quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

No fundo da gaveta

Sem querer me deparei com ela. Imponente, me encarando, me desafiando. Respirei fundo e pensei que não poderia ser nada de mais, e segui a diante.
Abri e comecei a ler. Logo nos primeiros momentos já senti o estomago revirar.
 Talvez eu não tivesse coragem para seguir até o final. Talvez fosse melhor desistir daquela carta, deixá-la mofando no fundo de qualquer gaveta e ponto, fazendo de conta que ela não existia. 
Mas não, a coragem teria que nascer a qualquer momento. Teria que encara aquelas verdade. Não poderia mais permitir que simples palavras fizessem minha perna bambear, afinal, passados dois anos a superação já teria que ter brotado há tempos.
A verdade, no entanto, é que nunca superei. Seria impossível superar tanto amor, tanta magoa tanta saudades. A verdade é que nunca consegui chegar nem ao menos ao final do primeiro parágrafo.
Aquelas palavras, mesmo velhas depois de dois anos, ainda me fazem o estomago revirar, me fazem sentir medo do que pode ter naquela ultima linha. Minha covardia e prudência mandam, e eu obedeço, deixando aquele papel morto no fundo da gaveta por mais alguns anos.

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