eu não tivesse coragem para seguir até o final. Talvez fosse melhor desistir daquela carta, deixá-la mofando no fundo de qualquer gaveta e ponto, fazendo de conta que ela não existia. 
Mas não, a coragem teria que nascer a qualquer momento. Teria que encara aquelas verdade. Não poderia mais permitir que simples palavras fizessem minha perna bambear, afinal, passados dois anos a superação já teria que ter brotado há tempos.
A verdade, no entanto, é que nunca superei. Seria impossível superar tanto amor, tanta magoa tanta saudades. A verdade é que nunca consegui chegar nem ao menos ao final do primeiro parágrafo.
Aquelas palavras, mesmo velhas depois de dois anos, ainda me fazem o estomago revirar, me fazem sentir medo do que pode ter naquela ultima linha. Minha covardia e prudência mandam, e eu obedeço, deixando aquele papel morto no fundo da gaveta por mais alguns anos.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Menos é mais

Mais um dia de convívio social e mais uma decepção. Tenho expectativas altas em relação às pessoas. E talvez o segredo, para evitar a decepção, seja não esperar demais das outras pessoas. Talvez, em relação a pessoas, o menos seja mais. Quem sabe se eu encarar assim, eu comece a perceber potencial fraco não como fracasso, mas como um sucesso de personalidade.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Maravilhosa obsessão

A maior parte do dia estou com você nos meus pensamentos. Não faço de caso pensado, é involuntário, estou eu lá, e lá está você flutuando na minha cabeça! Simplesmente acontece. Os objetos, a natureza, o riso da outras pessoas, tudo, tudo no mundo lembra você. Não vejo as horas porque você me entretêm. E mesmo com as características de uma obsessão, não me importo com a distração maravilhosa que é você dançando na minha mente.

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sujeitinho idiota

Meu coração é um sujeitinho idiota, que sai todas as sextas, se embriaga e faz declarações de amor madrugada afora. 
Um sujeitinho idiota, alcoólatra e boêmio, que no “Day After” , no auge da ressaca, acredita ter descoberto a cura para todas  suas  dores: comida gordurosa, refrigerante e aspirina. 

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O que fazer?

O que fazer quando se odeia a quem deveria amar?
Por mais que eu tente só consigo nutrir esse asco. E o mais dificil não é conviver com essa sensação, mas ter que disfarçar  o ódio.

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É a culpa

 A culpa por não corresponder as expectativas, por querer falar não, por não conseguir compreender.
A culpa por ser, por continuar sendo aquilo que é imperfeito e incompleto.
A culpa por não ter conseguido sair do lugar, por ter criado raízes, por ter desejado.
É uma culpa que me vendarem, e que acabei comprando. E esse produto me faz acreditar que sou apenas “isso” e não poderia ser muito mais. É a culpa que me cega e me faz crer que sou um mostro, um ser insensível, uma pessoa malcriada.
Mas na verdade não preciso ser o que querem, tenho que ser imperfeita, e minha essência não é monstruosa.
Descobri que me imputam a culpa toda vez que começo a andar com minhas pernas e raciocinar com minha mente. Que me imputam a culpa porque sou por mim e não pelo outro. Que me dão a culpa porque discordo e não digo amem. Percebi que é nesse momento que me inventam monstruosa, malcriada, quando na verdade, a culpa não vem da minha atitude, vem do contragosto do outro.
Agora me basta saber que não há realmente culpa que me caiba, apenas sou e pronto, e não preciso mais sentir a culpa pela magoa dos outros.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Minhas incertezas e as velhas exigencias

As aulas da faculdade mal começaram e eu já me pergunto se realmente valerá a pena continuar.
Só de pensar no tempo investido, só de imaginar que são sempre as mesmas exigências e metas a serem atingidas, sem que se importem se a aprendizagem ocorreu, que eu fico imaginando: vou adiante, ou paro agora?
Talvez a insatisfação seja culpa das ultimas conversas com os colegas, que sabem o que querem, enquanto eu desconheço minhas próprias vontades. E com isso acabo com aquela sensação de quem assiste toda a cena pelo lado de fora, lá da janela, me sentindo a deslocada do grupo, ou seja, aquela que segue a maré com a esperança de desembarcar em algum lugar.  
Perceber e ter a consciência que a grande questão da minha vida é: não sei o que quero, apenas sei o que não desejo; já é um inicio! Mas começou a faltar tempo para ir excluindo da lista o que não quero para descobrir o que quero.
É muita cobrança porque já é tempo de eu saber qual o meu caminho. É a velha exigência social com suas regras de cresça, estude, arrume um emprego, case, tenha filhos e morra, que a todo instante bate na minha porta.
Dá uma frustração caminhar pela vida no escuro, sem um plano alternativo. Dá uma angustia perceber que todos que me cercam acertaram o passo, e eu aqui, parecendo alheia a realidade, cursando uma faculdade que eu não tenho certeza, com um prazo de validade para estourar na minha cara.
E assim, vivo meus dias com a incerteza fazendo festa no meu estomago.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sem amizade

