domingo, 28 de outubro de 2007

Ser honesto...

Me ensinaram que a honestidade é uma das raras e boas virtudes que deveriam ser cultivada e transmitida para meus descendentes.
Me ensinaram muita coisa. Para dizer a verdade recebi uma boa educação. E posso também dizer que tive bons exemplos.
Portanto, não seria espanto e nem novidade que eu espelhasse todas essas qualidades dos meus progenitores. O que de fato tenho feito.
Confesso que procuro realmente manter-me na linha, mas após uma certa idade, e após ver certos acontecimento, tem-me sido difícil acreditar que ser honesto é a melhor solução.
Embora procure seguir essas orientações moralistas dessa geração anterior a minha, cheguei ao ponto de minha vida que não acredito que o bem ainda vence o mal.
Tenho me dado tão mal que tenho ponderado sobre as razões de ser honesto.
Afinal, de que me vale essa honestidade se quando vou dormir com a consciência limpa fica pesando a falta de dinheiro e o excesso de responsabilidade?
De que me vale essa honestidade se o respeito é demonstrado apenas para aqueles que carregam o doutor junto do nome, mesmo que seja uma mera formalidade?
De que me vale essa honestidade se a própria lei nos presenteia com o famoso "ganhou mas não levou"?
Ah, se eu contasse quantas vezes eu ouvi: eu sei doutor, mas não tenho dinheiro... ou, esse é meu único carro pra trabalhar, ou recorre da decisão, enrola um pouco...
De que me vale transmitir essa característica moralista se o legal e a moral andam tão desconexas da realidade?
De que me vale essa honestidade se aqueles que deveriam velar pelo nosso bem estar são os primeiros a rifar tudo que um dia já foi bom?
A definição de "ser honesto" se perdeu em qualquer canto dessa nação, e o que tem mesmo importado é o "quanto vale" e "qual é a minha parte".
Ser honesto é deprimir-se diariamente e perguntar-se "até quando?, enquanto os canastrões se divertem nessa fantasia nacional.
Ser honesto é ser órfão!
Ser honesto é ser presenteado com descaso!
Ser honesto é lutar ao lado de um Don Quixote!

2 comentários:

  1. Concordo com vc quando dz que ser honesto em nosso país é fazer papel de bobo, uma vez que nada disso acontece no dia a dia, icando muito bonito apenas no papel. Mas, não sejamos tão pessimistas, se todos nós deixarmos de acreditar na honestidade, na boa vontade e no correto, cada vez mais caminharemos bara um poço sem fim... É preciso ACREDITAR, por mais difícl que seja, alimentar ese sentimento nas crianças, nos jovens, para que, talvez não para nós, ou nossa geração, mas gerações futuras possam olhar para seu país e com orgulho dizer "Meu país é honesto, com justiça e verdade!!"
    É preciso esperança...

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  2. Sou mais um a concordar com suas declarações sobre desonestidade em nsso país e no mundo, porém não acredito em jogo perdido antes do apito final. Se cada um de nós demonstrar a nossa intolerância e conhecer melhor as leis, podemos pegar o bicho com suas próprias armadilhas. O blêfe de político que ganha eleição divulgando pesquisa não realizada ou comprada, só pega bobão. Isto não pode acontecer com você ou coigo, más o povão ainda é a maioria e elege o ladrão.Solução aida é EDUCAÇÃO.

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