terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Das decepções

Nos últimos dois anos o trabalho tem me chateado muito. Melhor dizer que não é o trabalho em si, porque este me dá uma alegria imensa, uma satisfação gigante, mas as pessoas com as quais sou obrigada a conviver profissionalmente, que eventualmente, me fazem questionar os motivos de continuar onde estou, e consequentemente é o que traz a tona aquela sensação de insatisfação. 
Mas explicando... minha relação com elas ora é paradoxal, ora pacifica, ora tumultuada, enfim, eu sei que é complexo e complicado entender tal frase, mas essa confusão sintetiza em muito meus sentimentos quando chego em casa depois do trabalho e sinto o peito explodir. 
Talvez por acreditar que muito do meu trabalho precisa e deva ser colaborativo e coletivo, me expresso demais, sugiro demais,  questiono demais, tento participar demais. E percebo que isto, este estar presente, ser esta pessoa que fala e que tem uma ação politica não é bem quisto e nem desejado por muitos. Percebo, e tenho sentido que o que desejam mesmo são seres acomodados que são fáceis de serem conduzidos. 
E é isso, essa sensação de estar perdendo uma batalha interna, de estar quase entregando os pontos é que tem me chateado e angustiado. Sei que chega determinado momento da vida que as escolhas são pautadas para evitar o confronto, mas também sei que em determinadas profissões as ações são o confronto. Até porque acomodar-se e ficar no discurso de que não há mudança, de que dá trabalho são discursos incompatíveis com a docência. E daí já começo a refletir de que se de fato não podemos fazer morada onde não podemos sonhar, se já não está na hora de mudar de lugar?

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