E eis que passados três meses ele criou coragem e lhe perguntou:
-Você tem religião?
E ela, mais corajosa ainda respondeu, convicta e monossilábica: Não!
-Mas você não acredita em nada?
-Nadica!
-Me responde uma coisa, com sinceridade, você fica triste de vez em quando?
Ela logo imaginou que ele fosse servir uma dose de algum evangelho e forçar a entrada de Deus no seu coração. Mesmo assim, temendo o discurso sou feliz porque tenho Jesus no coração, arriscou e respondeu:
-Como qualquer ser humano tenho dias felizes, mas também tenho dias tristes.
-E o que você faz nos dias tristes?
-Nada, melhor, encaro eles, as vezes fico com raiva, xingo, mas sei que eles serão superados.
-Mas você não acredita em nada, como pode encarar as dificuldades?
-Muito simples, meu querido, eu apenas acredito em mim. E isso basta.
-Se eu não tivesse religião acho que não levantaria da cama! Ultimamente só tenho dias tristes, e diferente de você, não consigo encara-los, é um grande desconforto.
-Por acaso você já ouviu falar em depressão?
...
Depois da conversa ele sumiu. Sem religião, sem amizade, essa era a equação. Abandonou a amiga e continuo mais tristonho que nunca, e por duas vezes, tentou se reunir com Deus para uma conversa mais intima.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Enquanto ele examinava o relógio ela disparou: 
-Você seria tão mais interessante se não usasse relógio.
Ele não disse nada, apenas sorriu, a beijou na boca e foi-se. Como cumpria a dieta rigorosa do relógio não podia ousar atrasar os minutos, mesmo que o resultado tornasse o romance mais interessante. 

 

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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Vai acabar em confusão

Melhor você segurar!
Segurar o que?
Seus pensamentos, oras!
Mas por quê?
Se descobrirem o que você anda pensando, com certeza, terá problemas.
Melhor tomar cuidado mesmo. Me policiar mais. Porquê, realmente, se descobrem o que estou pensando... Melhor, se descobrem em quem estou pensando... Hum, vai ser problema, quer dizer, vai haver drama!
Considere-se avisada! E faz força pra me segurar aqui dentro. Seria mais prudente que eu sumisse. Então, me aniquile, me faça desaparecer!
Um, dois, três... desculpas, mas não posso te aniquilar, te exterminar, assim e puff! Você significa muito, mas muito pra mim!
Se eu continuar por aqui... Vou antecipar o que vai acontecer: você não vai resistir e vai me libertar. Depois vai chorar, reclamar e barganhar, e será complicado arrumar toda a confusão. 
Tudo bem. Eu correrei o risco, e enquanto isso você fica ai quietinho, mudo, contrariando a sua previsão, mas me proporcionando horas fantásticas.
Se você prefere assumir o risco tudo bem, mas certeza, que vou acabar em confusão!

