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terça-feira, 15 de outubro de 2019

15 de outubro - o famoso Dia dos Professores

Não recordo se mencionei aqui que sou professora......faz tanto tempo que não escrevo. que não recorro a este espaço que já nem lembro ao certo o que mencionei ou deixei de mencionar... 
Em todo caso, sou professora! E neste dia só comento que: visto preto! permaneço de luto. Quero respeito, quero educação de qualidade. E isso é tão complexo, embora não deveria, afinal, nossa falta de educação se resolveria com vontade política, mas isto não há! E parece tão ilusório, porque é um jogo de empurra-empurra, de esquerda vs direita, que só quem perde é o pobre coitado que precisa do ensino publico.  
Professor e professora é uma grande porção que só é lembrada neste dia e em ano eleitoral! Somos lembrados e lembradas em dois momentos de discurso tão demagógicos, tão alucinados, que só quem vivência essa profissão sabe a quantidade de mentira que circula em volta da palavra educação e professores.
É 15 de outubro e visto luto! Não preciso ser de esquerda, direita ou centrão para ter a minima noção de que a educação falece, vegeta no Brasil.
Minhas felicitações pelo dia recebo em forma de: meus pêsames!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Das decepções

Nos últimos dois anos o trabalho tem me chateado muito. Melhor dizer que não é o trabalho em si, porque este me dá uma alegria imensa, uma satisfação gigante, mas as pessoas com as quais sou obrigada a conviver profissionalmente, que eventualmente, me fazem questionar os motivos de continuar onde estou, e consequentemente é o que traz a tona aquela sensação de insatisfação. 
Mas explicando... minha relação com elas ora é paradoxal, ora pacifica, ora tumultuada, enfim, eu sei que é complexo e complicado entender tal frase, mas essa confusão sintetiza em muito meus sentimentos quando chego em casa depois do trabalho e sinto o peito explodir. 
Talvez por acreditar que muito do meu trabalho precisa e deva ser colaborativo e coletivo, me expresso demais, sugiro demais,  questiono demais, tento participar demais. E percebo que isto, este estar presente, ser esta pessoa que fala e que tem uma ação politica não é bem quisto e nem desejado por muitos. Percebo, e tenho sentido que o que desejam mesmo são seres acomodados que são fáceis de serem conduzidos. 
E é isso, essa sensação de estar perdendo uma batalha interna, de estar quase entregando os pontos é que tem me chateado e angustiado. Sei que chega determinado momento da vida que as escolhas são pautadas para evitar o confronto, mas também sei que em determinadas profissões as ações são o confronto. Até porque acomodar-se e ficar no discurso de que não há mudança, de que dá trabalho são discursos incompatíveis com a docência. E daí já começo a refletir de que se de fato não podemos fazer morada onde não podemos sonhar, se já não está na hora de mudar de lugar?

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Das decepções

O mais difícil dos relacionamentos são as decepções. Talvez se não depositássemos tantas expectativa. Quem sabe? São as expectativas que contribuem para aquele processo doloroso desencadeado com as chateações, com as contrariedades, com as vontades diversas, com as agressões... Seria menos complicado se não esperássemos tanto dos outros, menos complicado ainda se entendêssemos que não podemos esperar nada dos outros. Mas a vida, ah essa traiçoeira, as vezes nos constroe tantas esperança que é inevitável as tais das expectativas sobre o outro. E então, é de repente que ela chega e traz aquela dor.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sonhos

Sonhos não se perdem. As vontades, os desejos não morrem. Talvez por força e necessidade do momento são postos de lado, afinal como dizem "precisamos viver a vida real". Mas a verdade é uma só, eles ficam "lá", guardados, a espera e das duas uma: ou se transformam em magoas ou retomam com uma intensidade que nada os seguram. É por essa segunda alternativa que tenho revivido os sonhos. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Jogada

Como pecinhas de um jogo qualquer movimentam-me às segundas, quartas e sextas. Usam palavras tão convincentes que mal percebo e mesmo que aos domingos, terças e quintas eu anteceda as jogadas, chega o dia "d" e estou eu lá: estática, pensativa e ultrapassada, sendo envolvida em um manto de mentira, envolvida em uma jogada que já aconteceu. Resta apenas eu e a fatídica esperança de, quem sabe, conseguir inverter todo o jogo, afinal não é sempre que ao termino do jogo conseguirão mudar as regras. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Das não mudanças e das transformações

