quinta-feira, 24 de abril de 2008

Que o amigo fosse namorado

Aos 17, conheceu o amor. Mas também experimentou a dor do desprezo.

A menina que tocou os lábios daquele menino quando ainda eram bons amigos, há exatos dois anos atrás, sentia agora, todo o peso que era amar alguém muito próximo.

É bem verdade que, adorava te-lo a todo momento por perto, mas, era também péssimo não poder sentir aquela pele a todo instante.

Aquela proximidade modelada em distancia tirava-lhe o sono.

Amar com tanto platonismo era pesado demais para quem tinha seus 17 anos.

Era muita emoção para pouca ação!

A menina sentia o perfume de muito perto.

Sentia o sorriso de muito perto.

Sentia o arrepio a todo instante.

E sentia o ciúme com muita proximidade.

Proximidade incomoda e má conselheira.

Ter que dividi-lo com o mundo era o fato mais ilógico e incompreensível que ela carregava na mente e no coração.

A menina nunca conseguia entender o porquê ele tinha que conviver com outras, e tantas outras, que não eram ela, mas que eram muito mais belas, e o tocavam de tantas formas que ela jamais conseguiu tocá-lo.

Era dor cortante. Visceral.

Um amor regado a lagrima.

Ela tinha vontade de prendê-lo dentro do seu quarto para nunca dividi-lo com qualquer que fosse.

Queria poder apreciar aquele sorriso, aquela fala, aquelas idéias, sem medo de te-lo roubado.

Ela queria poder invadir os pensamentos dele e expulsar as miragens que o afastavam dela.

Ela só queria que ele olhasse para ela. Ela só queria que ele descobrisse que com 17 anos era possível ter encontrado a alma gêmea.

Ela queria que o menino declarasse o mesmo amor que ela guardava a sete chaves naquele diário. Ela queria que o amigo fosse o namorado.

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