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Bem domesticada

-Sou uma pessoa esquisita! Não sirvo pra nada!
-Será mesmo? Ou fizeram você acreditar nisso?
Ele deve ter razão. É, ele tem razão!
Talvez a esquisita não seja eu. Talvez, realmente, me empurraram essa idéia goela abaixo. Talvez eu sempre fui uma pessoa normal, não havia nada errado, mas ela precisava fazer acreditar nisso para, assim, me dominar. Talvez seja isso mesmo! Talvez seja por isso que hoje eu acredito nisso, e me desvalorize, me desmereça tão facilmente.
Deve ser essa a explicação!  Ela me empurrou, me vendeu a idéia da esquisitice, da monstruosidade, e eu, muito ingenuamente, assumi a personagem. Mas agora que descobri, agora que entendi o porquê ela insistia em me humilhar, em imputar uma inferioridade que não existia, darei um basta. Chega! Ela me fez acreditar que havia algo de errado, que eu precisava de mudança, quando a verdade era justamente outra, não há nada de errado em ser como eu sou.
Com os seus pensamentos em transito, saiu do terapeuta meio aliviada, meio perturbada, meio transtornada e meio enfurecida. Dirigiu por horas sem destino, mas resolveu voltar para casa.
-Se perdeu pelo caminho pra demorar tanto?
-Não. Só perdi a noção do tempo, foi isso!
-Acha que todo mundo é como você, que não tem hora pra nada? Custava ter ligado avisando que iria perder a noção do tempo?
Quis responder, quis soltar um palavrão, quis matar aquela velha filha da puta, mas a única coisa que foi capaz de fazer foi encolher os ombros e se esconder no quarto. E na  solidão do seu espaço acabou percebendo que foi bem domesticada para se erguer contra a adestradora.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tempos de ausência

A Imaginação não floresce quando é tempo de ausência das palavras. 
Em tempos de ausência só se cultiva esse silêncio perturbador.

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Coração Apaixonado

Eu fiquei ali assistindo os dois por uma tarde inteira.
Eles nem me perceberam, preocupavam-se apenas com aquela brincadeira que construíram como desculpa para o toque. Ele puxava a mão dela para o peito, e ela sentia o coração dele batendo. Ela, então, puxava a mão dele e enroscava-a na sua. Ele se soltava dela e puxava novamente para o peito. E ela, com uma autoridade macia, desrespeitava a vontade dele e puxava mais uma vez a mão dele enroscando-a na sua.
Perdi a conta de quanto fizeram esse movimento mecânico. E não me importei.
Deixei os pensamentos correrem naquele ritual. Talvez por falta de imaginação, da velhice precoce, ou sei lá o que, não consegui achar sentido para aquele ritual.  E nem sei se precisava realmente catalogar a atitude daqueles dois para que algo fizesse sentido. De repente percebi que minha ignorância não importava e não mudaria o sorriso dos dois. E assim, sem pensar nos porquês, que sempre me perturbaram, fiquei ali assistindo a eles, naquela brincadeira que trazia ares de romance, naqueles gestos que me faziam invejar quem carrega um coração apaixonado.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Analisando a vida

Me pergunto o quanto posso ter mudado. Sei que em dez anos muitas mudanças ocorreram, mas destas quais realmente foram da raiz, profunda, a ponto de dizerem que não me reconhecem?
 Sei que mantenho algumas manias, alguns tiques, coisas que realizo no autômato e nem percebo.
Sei também que coleciono os mesmos amigos, colegas e conhecidos. Excetuando algumas recentes inimizades e desafetos, mantenho quase o mesmo rol, onde ora acrescento ou risco os recém conhecidos, mas isso porque ainda mantenho a mesma desconfiança do passado.
Quando penso nas mudanças percebo que em minha vida, infelizmente, muito pouco foi modificado. Em dez anos aprendi muita coisa, desgostei de muita coisa e realizei muita coisa, mas quando realmente reflito sobre esse período, parece que nada saiu do lugar, que tudo continua muito igual, os mesmos hábitos, as manias, os tiques...e não consigo enxergar mudança nenhuma, apenas eu estagnada no mesmo lugar. 
Talvez seja apenas impressão, e que para entender da minha própria vida eu  preciso enxergá-la ao longe, com um olhar critico, como quem enxerga a vida de outra pessoa.  Talvez realmente meu olhar esteja viciado, que eu creia que mantive a mesma pessoa viva por tempo demais apenas na tentativa de reviver o passado.
Mas o importante é que tenho me feito perguntas e percebido o quanto dos dez anos me mantiveram presa a algo irreal.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Joguinhos do coração

Joguinhos do coração sempre me confundiram, e quanto mais o tempo passa menos eu os entendo. 
É uma pratica invertida, quanto mais desempenho papeis e personagens, menor a minha habilidade no jogo.
Por isso prefiro o basico, onde jogam-se com frases limpidas e claras, desviando das segundas intenções, com uma objetividade quase pura. Mas não tão pura, afinal, completa transparencia também desestimula quando entregue em uma unica dose.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Meus bons e velhos amigos

