segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ele ainda pulsa

Eles sabiam as razões dos meus olhos vermelhos e das minhas frases amargas. Vez ou outra, quando se preocupavam, me encaravam e diziam que com o tempo as dores passariam. Com o tempo você esquece, me falavam.
E mesmo com a dor e o vazio tão imensos condicionei minha cura nessa verdade. Porque não? Talvez realmente ele me trouxesse a cura, talvez ele pudesse descomprimir meu peito, talvez bastasse deixa-lo fluir e o amor se diluiria em lembranças apenas.
E então, deixei o tempo correr na mesma medida que fingia desdém e esquecimento.  No entanto, mesmo que o tempo tenha fluido, afinal foram-se dez anos de fuga, de mentira, e de fingimento, a dor não passou. E o amor, tão sozinho no meu peito, ainda pulsa.

2 comentários:

  1. Difícil comentar qualquer coisa sobre o sentimento alheio...
    A minha impressão pessoal sobre isso é que... não passa. Aprende-se a lidar, a viver com isso.
    E sabe... isso não é exatamente... ruim.

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  2. Já amaldiçoei um amor que pulsava assim dentro de mim. E, no dia que me dei conta de que ele não pulsava mais, senti falta... vai entender.

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