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sábado, 27 de março de 2021

Quem parte? Quem fica?

Não temos controle de absolutamente nada. Somos seres completamente impotentes, mas mal nos damos conta de tal constatação. E quando ela chega (a noção do tamanho da nossa insignificância e impotência) reagimos como? 
Quem parte? 
Quem fica? 
Quando chega a sua vez, você sabe que chegou? 

A realidade que vivemos já há mais de um ano me causa estranheza, incerteza, angustia e aquela sensação de impotência sem limite, sem tamanho. 
Cada dia.
Cada hora que passa, uma única certeza: não valemos nada! Somos um copo sujo, que será deixado sob a pia, assim que a exaustão (física, emotiva e psicológica) atingir seu limite. 
Mas você sabe quando chegou a sua vez? 

domingo, 25 de outubro de 2020

Em Rio Preto 40º e na Andaló Zero Grau

Sei que já faz muito tempo que não escrevo, mas sabe como é: o tempo foi passando e a vontade sumindo. Só que esse ano, o ano da pandemina, a ano da clausura, o ano da reflexão, dos embates ideologicos, políticos e filosóficos, enfim, o ano da total confusão e o que fez renascer uma certa vontade de escrever. Mas não se engane! Mão é pretensão da minha parte, é apenas exercício, afinal, só escreve quem tenta e sei muito bem que estou anos luz de qualquer escrita minimanente amigável e aprazivel. 
Mas mesmo assim, retornamos ao velho exercício de escrever. E porque não começar escrevendo pela notícia da minha cidade neste final de semana? Quer tema melhor que a atualização da vida na cidade do interior que vive na fase laranja? Então, se segurem e vamos lá ao exercício...
Aqui na minha cidade, interior paulista, há uma avenida que já foi point em outros tempos. Que já foi aquele típico reduto de barzinhos, restaurantes, choperias, pizzarias. Aquele lugar democrático para quem tinha/tem dinheiro se divertir aos finais de semana. Visualizaram? 
Um desses restaurantes/chopperia era o Zero Grau, que recebia famílias, galera para o jogo de futebol e para roda de samba. Lugar agradavel, com chopp gelado e um cardapio, também, bem democrático. E, fiquem sabendo, um lugar onde muitas das minhas memórias nasceram.
 Primeiro, com a minha família, com os almoços de finais de semana, depois com os amigos, e depois novamente com a família. Podemos dizer que vive meu ciclo naquele local. 
Foi lá que pela primeira vez me encontrei com os amigos para uma confraternização. Foi a minha primeira saída sozinha com o avalará conquistado quando fiz 14 anos: turma da escola reunida, muita pizza, refrigerante e conversa. E ainda voltei para casa sozinha, à pé com a turma. Aquele ambiente já tinha me visto comemorar, sofrer, encontrar e desencontrar amigos e amores. Aquele lugar, sem saber, me deu lembranças.
E com 36 anos de funcionamento, posso dizer que frequentei pelo menos por 30 anos, o que dá a dimensão do "tamanho" das minhas memórias. 
Como a maioria dos restaurantes, o Zero Grau funcionou no modo delivery, com a mesma competência de sempre. Veio a flexibilização, depois veio a noticia: não dava para continuar! Não só pelas consequencias da pandemia, mas por  muitas outros poréns.
Nesse ano da pandemia, ano da confusão, ano das surpresas, mais uma porta se fechou. E um pedaço da minha história (e de tantos outros riopreteses), nesse dia 25 de outubro de 2020, deixou de respirar para garantir que tudo que vivi alí, ficou marcado na minha memória. 
  

