domingo, 27 de novembro de 2016

Dificuldades

Tenho dificuldade em lidar com meus sentimento... e pessoas. Mas é inevitável conviver com pessoas e, portanto, inevitável sentir. Só que esses dias está muito difícil lidar com tanta profusão de sentimentos. É uma avalanche de decepção, magoas, angustias e amor. E tudo isso dá um medo danado. 

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sábado, 26 de novembro de 2016

De como nos permitimos endurecer

A primeira vez que um relacionamento meu chegou ao fim eu achei que morreria. Que de tanto chorar eu pararia de respirar de uma hora para outra. Que aquela aflição, aquela angustia de não ter mais o cheiro, a boca, o corpo, a rotina, abriria um buraco no chão e de repente eu deixaria de existir. Mas isso foi a primeira vez, a primeira vez que o amor me arrancou o sono e me colocou em dúvida sobre o que é existir. Depois da primeira vez, da primeira dor, algumas coisitas começaram a germinar no coração: desconfiança, insegurança, amargura...E eu endureci. E da primeira dor para cá o que tem transbordado nesse coração endurecido não é mais amor, é indiferença. Pois é, algo que eu não imaginei surgiu porque não soube lidar com um medo de ter que sentir tudo isso de novo, como se fosse a primeira vez.  

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domingo, 9 de outubro de 2016

Sobre ser criança

Tenho um aluno que é daquelas figurinhas comuns a toda sala de aula: agitado, desafiador, inquieto, resistente às regras e combinados e muitas vezes agressivos (tudo isso é resultado de uma modelo falho de educação, mas isso fica para outro dia), mas que para variar é dotado de uma inteligência singular. Tem o adicional de que a família não participa da vida escolar da criança, e ainda, é o menino de 6 anos quem se responsabiliza por tudo, desde vestimenta, higiene e material escolar. Pois enfim, dias desse houve reunião para esclarecer sobre um passeio e ninguém responsável pelo menino compareceu, então, supostamente, ninguém ficou sabendo sobre o que vestir e o que levar, apenas o menino era o único da família que sabia. E esperar que uma criança de 6 anos lembrasse e se responsabilizasse sobre o que era preciso organizar para o dia “d”, ainda mais após duas semanas de aviso, era quase que pedir muito. Mas não foi. E eis que as 7h da manhã do dia marcado, me deparo com o “bom dia” entusiasmado de um menino de banho tomado, cabelos penteados, mochila nas costas, uniforme limpo (nunca apareceu de uniforme na escola) e sorriso no rosto aguardando o passeio da “sua vida”. Confesso que a cena me sensibilizou, me deu aquele aperto danado no peito e só conseguia pensar que ele realmente me escutou…e veio a dimensão da responsabilidade sobre aquela criança, praticamente materializada nas suas atitudes. 

 

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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Das decepções

O mais difícil dos relacionamentos são as decepções. Talvez se não depositássemos tantas expectativa. Quem sabe? São as expectativas que contribuem para aquele processo doloroso desencadeado com as chateações, com as contrariedades, com as vontades diversas, com as agressões... Seria menos complicado se não esperássemos tanto dos outros, menos complicado ainda se entendêssemos que não podemos esperar nada dos outros. Mas a vida, ah essa traiçoeira, as vezes nos constroe tantas esperança que é inevitável as tais das expectativas sobre o outro. E então, é de repente que ela chega e traz aquela dor.

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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Às vezes...

Às vezes esqueço das palavras que geraram as mágoas. 
E que as pessoas dificilmente mudam. 
É, às vezes esqueço! E é por esquecer que o impacto é sempre o mesmo, ou até uma avalanche maior. 
Às vezes eu esqueço que pessoas são quase um padrão. E é por esquecer o padrão tão característico de desvio de caráter, que às vezes me permito prender em uma relação.  