Então que eu teria que sair da roça e ir para Brasília, e claro que dentre cinco companhias eu escolhi a que era mais cara, com um trajeto mais longo, e conseqüentemente mais estressante (ignorância e azar o meu!). Mas passadas doze horas chego ao meu destino, com muito sono e doida para matar a saudades dos velhos e bons amigos. 
Todo o estresse é aliviado pelo longo abraço que ganhei e pela saudades que comecei a matar assim que encontrei com eles.
Era tanto o que falar, fofocar e relembrar, que fazer caber em três dias todo o afeto tornou-se tarefa impossível.  
E a saudades ficava sempre lá, rondando a conversa, nos lembrando que logo logo ela voltaria a reinar. 
Bastou amanhecer a Segunda e vir o abraço da despedida para novamente ela se apossar do meu peito, me enchendo de novo com aquela sensação de quem abandona bons e velhos amigos, que só ela consegue fazer traduzir.

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Exigências me afugentam.  Quando sinto que me cobram, que me sugam e querem mais, me afasto o mais rápido. Evitar a intimidade já faz parte da personalidade.  No entanto, já compreendo o porquê querem sempre mais e mais, é inevitável querer estar sempre ao lado, querer conhecer, quando se está apaixonado.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Feitos um para o outro

Talvez o que vejam neles seja exatamente aquilo que resuma o “feitos um para o outro”. Eles têm isso de completar frases, reconhecer as vontades pelo olhar, saber dos trejeitos, entender o coração um do outro.
 É tanta cumplicidade, conhecimento um do outro que até parece que é o mundo quem invade a vida deles, que é a vida quem se intromete naquele amor. Parecem sempre assim “feitos um para o outro”.
E é essa imagem de viveram felizes para sempre que a dinâmica deles vende para todo o resto da humanidade. São fieis, são honestos, se experimentam, se amam... Mas no fundo, bem no escuro dos pensamentos cada um sonha com outro, fantasiam com corpos diferentes e com sussurros de vozes roucas que eles não conhecem, mas desejam conhecer.
No fundo, bem lá no escuro, cansaram de brincar de “feitos um para o outro”, querem mesmo é viver uma vida de verdade.
Até no intimo mais obscuro são “feitos um para o outro”, alimentando os mesmo sonhos e sustentando a mesma mentira.

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domingo, 18 de janeiro de 2009

Estou assim...transbordando!

A alegria é tanta que nem a poesia seria capaz de traduzir toda a essência da felicidade.
Estou assim... Assim... Assim... Tão grande, tão gigante, precisando de mais espaço para tanta felicidade!

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sábado, 17 de janeiro de 2009

Tarefa dificil

Não acredito em príncipe encantado, em amor a primeira vista, em alma gêmea, e no viveram felizes para sempre, mas em todo caso, te dou uma chance para que me convença que é possível crer no amor.
Te dei a chance, e você me deu o melhor beijo, a melhor sensação, o melhor romance.
E agora me divirto com seu esforço e tentativas para me convencer em confiar em você. Tarefa difícil!

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Protocolos sociais

Vivo entre os desejos e a realidade.
Experimento a euforia de uma vida só minha.
Corro para essa ficção particular em busca de um sorriso, que na superfície, possa e pareça verdadeiro. 
No meio dos delírios o alivio sempre surge. E com a visão viciada concluo que viver num planeta particular, desconectado da realidade, é mais fácil que executar os protocolos sociais da vida de todos os outros.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Retomando a posse

Levaram a minha auto-estima.
Não. Eu permiti que a levassem, que a sequestrassem, que a subjugassem. Permiti que surrupiassem aquela personalidade, que até então aparentava ser indestrutível. Permiti que esmagassem a confiança, que ate então ostentava um verniz incraquelavel.
Eu permiti e levaram minha parte mais honesta, o melhor de mim embora. E o corpo ficou pendendo pela vida, a vontade adoeceu, e o pendulo seguia no autômato.
Mas agora retomo a posse. Exijo o fim do seqüestro. Reinicio a vida no modo manual respirando antigos e adormecidos sonhos.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A 700 km