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Maios

Foi em um Maio de anos atrás que, pela primeira vez, me senti um nada, um ser insignificante. E é evidente que a sensação nasceu com as palavras vomitadas pela boca de terceiro. Lembro que naquele Maio as lágrimas se misturavam a água do chuveiro enquanto eu tentava esconder meu choro. Lembro da sensação do nariz entupido e da face fervendo enquanto eu molhava o travesseiro toda madrugada. Mas também lembro que foi naquele Maio que jurei que nunca mais alguém me atingiria daquela forma, que nunca mais me fariam chorar daquela forma. E foi a partir daquele Maio que ergui a maior barreira emocional da minha vida, uma barreira que se colocada em exame trará a toma que a única prejudicada foi eu. Falhei em não chorar, deveria ter deixado as lagrimas terem limpado o peito, e não represar todo o sentimento. Talvez as consequências tenham sido danosas demais. Talvez...E no Maio presente, no Maio de quarentena, tenho pensado por demais, tenho sentido demais, mas a represa tem se deixado gotejar nas madrugadas. É uma quase aceitação de que é preciso deixar limpar o peito.  

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Do que já não é...mas ainda é! As razões deste blog

Senhoras e senhores! Sabemos que vivemos dias conturbados e angustiantes. Vivemos dúvidas e incertezas. Ouvimos e interpretamos discursos dos mais variados e dúbios. Mas o principal é ainda: vivemos! 
É pensando neste vivemos que me pego a lembrar dos motivos que me levaram a começar a escrever aqui. E foi lá naquele outubro de 2007 que o motivo era só um: eu precisava expurgar toda a dor que eu carregava. A dor causada pela incerteza do meu caminho. A dor da separação. A dor a desilusão.
E quando eu recordo toda aquela dor depois de 13 anos e o que vivo hoje... tudo tão efêmero e passageiro. A dor daquela época ou diminuiu ou eu aprendi a ignora-la, mas com certeza aprendi a respirar a partir dela. Mas de repente me sinto vivendo a mesma incerteza e dúvidas daquela época. Incerteza de viver...e isso é tão dolorido e temeroso que só penso em voltar a escrever na tentativa de expurgar as dores novamente, ou seja, voltei para esse meu hospício. Voltei para quem ainda resiste nesta existência, neste espaço. 

terça-feira, 15 de outubro de 2019

15 de outubro - o famoso Dia dos Professores

Não recordo se mencionei aqui que sou professora......faz tanto tempo que não escrevo. que não recorro a este espaço que já nem lembro ao certo o que mencionei ou deixei de mencionar... 
Em todo caso, sou professora! E neste dia só comento que: visto preto! permaneço de luto. Quero respeito, quero educação de qualidade. E isso é tão complexo, embora não deveria, afinal, nossa falta de educação se resolveria com vontade política, mas isto não há! E parece tão ilusório, porque é um jogo de empurra-empurra, de esquerda vs direita, que só quem perde é o pobre coitado que precisa do ensino publico.  
Professor e professora é uma grande porção que só é lembrada neste dia e em ano eleitoral! Somos lembrados e lembradas em dois momentos de discurso tão demagógicos, tão alucinados, que só quem vivência essa profissão sabe a quantidade de mentira que circula em volta da palavra educação e professores.
É 15 de outubro e visto luto! Não preciso ser de esquerda, direita ou centrão para ter a minima noção de que a educação falece, vegeta no Brasil.
Minhas felicitações pelo dia recebo em forma de: meus pêsames!

sábado, 20 de abril de 2019

Um ano de ausência e muitas mudanças

Fui perdendo a vontade de escrever, o gosto pela leitura...simplesmente fui perdendo a vontade. Não foi de repente, foi processual. Foi durante esse 2018 que vivi uma infelicidade tão silenciosa, que acredito que quase nenhum dos meus conhecidos tem ideia do que se passou comigo. Mas passou! Aquilo que me puxava para baixo ficou em 2018, mudei de vontades, de local de trabalho, de pessoas próximas. Mudei! Já voltei as leituras, falta voltar a escrever... mas o que escrever? afinal são tantos acontecimentos que precisam ser expurgados, são tantas magoas que precisam virar apenas aprendizagens. 
Dúvidas, desejos e vontades, mas o mais importante que é voltei. Voltei a ser eu! E o mais difícil é lidar com esse fato de que me deixei contaminar por acontecimentos e pessoas tão mesquinhas, tão traiçoeiras, o mais difícil é aceitar o quão vulnerável  podemos ficar... ainda estou liando com esse turbilhão. 

