terça-feira, 23 de junho de 2015

Ingenuidade

Toda vez eu repito a mesma coisa: não baixar a guarda, não confiar. Mas há sempre o porém, existem pessoas tão habilidosas em nos envolver que mal percebemos e lá vai: confiamos. E é fatal, elas fazem o de sempre, uma bela apunhalada. E lá vai nós de novo: não confiar. O que deve ser humanamente impossível, afinal sempre queremos acreditar que é possível gente boa. 

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Das injustiças

Doí na pele as injustiças. Doí no corpo a sensação de impotência. Doí ver ser desvelado o descaso, o discriminação e as preferencias em razão de um corpo, de uma cor, de uma carteira. Doí demais, mas doí mais ainda compreender que as pessoas que executam as atitudes discriminatórias, as injustiças, tem a plena convicção de que são intocáveis perante qualquer poder.   

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domingo, 7 de junho de 2015

Já longe

Ontem
Nós, all star, camisetas e jeans. 
Inseparáveis.
Hoje
Eu, você, ternos, vestidos, gravatas, sapatos. 
Ausentes.   

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domingo, 12 de abril de 2015

Vício em espirais

 Essa caixinha que engrena, que movimenta a vida, arquitetou um grande escorregador de curvas sinuosas por onde derrama-se os meus pensamentos. E os dias são um verdadeiro desafio à concentração. Já na noite vem a fruição do prazer do vício pelas espirais. 

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Privilégios no lugar de direitos.

Tem aquele dia que acordamos, que tomamos o café, que saímos para mais uma rotina e prontos para viver tudo aquilo que foi planejado. E de repente o planejado é invertido e tudo muda, os amigos tornam-se os inimigos e os direitos tornam-se privilégios. E a gente se desespera porque o errado, o injusto não pode prevalecer. E a gente se afoga porque o silencio dos outros perpetua o privilegio da minoria e a impotência é quem finaliza o dia.   

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domingo, 5 de abril de 2015

Foi-se aquele dia

E teve um dia que me afoguei em magoas. E teve um dia que foi difícil descortinar as palavras. E eu não vim mais. 
E teve um dia que eu permiti que todos fossem maiores que os meus sonhos. E foi nesse dia que eu desisti das palavras. 
Mas sempre há o dia de ressurgir, assim como há o dia de faze-los engolir todas as minhas palavras. 

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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Declaração de amor.

É estranho conviver com uma emoção que não controlo. 
Sei que quimicamente algo acontece. Que fisicamente meu corpo reage. Que racionalmente tento o controle. E que o simples som de uma voz tem a habilidade de perturbar todo meu centro. 
E a culpa é única e exclusivamente sua porque é você quem assumiu o controle das emoções.  

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domingo, 29 de junho de 2014

Dessas tantas palavras que cabem no silêncio

Como esquecer alguns sentimentos? Mesmo que não ditos sabemos que estão ali, que existem ali, em uma dimensão tão particular e infinita! Lembro do muito que era dito enquanto ficávamos em silencio: os olhos se buscavam e se entregavam, uma unica sintonia pulsante. Doloroso e extasiante. 

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

É sinal

Eu já sabia, melhor, já sentia: aconteceu você. E o problema foi ter permitido que você tomasse todo esse espaço. Já não tenho pensamentos soltos, pois todos são nominados e lhe pertencem, já não tenho sonhos, apenas sonho e é com você! 
E agora eu, que como palavras quando te vejo, peço um pouco de atenção, peço a sua voz e os seus olhos. Peço pequenos segundos, poucos, pequenos e gigantes detalhes de você.  

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terça-feira, 3 de junho de 2014

Sempre mudanças

E de repente a vida se fez e faz diferente. Escuto com frequência que mudei, que estou diferente, que meu sorriso ficou lindo, que os olhos brilham mais, e tantas outras palavras a mais. Gosto de ouvi-las, mas gosto, principalmente, de sentir a mudança. Gosto de chegar no final do dia e sentir pulsar em mim felicidade, gosto dos sorrisos que nascem espontaneamente quando, gosto da mudança, gosto de estar seguindo o meu caminho...o MEU caminho. Descobri, de repente, que gosto de ser feliz. 

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Tempos

Eu guardei a carta por muitos anos. Talvez na esperança de te entregar, talvez como garantia de que a mantendo, também manteria o sentimento...em vão. 
Do primeiro olhar e do coração batendo acelerado já foram 20 anos. Que já não nos reconhecemos, nem em olhares e nem em afinidades, já são 16 anos. 
E tempo correu doloroso, impetuoso, mas resolveu: acalmou o peito. Já carta, embora tenha demorado, foi ao lixo tem 5 anos, deixando mais uma vez o coração limpo.  

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Thá

Cabe em mim sorrisos, 
                              suspiros  
                                  e perfumes,
Se forem seus.
                                                Lagrimas, 
                                                        tristezas 
                                                               e as dores,
Se forem suas.



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domingo, 5 de janeiro de 2014

Em 2013 vivi tão intensamente que deixei meu Hospício de lado. Foi tanta coisa que aconteceu na vida real que ele que já me é tão importante foi ficando de lado, quase esquecido. Troquei o virtual pelo real mesmo, onde vivi, sorri, chorei e amei, mesmo que em silêncio e a distância. 
Cresci, amadureci, fui feliz. Feliz de uma forma que nunca experimentei e imaginei que pudesse ser. 
Em 2013 experimentei todas as emoções e acho que pela primeira vez me senti completa. 
E agora, já em 2014, espero a mesma intensidade de 2013, mas também com a volta para meu Hospício. 

  

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sábado, 14 de setembro de 2013

Desabafos

Passei por um período que eu era mais infeliz do que feliz. Não me sentida bem comigo, com a vida, com as pessoas, com as minhas relações. Mas isso passou. Tem uns quatro anos que mudei muito e, consequentemente, muita gente não curtiu a mudança, afinal, aprendi a falar não, a impor minha vontade, a curtir o que eu era e sou, e isso não é de todo bom aos olhos de alguns familiares e amigos. E apesar dessa não aprovação e apoio, consegui resgatar minha identidade e autoestima, afastei aquela sensação que sempre tinha de ser uma perdedora, aquela sensação de desespero de quem se afoga. E fazia tempo também que não sentia a sensação de derrota, mas, hoje, chego em casa com o peito arrasado, com a vontade de desistir daquilo que me deu o "gás" para prosseguir. Hoje experimento aquela sensação que pensei ter abandonado: a vontade de não existir. 
É um dia difícil... Um dia que precisa de desabafos.     

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Queria ter as palavras certas para te convencer...
...queria te ter.

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