Tenho um medo absurdo de gradativamente ir tornando-me alguém com aquela tendencia a dizer a fatídica frase:  não vai mudar nunca. 
Não tenho muitos medos, mas este de me deixar vencer pelo sistema dá pesadelos. Ainda sou daquelas que esbraveja diante das injustiças, que se inconforma, e que mesmo impotente em vencer muitas batalhas, ainda acredito que é possível. Que um dia venceremos o jeitinho fundado na ilegalidade, na sustentação da desigualdade, ou seja, que a transformação pode acontecer. 
Não quero tornar-se essa pessoa passiva, desistente, não quero! 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As consequências

"Eu nunca beijei meu marido na boca". 
Foi essa frase que nos deixou espantados. Os significados que esse teor tem nos serviu como um soco no estômago, tão indigesto.
Deixados os inúmeros porquês que nos fazem refletir sobre o ser humano, a sociedade, o casamento e a condição da mulher, fico imaginando a dor que é ser privado das emoções e sensações guardadas em um beijo. 
Me pergunto o que é amor para essa pessoa. O que é afeto? Se já recebeu carinho? 
Imagino se essa pessoa sabe doar amor, afeto, carinho. Me sinto pior quando lembro que essa pessoa tem filhos, e daí vem a questão: como aprenderam a amar se as expressões foram silenciadas? E é com e por esse último questionamento que "cai na real". 
Isso explica tanta coisa fodida dos relacionamentos...   

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Encanto

O que me encanta na humanidade é essa capacidade criativa sem limite. É essa necessidade de contar uma história, que é ao mesmo tempo tão comum e tão conhecida, e que é também tão inédita e unica. Me causa tesão absurdo ter a oportunidade de ver o quanto esses criativos se apropriam dos signos, dos símbolos e transformam a dor em algo sublime. 

domingo, 19 de agosto de 2012

Reflexões

Não sei como vocês, leitores, aqui chegaram. Mesmo que as vezes o sitemeter me indique de onde.
Não sei quantos são vocês, embora o senhor feedburner me forneça números surpreendentes. 
E o mais importante: não sei quem vocês são. 
Já faz tempo que, com maior ou menor intensidade, com mais ou menos detalhes da realidade, escrevo nesse meu hospício. E confesso que vez ou outra penso nessas questões e em tantas outras. No entanto, nesse momento, por inúmeras razões, penso nas relações humanas. Minha curiosidade tem circulado alguns aspectos da humanidade e o que me é mostrado é tão triste, desrespeitoso e intolerante que pergunto:
1-Você já pensou as razões que fazem você se mover frente aos outros dessa ou daquela maneira?
2-Você percebe, de verdade, pensando de maneira crítica, se sua postura muda em relação a algum conhecido quando: descobre que essa pessoa é ateu; quando é homossexual; quando é umbandista? 
Como você encara o outro quando ele diverge de você? 



sábado, 18 de agosto de 2012

Ousadia?

Tenho uma preguiça de pessoas que começam a falar, falar e falar sobre e como querem, mas que não aceitam argumentos válidos. Tenho mais preguiça ainda, quer dizer, tenho uma crise de riso que gera preguiça, quando essas mesmas pessoas sacam a frase "tanto faz" para fugir de um debate.
Honestamente, não sei qual é o medo em discutir determinados assuntos. Credo! Parece que em certos círculos o povo tem pavor em conversar assuntos que não sejam: 
1- novela;
2- novela; 
3- novela. 

domingo, 5 de agosto de 2012

Me aventuro mais uma vez por espaços que contem pessoas tão diversas a mim. E confesso que adoro esses momentos e os percebo como instantes dotados de uma riqueza sem igual. São nesses instantes que eu saio da minha conformação diária em razão de tanta diversidade e aprendo muito. E também vejo, infelizmente, o quanto o preconceito, mesmo que velado, impede a felicidade de tanta gente. 


sábado, 4 de agosto de 2012

Argumento dos dinossauros

Sou entusiasmada por tecnologia. Gosto, uso, fuço, indico e consumo. E diante das necessidades do mundo atual, acho um desperdício deixar alguns recursos tecnológicos pelo argumento " na minha época era assim, portanto, faremos assim".
Penso que se ao menos tentassem novos caminhos sem combater as mudanças com esse tipo de argumento, vá lá em não mudar... mas nem isso.
Cade a criatividade, né mesmo?  