sábado, 3 de junho de 2017

Teatro

Tem uma coisinha que o teatro me "deu" e que incomoda tanta gente: a aceitação do meu eu. Isso incomoda tanta gente, porque, afinal, quando sabemos quem somos, o que nos agrada e que não é necessário agradar os outros para vivermos, acontecem vários conflitos e frases como "você não era assim"... Já não é tão fácil ser manipulada. 
O teatro, claro, que com sua intensa e constante investigação, que me conduziu e conduz a um processo de descobertas e experimentações, adicionou mudanças na minha vida, no meu olhar e nas relações. Sinto que fui contagiada, que arrancaram as vendas dos meus olhos, que a vida mudou e que posso e mereço ser feliz. 
Mas o teatro também intensificou minha insegurança e minhas ansiedade, mas aprendo que isso não precisa ser um defeito, aprendo que posso aceitar. Esse tal do teatro faz cada coisa...   

sábado, 21 de janeiro de 2017

Tem poucos dias que voltei de viagem. E confesso que viajar é uma das minhas paixões. E os motivos são tantos e tão complexos que é difícil escrever sobre, mas há algo que sempre pulsa na mente e no meu corpo sempre que retorno ao meu lar: a cultura do outro. Apesar das diferenças tão gritantes, as vontades e desejos são tão semelhantes. E tudo isso me faz olhar o mundo, a minha vida de uma forma tão diversa de quando parti, algumas coisas perdem significado, enquanto outras tomam outra dimensão. A vida de repente se agiganta pelo resultado de uma vivência tão complexa chamada viajem.   

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

De quando nos sentirmos amados

Ontem foi meu aniversário. E eu sempre lidei mal com essa data. Sempre férias, amigos viajando e os que estão na cidade todos cheios das comemorações do "fim do ano", e tem o adicional de ter sentido a morte de pessoas importantes ou no dia, ou dias antes. Enfim, nunca fui de comemorar, de animar para reunir os amigos, sendo que o aniversário sempre foi uma data mais a ser lembrada do que uma data a comemorar. Mas esse ano eu estou mudada (já tem tempos que sofro uma certa mutação comportamental) e mesmo sem festa ou farra, recebi a data como algo a ser comemorado. E foi bom porque senti o acalanto em palavras, o carinhos de muita gente, me senti amada. E foi bom porque algo ficou mais palpável: ficou na vida quem se importa, ficaram os amigos (poucos, mas ficaram).  

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

2016 - O ano velho

Esse ano tentei, tentei acreditar mais nas pessoas, tentei confiar, tentei abrir a minha vida para o outro, para as relações. E com isso eu posso confessar que eu cresci e me transformei um pouquinho mais. Porque, realmente, entender que quero me afastar das decepções e consequentemente das minhas relações, porque inevitavelmente as pessoas sempre me decepcionam, me ajudou a entender o que eu sou, a entender o meu EU (toda a frase parece uma redundância só, mas é isso mesmo!). E te digo uma coisa, eita processo difícil esse que é "se entender" e aceitar. Mas foi catártico...mas foi doloroso. 
Esse ano também descobri, acho melhor dizer que confirmei, não saber expressar minhas emoções e sensações, o que colabora em muito para meu constante afastamento das pessoas. E descobri que é doloroso se entregar por meio de palavras, entregar sentimentos. E eu fiz isso, duas vezes! Entreguei todo meu coração, tudo bem que foi por meio de palavras escritas, mas entreguei a duas pessoas. Confesso que foi quase como ficar nua diante de uma multidão. Talvez essa entrega seja um dos passos para reverter minha descrença e desconfiança com os outros. 
Na balança de 2016 ficam muitas aprendizagens combinada com uma sensação de dor e felicidade de uma entrega. Quem sabe eu fique mais humana em 2017? Quem sabe?  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Desistindo