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Desabafos

É tempo de reflexão!
Sendo bem clichê é isso mesmo que farei nas linhas seguintes...
2015 foi um ano muito difícil para mim. Em todos os campos e em todos os meses. Claro que vivenciei coisas boas, conheci pessoas maravilhosas e aprendi muito, mas as dificuldades vinham em avalanches, com constante sensação de "por favor, tira o urso que sentou no meu peito". Tristezas e vontade de deixar tudo para trás chegavam sempre nas madrugadas, mas ainda assim fui até o final e sempre com a mesma coerência e firmeza nas minhas crenças. Fui ética e justa, e por essa razão chorei muito e com uma constância assustadora me perguntava: vale a pena?
2015 foi um ano no qual fui impelida a brigar e a implorar para ter meus direitos mínimos de trabalho reconhecidos. Fui ameaçada, humilhada e mal falada para os demais companheiros de trabalho pelos meus "chefes" imediatos, mas ainda assim, me esforcei e exerci todas as minhas atribuições intencionando excelência. No fim de cada dia eu respirava e sempre quando via o resultado do meu esforço eu recarregava a energia, pois eu tinha certeza que as minhas aptidões e prestezas jamais seriam superadas pelas palavras malvadas de terceiros. Por seis meses conseguiram me jogar contra todo o grupo com quem trabalho, mas a maldade é vencida quando se age com ética, moralidade e profissionalismo, o que foi o que fiz; e assim, o ponto de virada nasceu e a verdade começou a transbordar, as jogadas para segregar foram descobertas e o grupo voltou a me amparar. Mesmo com os altos e baixos, as tentavas de me prejudicarem e a negação dos meus direitos, eu permaneço no local em que escolhi trabalhar enquanto os dois "chefes" partem para outro local. E assim, a vida se encarregou de resolver a maldade, o antiprofissionalismo.
2015 foi um ano que sofri pela doença de pessoas queridas, que senti a impotência gerada pelas casualidades, pelos acidentes, senti o desespero gerados pela frase tão dolorosa "não há mais nada a fazer". E ainda assim, (re)encontrei, ou seja, resgatei bem lá no fundo, alguns sorrisos e formas de amenizar a dor. Chorei e sorri, senti em meus ossos um viver tão potencializados por essas emoções. 
2015 foi um ano de lições aprendidas. De conhecer pessoas que, mesmo não imaginando, foram capazes de transformar a minha caminhada. Em uma única frase alguém me chacoalhou, me energizou para alcançar o fim. Foi em um sábado de setembro que compartilharam sabedoria, e para sempre vou guardar a frase "eu decidi que se não posso controlar, eu posso me perguntar como ajudar, como transformar". O que me tocou foi o pequeno, mas tão poderoso "eu decidi", porque, afinal, sou eu quem decido o que me aborrece, o que me tira o sono. Aprendi que sou eu quem irá decidir ceder ou não poder a terceiros, e isso, fez toda a diferença na minha postura, me resgatou a confiança! 
2015 foi um ano que aprendei que posso absolutamente tudo, que posso ser tudo, que posso vencer, que consigo viver plena, que sou capaz de encarar dificuldades, tristezas e maldades. Foi uma ano que aprendi que sim, vale a pena, mesmo que o mundo desmorone ao meu redor, ainda vale e sempre valerá a pena ser justo, correto, ético e profissional. 
E meu desejo para esse ano que se aproxima é que eu continue acreditando que vale a pena, que sempre valerá. Que em 2016 eu não esmoreça.  

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Finitude

Não deveria nos surpreender a troca da presença pela saudade. Não, não deveria, porque é muita racionalidade aplicada para compreender o grande processo vida, e todo esse caminho só nos da a certeza concreta a finitude. E isso todas sabem! Porém, nada disso muda a surpresa, nada disso ajuda compreender (aceitar?) que de repente a presença fez-se saudade.   

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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Inversão

Se aqueles que deveriam amar gratuitamente transmitem apenas repulsa, se notamos que o sentimento é apenas rancor, se sentimos que há ausência de amor, o que fazer? Como pode ser possível amar alguém se a aprendizagem não aconteceu? Como é possível amar se só vivenciou o inverso?  

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sonhos

Sonhos não se perdem. As vontades, os desejos não morrem. Talvez por força e necessidade do momento são postos de lado, afinal como dizem "precisamos viver a vida real". Mas a verdade é uma só, eles ficam "lá", guardados, a espera e das duas uma: ou se transformam em magoas ou retomam com uma intensidade que nada os seguram. É por essa segunda alternativa que tenho revivido os sonhos. 

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Jogada

Como pecinhas de um jogo qualquer movimentam-me às segundas, quartas e sextas. Usam palavras tão convincentes que mal percebo e mesmo que aos domingos, terças e quintas eu anteceda as jogadas, chega o dia "d" e estou eu lá: estática, pensativa e ultrapassada, sendo envolvida em um manto de mentira, envolvida em uma jogada que já aconteceu. Resta apenas eu e a fatídica esperança de, quem sabe, conseguir inverter todo o jogo, afinal não é sempre que ao termino do jogo conseguirão mudar as regras. 

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domingo, 2 de agosto de 2015

Olhos e olhares

Confesso! Tenho uma tara (é a melhor palavras para representar) por olhos e olhares. E quando sou pega nesse fogo cruzado de olhares intenso quase esqueço como é respirar. Se dizem que os olhos são as janelas da alma posso dizer que quero me jogar em algumas com muita freqüência. 

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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Das não mudanças e das transformações

Tenho um medo absurdo de gradativamente ir tornando-me alguém com aquela tendencia a dizer a fatídica frase:  não vai mudar nunca. 
Não tenho muitos medos, mas este de me deixar vencer pelo sistema dá pesadelos. Ainda sou daquelas que esbraveja diante das injustiças, que se inconforma, e que mesmo impotente em vencer muitas batalhas, ainda acredito que é possível. Que um dia venceremos o jeitinho fundado na ilegalidade, na sustentação da desigualdade, ou seja, que a transformação pode acontecer. 
Não quero tornar-se essa pessoa passiva, desistente, não quero! 

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terça-feira, 23 de junho de 2015

Ingenuidade

Toda vez eu repito a mesma coisa: não baixar a guarda, não confiar. Mas há sempre o porém, existem pessoas tão habilidosas em nos envolver que mal percebemos e lá vai: confiamos. E é fatal, elas fazem o de sempre, uma bela apunhalada. E lá vai nós de novo: não confiar. O que deve ser humanamente impossível, afinal sempre queremos acreditar que é possível gente boa. 

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Das injustiças

Doí na pele as injustiças. Doí no corpo a sensação de impotência. Doí ver ser desvelado o descaso, o discriminação e as preferencias em razão de um corpo, de uma cor, de uma carteira. Doí demais, mas doí mais ainda compreender que as pessoas que executam as atitudes discriminatórias, as injustiças, tem a plena convicção de que são intocáveis perante qualquer poder.   

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domingo, 7 de junho de 2015

Já longe

Ontem
Nós, all star, camisetas e jeans. 
Inseparáveis.
Hoje
Eu, você, ternos, vestidos, gravatas, sapatos. 
Ausentes.   

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