Podia jurar que ele a viu, que ele estava naquele ônibus. Como ele conseguia traduzir tudo aquilo que batia no peito dela, como podia entender o porquê das lagrimas, se eram quase 700 km que o separavam?  Ele conseguia descrever tudo aquilo que ela carregou durante a viagem como se tivessem compartilhado as doze horas.
Ele não estava lá, mas sabia. Entendia que a distancia das doze horas a fez refletir, a repensar na confiança, a perder para a insegurança. E ele sabia dos exatos pensamentos dela, e isso a assustava. 
Por prudência ela ergueu mais um muro a frente. Ela jamais poderia permitir tanta proximidade sabendo da distancia. Então, mais uma vez vestiu a armadura, esfriou os diálogos, e dissimulou as sensações que ele parecia saber que ela carregava, e optou por uma nova tática para aquele relacionamento.
Começaram do zero de novo. A 700 km de distancia. Com a certeza de que para um deles a quilometragem seria o alimento da desconfiança.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Saudades

Alguns amigos são capazes de descascar minha desconfiança e amparar meus sentimentos. São poucos e raros os que me fazem sentir confortavel e com o desejo de te-los ao meu lado. E os que são capazes de me fazer sentir a verdadeira amizade viva, me deixam com uma saudade gigantesca quanto tenho que partir Com aquela saudade boa das horas, das conversas, dos risos e das historias, aquela que deixa no rosto o sorriso e o coração apertado na despedida.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Quanto tempo há de durar essa fobia à confiança?
Quanto tempo há de persistir a insatisfação a rotina?
Quanto tempo ainda transitarei por muitos nomes?
Será que ainda há tempo para aquietar a insegurança e permanecer fiel a um unico corpo?
Será que não é muito mundano ser como todos?

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domingo, 11 de janeiro de 2009

Há dias que o corpo cansa. Que a mente cansa. Que os olhos se cansam de enxergar o mundo sempre na mesma tonalidade.  

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Tempo, saudades e afinidades

Há coisas que nem o tempo consegue alterar. Em alguns casos, a sua passagem apenas contribui para estreitar amizades, consolidar sentimentos, reafirmar afinidades. Nesses, o tempo assume seu papel de amigo e os dias são contados para matar a saudades.

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Historias

Todos têm historias inacabadas nessa vida. Historias e momentos que foram rompidos, sem a possibilidade de desenvolverem o meio e concluírem-se.
Não lhes deram essa possibilidade de fim, apenas lhe cortaram os capítulos abruptamente, sem explicação (ou com explicação que não satisfaz), sem argumentação ou tentativas de lhe dar uma sobrevida. Apenas findo. Um encerramento possuidor do melhor gancho de toda a vida, que transforma toda a ansiedade do desejo do próximo capítulo em desgosto pela historia interrompida.
Historias inacabadas ficam engavetadas por tempos e mais tempos, porem, em algum momento alguém lhe dará a oportunidade para a conclusão. 
Com ou sem final feliz, historias interrompidas ressurgem reclamando sua continuidade.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Experimentando a família

Por um par de horas vivi um "experimento social": festinha de família. Um ambiente no qual predominava as priminhas casadas, seus maridos meia boca, e a infelicidade conjugal, mas todo mundo é muiiiito feliz por ter espalhado a herança genética entre seus três, quatro, cinco filhos! 
Enfim, experimentei uma paisagem alheia ao que conheço, afinal, mamãe me educou para estudar, e não para responder "meu senhor" e desistir da minha identidade em nome de um casamento.
Alem de me divertir pelo julgamento e desapontamento da parentada acerca do meu estado civil, também aprendi sobre alguns “valores familiares”, e descobri que o "meretrissimo juiz" é um grande me@#% (parece que alguém foi processado porque deu uma de esperto). 
Como diria meu primo, quando te perguntarem se não vai casar e ter filhos responda: não, preferi estudar. E gargalhe depois quando se lembrar da fisionomia deles com a resposta, pois para algumas pessoas sempre será inconcebível que uma mulher deseje um futuro profissional no lugar de um bom marido.
P.S: Nada contra casamentos ou compromissos, contanto que os envolvidos possuam autonomia de vontade, e mantenham sua própria identidade. Todo compromisso é antes de mais nada uma parceria, portanto, deve ser encarado como tal.