Não acredito que tenha sentimento pior do que desistir de pessoas. O ódio ainda é alguma coisa, mas a desistência... essa significa já não se importar, não ser afetado. Desistir de pessoas é o inicio de ignora-las, é como não se importar nem em conhece-las. E nesse ano tenho esse sentimento, ou falta de (sentimento) por algumas pessoas. Esse ano desisti de muitas pessoas, e aparentemente tenho vivido melhor, mais leve. 

domingo, 27 de novembro de 2016

Dificuldades

Tenho dificuldade em lidar com meus sentimento... e pessoas. Mas é inevitável conviver com pessoas e, portanto, inevitável sentir. Só que esses dias está muito difícil lidar com tanta profusão de sentimentos. É uma avalanche de decepção, magoas, angustias e amor. E tudo isso dá um medo danado. 

sábado, 26 de novembro de 2016

De como nos permitimos endurecer

A primeira vez que um relacionamento meu chegou ao fim eu achei que morreria. Que de tanto chorar eu pararia de respirar de uma hora para outra. Que aquela aflição, aquela angustia de não ter mais o cheiro, a boca, o corpo, a rotina, abriria um buraco no chão e de repente eu deixaria de existir. Mas isso foi a primeira vez, a primeira vez que o amor me arrancou o sono e me colocou em dúvida sobre o que é existir. Depois da primeira vez, da primeira dor, algumas coisitas começaram a germinar no coração: desconfiança, insegurança, amargura...E eu endureci. E da primeira dor para cá o que tem transbordado nesse coração endurecido não é mais amor, é indiferença. Pois é, algo que eu não imaginei surgiu porque não soube lidar com um medo de ter que sentir tudo isso de novo, como se fosse a primeira vez.  

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Às vezes...

Às vezes esqueço das palavras que geraram as mágoas. 
E que as pessoas dificilmente mudam. 
É, às vezes esqueço! E é por esquecer que o impacto é sempre o mesmo, ou até uma avalanche maior. 
Às vezes eu esqueço que pessoas são quase um padrão. E é por esquecer o padrão tão característico de desvio de caráter, que às vezes me permito prender em uma relação.  

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Desabafos

É tempo de reflexão!
Sendo bem clichê é isso mesmo que farei nas linhas seguintes...
2015 foi um ano muito difícil para mim. Em todos os campos e em todos os meses. Claro que vivenciei coisas boas, conheci pessoas maravilhosas e aprendi muito, mas as dificuldades vinham em avalanches, com constante sensação de "por favor, tira o urso que sentou no meu peito". Tristezas e vontade de deixar tudo para trás chegavam sempre nas madrugadas, mas ainda assim fui até o final e sempre com a mesma coerência e firmeza nas minhas crenças. Fui ética e justa, e por essa razão chorei muito e com uma constância assustadora me perguntava: vale a pena?
2015 foi um ano no qual fui impelida a brigar e a implorar para ter meus direitos mínimos de trabalho reconhecidos. Fui ameaçada, humilhada e mal falada para os demais companheiros de trabalho pelos meus "chefes" imediatos, mas ainda assim, me esforcei e exerci todas as minhas atribuições intencionando excelência. No fim de cada dia eu respirava e sempre quando via o resultado do meu esforço eu recarregava a energia, pois eu tinha certeza que as minhas aptidões e prestezas jamais seriam superadas pelas palavras malvadas de terceiros. Por seis meses conseguiram me jogar contra todo o grupo com quem trabalho, mas a maldade é vencida quando se age com ética, moralidade e profissionalismo, o que foi o que fiz; e assim, o ponto de virada nasceu e a verdade começou a transbordar, as jogadas para segregar foram descobertas e o grupo voltou a me amparar. Mesmo com os altos e baixos, as tentavas de me prejudicarem e a negação dos meus direitos, eu permaneço no local em que escolhi trabalhar enquanto os dois "chefes" partem para outro local. E assim, a vida se encarregou de resolver a maldade, o antiprofissionalismo.
2015 foi um ano que sofri pela doença de pessoas queridas, que senti a impotência gerada pelas casualidades, pelos acidentes, senti o desespero gerados pela frase tão dolorosa "não há mais nada a fazer". E ainda assim, (re)encontrei, ou seja, resgatei bem lá no fundo, alguns sorrisos e formas de amenizar a dor. Chorei e sorri, senti em meus ossos um viver tão potencializados por essas emoções. 
2015 foi um ano de lições aprendidas. De conhecer pessoas que, mesmo não imaginando, foram capazes de transformar a minha caminhada. Em uma única frase alguém me chacoalhou, me energizou para alcançar o fim. Foi em um sábado de setembro que compartilharam sabedoria, e para sempre vou guardar a frase "eu decidi que se não posso controlar, eu posso me perguntar como ajudar, como transformar". O que me tocou foi o pequeno, mas tão poderoso "eu decidi", porque, afinal, sou eu quem decido o que me aborrece, o que me tira o sono. Aprendi que sou eu quem irá decidir ceder ou não poder a terceiros, e isso, fez toda a diferença na minha postura, me resgatou a confiança! 
2015 foi um ano que aprendei que posso absolutamente tudo, que posso ser tudo, que posso vencer, que consigo viver plena, que sou capaz de encarar dificuldades, tristezas e maldades. Foi uma ano que aprendi que sim, vale a pena, mesmo que o mundo desmorone ao meu redor, ainda vale e sempre valerá a pena ser justo, correto, ético e profissional. 
E meu desejo para esse ano que se aproxima é que eu continue acreditando que vale a pena, que sempre valerá. Que em 2016 eu não esmoreça.  

