sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Analisando a vida

Me pergunto o quanto posso ter mudado. Sei que em dez anos muitas mudanças ocorreram, mas destas quais realmente foram da raiz, profunda, a ponto de dizerem que não me reconhecem?
 Sei que mantenho algumas manias, alguns tiques, coisas que realizo no autômato e nem percebo.
Sei também que coleciono os mesmos amigos, colegas e conhecidos. Excetuando algumas recentes inimizades e desafetos, mantenho quase o mesmo rol, onde ora acrescento ou risco os recém conhecidos, mas isso porque ainda mantenho a mesma desconfiança do passado.
Quando penso nas mudanças percebo que em minha vida, infelizmente, muito pouco foi modificado. Em dez anos aprendi muita coisa, desgostei de muita coisa e realizei muita coisa, mas quando realmente reflito sobre esse período, parece que nada saiu do lugar, que tudo continua muito igual, os mesmos hábitos, as manias, os tiques...e não consigo enxergar mudança nenhuma, apenas eu estagnada no mesmo lugar. 
Talvez seja apenas impressão, e que para entender da minha própria vida eu  preciso enxergá-la ao longe, com um olhar critico, como quem enxerga a vida de outra pessoa.  Talvez realmente meu olhar esteja viciado, que eu creia que mantive a mesma pessoa viva por tempo demais apenas na tentativa de reviver o passado.
Mas o importante é que tenho me feito perguntas e percebido o quanto dos dez anos me mantiveram presa a algo irreal.

3 comentários:

  1. Só você sabe a resposta. Achou?

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  2. Posso sentar e fazer companhia.
    Prometo silêncio

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  3. A resposta deve estar mesmo por algum lugar aqui, Pulcro.
    Rogério, senta, faça companhia, mas não fique em silêncio.

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