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A vida é uma fanfarrona

Por mais que você esteja na defensiva, por maiores que forem as barreiras e muros erguidos, por mais que a experiência te diga "não confie", há aqueles momentos em que você baixa a guarda e se permite acreditar. 
Talvez seja amizade, talvez seja amor, talvez...talvez. 
É nesse talvez e no desejo de se ligar que você deposita a esperança, e assim deixa o outro entrar na sua tão protegida vida. E embora você, de fato, deseje ser surpreendid@ pelo lado humano do outro, não é o que acontece. Se a guarda estivesse erguida as dores seriam evitadas. Nem culpar a ingenuidade você pode. 
Se sua experiencia te fez erguer os muros, o desejo de se ligar no outro te fez diluir a rigidez.   




quarta-feira, 4 de julho de 2012

Convite

Aquele olhar tão distante apenas provocava minha curiosidade. Fiquei o assistindo por alguns minutos e após a curiosidade me vencer, cheguei perto e disparei:
- Tá onde, posso saber?
- No Rio. Sentado num desses botecos que de tão democráticos podem ser por demais perigosos.  
Esperava uma resposta, mas não a que ganhei. Ele nunca é como os outros, e mesmo que eu previsse algumas diferenças jamais consideraria que perguntas e respostas poderiam ser um convite.
- E você está sozinho?
- Eu e meu chopp. Penso em muitas coisas, mas estou só. Você sabe que a solidão é meu gatilho pra imaginação.
- Mas pensa o que? Imagina o que? 
- Que toda essa gente e toda essa movimentação da vida sempre nos leva pro mesmo lugar... que chega a ser tão obvio e tão assustador também.
- Desenvolva melhor. 
Ele sorriu, um sorriso largo e silencioso. Ele sempre sorria quando eu lançava o meu "desenvolva melhor". Dizia que eu enrugava a testa e invertia o que não deveria: racional no lugar do emocional. Dizia que eu perdia o colorido da vida quando trocava o sentir pela razão, que algumas emoções devem primeiro serem sentidas e só depois interpretadas. E que agindo assim eu atropelava o sentido da vida. 
Pude encontrar, nos seus olhos a mesma lembrança, quando terminei minha frase. Sorrimos ao mesmo tempo. Esperei que ele verbalizasse a sua "dura", mas essa não veio. O que veio foi a surpresa. 
- Sabe aquele momento dos filmes quando de repente no meio de qualquer conversa alguém para e diz: eu senti tanto a sua falta?
- Sei. E sei que a única resposta é eu também.
- Você sabe o que acontece depois?
- Sei... mas nós queremos o que vem depois?
- Eu sempre quis, você é quem racionalizava demais nesses momentos.
E mais uma vez ele me conduzia com as palavras certas. E mais uma vez eu aceitava seu convite. 


  

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ser o que eu quero ser

Ser aquilo que idealizaram para mim é a parte mais difícil da vida. E eu já tentei, mas hoje não me importo mais, quer dizer, tento não me importar mais. Hoje luto contra todos os julgamentos que tentam silenciar minha real personalidade. Eu tenho tentado diariamente reconstruir minha própria identidade. 

sábado, 7 de abril de 2012

Hábito

Tenho o hábito de chorar no escuro do meu quarto. De esconder as lágrimas nos lençóis e abafar o choro no travesseiro. 
Tenho o hábito de me fingir forte. De garantir que as paixões ficaram para traz e que estou aberta as possibilidades.
Tenho esse hábito de fazer os outros acreditarem que está tudo bem, quando na verdade estou tentando juntar os cacos. 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Livre

E de repente o brilho do seu olhar desapareceu. E eu demorei para entender que o brilho não havia desaparecido, apenas não era mais reservado para mim. E levou tempo para eu desapegar do seu olhar, mas isso aconteceu. E já me sinto tão livre. 

sábado, 31 de março de 2012

Coisas da vida

Quando se tem expectativas, inevitavelmente, você admite a possibilidade de se decepcionar. 
Eu, racional demais, não deveria te-las comigo, permitir sua presença em minha vida, mas, como qualquer humano, eu as tenho. E é sempre doloroso quando as expectativas não se cumprem. E eu hoje estou assim: decepcionada, afinal esperei demais das pessoas, e o resultado é doloroso mesmo. Agora aprendo, reforço minhas "certezas" fortalecendo meu muro.      

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pedido

Te conduzi por um ano em sonhos. Te mostrei sorrisos, peles e olhares. Te fiz sorrir. Te fiz vibrar. E agora peço que você pegue em minhas mãos e me leve para a sua vida. Peço que viva o meu amor. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Culpa dessa palavra

Minhas tentativas para lhe chamar a atenção são tão patéticas e ridículas que causam um constrangimento e um silencio perturbador no meio das "nossas" tardes. Isso, somado a minha ausência de traquejo e timidez, resulta em todos os piores clichês que rondam a palavra paixão.