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sonhos

Sonhos não se perdem. As vontades, os desejos não morrem. Talvez por força e necessidade do momento são postos de lado, afinal como dizem "precisamos viver a vida real". Mas a verdade é uma só, eles ficam "lá", guardados, a espera e das duas uma: ou se transformam em magoas ou retomam com uma intensidade que nada os seguram. É por essa segunda alternativa que tenho revivido os sonhos. 

domingo, 2 de agosto de 2015

Olhos e olhares

Confesso! Tenho uma tara (é a melhor palavras para representar) por olhos e olhares. E quando sou pega nesse fogo cruzado de olhares intenso quase esqueço como é respirar. Se dizem que os olhos são as janelas da alma posso dizer que quero me jogar em algumas com muita freqüência. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

É sinal

Eu já sabia, melhor, já sentia: aconteceu você. E o problema foi ter permitido que você tomasse todo esse espaço. Já não tenho pensamentos soltos, pois todos são nominados e lhe pertencem, já não tenho sonhos, apenas sonho e é com você! 
E agora eu, que como palavras quando te vejo, peço um pouco de atenção, peço a sua voz e os seus olhos. Peço pequenos segundos, poucos, pequenos e gigantes detalhes de você.  

terça-feira, 3 de junho de 2014

Sempre mudanças

E de repente a vida se fez e faz diferente. Escuto com frequência que mudei, que estou diferente, que meu sorriso ficou lindo, que os olhos brilham mais, e tantas outras palavras a mais. Gosto de ouvi-las, mas gosto, principalmente, de sentir a mudança. Gosto de chegar no final do dia e sentir pulsar em mim felicidade, gosto dos sorrisos que nascem espontaneamente quando, gosto da mudança, gosto de estar seguindo o meu caminho...o MEU caminho. Descobri, de repente, que gosto de ser feliz. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Tempos

Eu guardei a carta por muitos anos. Talvez na esperança de te entregar, talvez como garantia de que a mantendo, também manteria o sentimento...em vão. 
Do primeiro olhar e do coração batendo acelerado já foram 20 anos. Que já não nos reconhecemos, nem em olhares e nem em afinidades, já são 16 anos. 
E tempo correu doloroso, impetuoso, mas resolveu: acalmou o peito. Já carta, embora tenha demorado, foi ao lixo tem 5 anos, deixando mais uma vez o coração limpo.