domingo, 12 de abril de 2015

Vício em espirais

 Essa caixinha que engrena, que movimenta a vida, arquitetou um grande escorregador de cursas sinuosas por onde derrama-se os meus pensamentos. E os dias são um verdadeiro desafio à concentração. Já na noite vem a fruição do prazer do vício pelas espirais. 

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Privilégios no lugar de direitos.

Tem aquele dia que acordamos, que tomamos o café, que saímos para mais uma rotina e prontos para viver tudo aquilo que foi planejado. E de repente o planejado é invertido e tudo muda, os amigos tornam-se os inimigos e os direitos tornam-se privilégios. E a gente se desespera porque o errado, o injusto não pode prevalecer. E a gente se afoga porque o silencio dos outros perpetua o privilegio da minoria e a impotência é quem finaliza o dia.   

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domingo, 5 de abril de 2015

Foi-se aquele dia

E teve um dia que me afoguei em magoas. E teve um dia que foi difícil descortinar as palavras. E eu não vim mais. 
E teve um dia que eu permiti que todos fossem maiores que os meus sonhos. E foi nesse dia que eu desisti das palavras. 
Mas sempre há o dia de ressurgir, assim como há o dia de faze-los engolir todas as minhas palavras. 

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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Declaração de amor.

É estranho conviver com uma emoção que não controlo. 
Sei que quimicamente algo acontece. Que fisicamente meu corpo reage. Que racionalmente tento o controle. E que o simples som de uma voz tem a habilidade de perturbar todo meu centro. 
E a culpa é única e exclusivamente sua porque é você quem assumiu o controle das emoções.  

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domingo, 29 de junho de 2014

Dessas tantas palavras que cabem no silêncio

Como esquecer alguns sentimentos? Mesmo que não ditos sabemos que estão ali, que existem ali, em uma dimensão tão particular e infinita! Lembro do muito que era dito enquanto ficávamos em silencio: os olhos se buscavam e se entregavam, uma unica sintonia pulsante. Doloroso e extasiante. 

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

É sinal

Eu já sabia, melhor, já sentia: aconteceu você. E o problema foi ter permitido que você tomasse todo esse espaço. Já não tenho pensamentos soltos, pois todos são nominados e lhe pertencem, já não tenho sonhos, apenas sonho e é com você! 
E agora eu, que como palavras quando te vejo, peço um pouco de atenção, peço a sua voz e os seus olhos. Peço pequenos segundos, poucos, pequenos e gigantes detalhes de você.  

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terça-feira, 3 de junho de 2014

Sempre mudanças

E de repente a vida se fez e faz diferente. Escuto com frequência que mudei, que estou diferente, que meu sorriso ficou lindo, que os olhos brilham mais, e tantas outras palavras a mais. Gosto de ouvi-las, mas gosto, principalmente, de sentir a mudança. Gosto de chegar no final do dia e sentir pulsar em mim felicidade, gosto dos sorrisos que nascem espontaneamente quando, gosto da mudança, gosto de estar seguindo o meu caminho...o MEU caminho. Descobri, de repente, que gosto de ser feliz. 

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Tempos

Eu guardei a carta por muitos anos. Talvez na esperança de te entregar, talvez como garantia de que a mantendo, também manteria o sentimento...em vão. 
Do primeiro olhar e do coração batendo acelerado já foram 20 anos. Que já não nos reconhecemos, nem em olhares e nem em afinidades, já são 16 anos. 
E tempo correu doloroso, impetuoso, mas resolveu: acalmou o peito. Já carta, embora tenha demorado, foi ao lixo tem 5 anos, deixando mais uma vez o coração limpo.  

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Thá

Cabe em mim sorrisos, 
                              suspiros  
                                  e perfumes,
Se forem seus.
                                                Lagrimas, 
                                                        tristezas 
                                                               e as dores,
Se forem suas.



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domingo, 5 de janeiro de 2014

Em 2013 vivi tão intensamente que deixei meu Hospício de lado. Foi tanta coisa que aconteceu na vida real que ele que já me é tão importante foi ficando de lado, quase esquecido. Troquei o virtual pelo real mesmo, onde vivi, sorri, chorei e amei, mesmo que em silêncio e a distância. 
Cresci, amadureci, fui feliz. Feliz de uma forma que nunca experimentei e imaginei que pudesse ser. 
Em 2013 experimentei todas as emoções e acho que pela primeira vez me senti completa. 
E agora, já em 2014, espero a mesma intensidade de 2013, mas também com a volta para meu Hospício. 