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sábado, 3 de janeiro de 2009

Feliz Aniversário

Não contabilizo eventos. Não comemoro datas. É um hábito. E diga-se, um costume mal visto e incompreendido por muitos, que crêem que faço pirraça. Mas a verdade é apenas uma: não me animo em "datas especiais" porque a vida me mostrou que todo dia é frágil demais para deixar de ser especial, ou para adiar as comemorações, e que esses marcos nada significam senão mais um dia para comemorar a não vitoria da fragilidade. 
É a minha bipolaridade aflorada que me faz ver a vida entre a euforia da comemoração dos meus dias especiais com o descaso dos meus dias ordinariamente normais.
Mas mesmo assim, confesso que o evento que me "quebrou" para as datas especiais deixou um resquício de criança que adoraria se deslumbrar com festas surpresas e comemorações grandiosas.  
Reconheço que tenho em mim um adulto com uma vontade infantil adormecida. Torcendo para que o descaso ceda vez para a vontade em comemorar. Para que chegue o ano em que se comemorarão datas e marcos especiais. Mas são vontades adormecidas, guardadas lá no fundo, que mal sei como faze-las emergirem novamente. 

E hoje, apesar  de sentir que ainda há uma criança pulando no meu peito, também sinto o dia ordinariamente normal. E celebro com um brinde silencioso a data marcada pelo meu aniversário.


Feliz Aniversário!

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Amor inquebrável

Sentaram-se frente a frente. Entrelaçaram as mãos. Encararam os olhos. Dividiram o silencio e os segredos. Por minutos, que pareciam horas, relembraram dos dias felizes, das tristezas, das surpresas e dos sorrisos. Ficariam em comunhão nas historias daquele frágil romance. Mas foi a realidade da vida que fez o menino romper aquele silencio.
-Você sabe que te amo, não é?
-Sei... sei que me dá o amor, mas não o amor da paixão.
-Sinto muito. Mas ainda é amor. Amor de amizade. E amor de verdade.
-Não sinta. Não se justifique. Não tente atenuar. Eu sei que é amor de verdade, sei que é amor de amigo. E é o amor inquebrável.
-Mas não é o amor que queríamos viver...
-Não diga isso. É amor, e depois que parar de doer vai ser o que importará: o amor da nossa amizade!
-Então continuaremos nos amando, mas com uma historia diferente?!
-Sempre! No começo será constrangedor nos encararmos, lembrarmos dos corpos nus e da cumplicidade, e deixarmos apenas o afeto nos possuir. Mas é amor inquebrável...
-Amor inquebrável! Você acredita mesmo que seremos amigos para sempre?
-Não!
-Não?!?
-Dói muito carregar esse amor! Mas vamos fingir que sim, que sempre seremos amigos, que deixaremos o orgulho dos amantes repousar distante da nossa inquebrável amizade, mas isso não será verdade.
Soltaram as mãos. Desviaram os olhares. E sentiram o peso do desconforto surgir naquele espaço que sempre fora recheado com cumplicidade. Despediram-se. Partiram carregando uma esperança encoberta. Desejando que um amor inquebrável fosse capaz de produzir um final feliz. Torcendo para que a vida poupasse aquela amizade.

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O Cara

Primeira dose: Cara tímido tentando se enturmar.
Segunda dose: Cara tímido acende um cigarro. Olha para o lado.
Terceira dose: Cara tímido se aproxima do grupo de conhecidos.
Quarta dose: Cara tímido concorda com a cabeça.
Quinta dose: Cara tímido esboça alguns diálogos com os conhecidos.
-Putaquepariu, essa musica é muito foda!
Sexta dose: Cara tímido conversa com a paixão da sua vida (mas ela não sabe).
- Acho seus olhos lindos.
-Você fica tão legal quando bebe, cara!
Sétima dose: Cara tímido tasca um beijo na boca da melhor amiga da paixão da sua vida.
-Nossa, o Cara tá atirando em todas!
Oitava dose: Cara tímido chama um taxi e vai embora com a prima da melhor amiga da paixão da sua vida.
Pela manhã acorda com uma ressaca apoteótica, uma morena nua ao seu lado, e o "grito" do seu celular.
-Alo?
-Cara, sou eu, precisamos conversar sobre ontem a noite. O que você confessou me fez perder o sono.
-...
-Lembra? Aquilo que você disse sentir por mim?
Cara tímido se transforma em uma pessoa mentirosa monossilábica e com amnésia.
- Haha...
-Me encontra pela tarde aqui em casa?
-Haha.
Cara tímido abandona a morena no quarto do motel.
Cara tímido vai para casa, rezando para que a paixão da sua vida não saiba da morena. Abre uma garrafa de vodka e descobre que encontrou a cura para sua timidez, mas será um alcoólatra.

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