  

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sábado, 14 de setembro de 2013

Desabafos

Passei por um período que eu era mais infeliz do que feliz. Não me sentida bem comigo, com a vida, com as pessoas, com as minhas relações. Mas isso passou. Tem uns quatro anos que mudei muito e, consequentemente, muita gente não curtiu a mudança, afinal, aprendi a falar não, a impor minha vontade, a curtir o que eu era e sou, e isso não é de todo bom aos olhos de alguns familiares e amigos. E apesar dessa não aprovação e apoio, consegui resgatar minha identidade e autoestima, afastei aquela sensação que sempre tinha de ser uma perdedora, aquela sensação de desespero de quem se afoga. E fazia tempo também que não sentia a sensação de derrota, mas, hoje, chego em casa com o peito arrasado, com a vontade de desistir daquilo que me deu o "gás" para prosseguir. Hoje experimento aquela sensação que pensei ter abandonado: a vontade de não existir. 
É um dia difícil... Um dia que precisa de desabafos.     

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Queria ter as palavras certas para te convencer...
...queria te ter.

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domingo, 10 de março de 2013

Daquela sensação menor

As vezes eu sinto que não posso te merecer. Que você está em um patamar e eu em outro. Que a vida nos afasta. Que sou menos...
As vezes bate essa sensação de ser menor. 
As vezes passa rápido, mas as vezes...

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Da minha sequência apaixonada

Não sei como é com vocês, mas comigo quando me apaixono passo por algumas fases bem características, ridículas  e cheias de clichês. E eu acho tão, mas tão patético, que eu evito a todo custo me apaixonar. Mas enfim, vamos a descrição das ações/fases. 
1 - Total euforia:
Essa fase termina na descoberta da paixonite, mas até chegar no: Ai meu deuso, que faço? A fase passa pela euforia, que é aquela sensação, ou quase necessidade de desencadear uma conversação com o outro. Basicamente é um falatório,  em geral sem sentido, direcionado ao "objeto" amado, onde há uma falha entre atos preparatórios e execução, pois na minha cabeça o dialogo é lindo, porem quando expelido...
Seria algo como falar e falar e falar e falar e não deixar o outro falar, resultando em um monologo com uma temática totalmente sem noção, e que em geral, o outro não precisava saber.   
Depois da reflexão feita diante do ridículo que apresentei, chego a conclusão de que é paixão. 
2 - Total silêncio:
A pergunta "por que fui falar isso?" fica rondando o pensamento as 72h subsequentes ao falatório sem sentido. Daí vem a vergonha, vem a construção hipotética das possíveis impressões causadas no outro, e a certeza de que lhe acham a imbecil, o que resulta na procura por um buraco que caiba eu e a minha vergonha. Tudo isso resulta em um o silêncio sem sentido e constrangedor quando encontro o ser amado, porque a unica coisa que consigo pensar é na frase: não vá falar besteira! 
3 - Total gagueira:
Depois do "gelo" na pessoa amada vem a fase da cagueira. Nessa fase as palavras saem como se fossem os batimentos cardíacos, ou seja,  ritmados, espaçados. É um tal de tentar falar para impressionar e gaguejar! A sensação de imbecilidade só aumenta quando percebo um risinho nascer nos lábios do outro, mas mesmo que o sorriso cause suspiros pela lindeza, ve-lo faz com que me sinta a mais patética das criaturas da face da terra. É inevitável. 

O que vem depois é ou a desistência ou as tentativas de mostrar para a paixonite que eu, apesar dos atrapalhamentos, posso ser um bom partido. E por esses dias confesso que tenho tentado mostrar minhas qualidades, apesar das imbecilidades feitas nas fases iniciais. Quem sabe eu não consigo reverter as impressões causadas, não? 


      

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Entre noites

Eu que não sonhava agora te tenho em sonhos todas as noites. 
E sempre acordo quando percebo a sua ausência. 

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