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quarta-feira, 4 de junho de 2014

É sinal

Eu já sabia, melhor, já sentia: aconteceu você. E o problema foi ter permitido que você tomasse todo esse espaço. Já não tenho pensamentos soltos, pois todos são nominados e lhe pertencem, já não tenho sonhos, apenas sonho e é com você! 
E agora eu, que como palavras quando te vejo, peço um pouco de atenção, peço a sua voz e os seus olhos. Peço pequenos segundos, poucos, pequenos e gigantes detalhes de você.  

domingo, 23 de setembro de 2012

Das surpresas da vida


Jamais imaginaria que alguém que conheci tão brevemente e em um tempo tão passado hoje retornasse com tanta intensidade na minha vida.
Te conheci quando tínhamos no máximo 14 anos. E acho que nossa relação foi apenas de companheiras de um espaço em comum. Poucas palavras, até porque, a mesma timidez que mantenho hoje, sequestrava minha voz à época, o que sempre fez com que nossas conversas fossem mínimas. Até meus olhares era direcionado a outra pessoa.
Mas daí vêm o tempo, vêm as dores, as amarguras, as barreiras e as surpresas da vida. E daí veio novamente você. Um único encontro e dessa vez muitas palavras. E dessa vez muita vontade de pertencer, de ter, de tocar, de sentir. E tudo isso em no máximo 15 minutos, que é tão pouco tempo para quem quer mostrar o quanto é possível vibrar em razão de outra pessoa. 
Agora eu peço mais tempo e aproximação que é para eu tentar te conhecer e convencer que pode existir um "nós".  

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mais um 7 de Maio

É, eu sei, já se foi mais um 7 de Maio. E o significado de tudo isso é o tempo fluindo, as promessas que não se concretizaram e os amores que já não se reconhecem.  

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Pedido

Te conduzi por um ano em sonhos. Te mostrei sorrisos, peles e olhares. Te fiz sorrir. Te fiz vibrar. E agora peço que você pegue em minhas mãos e me leve para a sua vida. Peço que viva o meu amor. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Palavras

As palavras são desnecessárias. Nenhuma delas bastam. Não são suficientes pra te fazer caber no meu espaço. Então não preciso delas!
Os gestos, por exemplo, são tão mais enfáticos, tão mais precisos, que prefiro utiliza-los.
O problema é que para mim palavras não bastam, mas para você, elas são essenciais. 
E é dai que nasce nosso impasse: palavras...

domingo, 25 de setembro de 2011

Da nossa vida

E quando dei por mim anos já haviam passado. Já faz muito tempo do dia que caminhávamos lado a lado e construíamos mil hipóteses e sonhos. 
Já faz tempo, mas posso jurar que sinto e vejo como se fosse há poucas horas. Faz tempo que os prazos dos sonhos venceram, que os amores transbordaram em magoas e que vivemos apenas das boas memorias. O tempo das boas risadas, dos toques e das descobertas em conjunto, já venceram. 
Sim, faz muito tempo, tudo continua mudando. Eu e você. Os relacionamentos. Nossos planos. Tudo em constante mudança, com uma unica constante: eu de um lado e você tão distante. E "eu e você" já não completa o "nós". E assim, "eu e você" já não construímos sonhos. Nem planos. Nem amores. E muito menos, gargalhamos da tristeza e desafiamos o impossível. Apenas nos conformamos a representação.
A saudade ainda é muita. E a dor intensa porque somos tão diferentes do "nós" que acreditava. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Fazendo birra

Me diz, como que é que eu fico? 
É real tudo isso que eu sinto?
Me diz? 
Me olha?
Me enxerga? 
Você tão longe, tão ignorante do que sinto. E eu, essa ansiedade toda, avançando e recuando em tentativas em me fazer notar. 
Me nota?
Como eu fico se você nem sabe que eu existo?
Injustiça da vida essa que me faz cair dentro do teu coração, mas que não te faz balançar no mesmo pulsar.

sábado, 30 de julho de 2011

Te faço sentir

Não é que você ainda me ame. O que você sente não é amor, mas aquela sensação que eu sempre fiz viver em você. Aquela que fazia pulsar no teu corpo qualquer possibilidade, que te dava a força para crer que no mundo cabiam todos os seus sonhos. 
Você sente falta disso! Você quer que essa sensação de apoio flua novamente na sua vida.Você quer aquele desafio que só eu sabia te impor de volta.
É isso, são essas sensações que você confunde com amor. Porque, eu sei, você não me ama mais. Você apenas quer viver novamente.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Despedida

O coração já compassa no seu ritmo. 
A respiração se mantém continua mesmo que seu nome seja dito.
A pele não se arrepia mais com o toque.
E as borboletas hibernam. Esperam. Anseiam. Mas não por você.
E sabe o amor? Aquele que guardei por anos? Enfim, ele se despede do meu coração. Sobrevive apenas o afeto. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Só ou Nós

Compartilhamos a mesma história. Muitas fases, uma unica constância - amor.  Mas, já não vivemos juntos. Temos apenas as lembranças e a certeza de que histórias como a nossa,  denominada de "má acabada", será sempre o eterno boicote a qualquer outro relacionamento. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Contrapartida

E enfim, arrisco-me e entrego o coração. Não lhe peço cuidados e nem promessas. Apenas exijo tudo aquilo que vem acompanhado da palavra respeito. Parece-me uma "troca" justa, não?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

E outro 7 de Maio

Só para não perder o habito de velhas praticas: Feliz Aniversário!
E esse ano, diferente da nossa tradição, rompo o silencio e digo:
-O som do meu nome na sua voz ainda ressuscita as minhas borboletas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

No meu imaginario

Ah se eu pudesse decifrar seus segredos invioláveis... Eu quero decifra-los. É uma necessidade urgente. Eu encaro seus olhos e penso se, talvez o meu imaginário coincidisse com a realidade, tudo se resolveria, e eu seria feliz. Pena que minha consciência me induz a acreditar que eu teria uma felicidade tingida de fantasia.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Nossas fases

Primeiro, a amizade. Evoluimos para o afeto, passamos pelo amor, decaímos para o ódio, e hoje, sustentamo-nos na polidez de uma amizade fragil.

terça-feira, 17 de março de 2009

Puro fingimento

Me empenhei para te esquecer, mas o maximo que consegui foi deixar meu amor invisível aos olhos dos outros. Agora, meus dias são puro fingimento.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

No fundo da gaveta

Sem querer me deparei com ela. Imponente, me encarando, me desafiando. Respirei fundo e pensei que não poderia ser nada de mais, e segui a diante.
Abri e comecei a ler. Logo nos primeiros momentos já senti o estomago revirar.
 Talvez eu não tivesse coragem para seguir até o final. Talvez fosse melhor desistir daquela carta, deixá-la mofando no fundo de qualquer gaveta e ponto, fazendo de conta que ela não existia. 
Mas não, a coragem teria que nascer a qualquer momento. Teria que encara aquelas verdade. Não poderia mais permitir que simples palavras fizessem minha perna bambear, afinal, passados dois anos a superação já teria que ter brotado há tempos.
A verdade, no entanto, é que nunca superei. Seria impossível superar tanto amor, tanta magoa tanta saudades. A verdade é que nunca consegui chegar nem ao menos ao final do primeiro parágrafo.
Aquelas palavras, mesmo velhas depois de dois anos, ainda me fazem o estomago revirar, me fazem sentir medo do que pode ter naquela ultima linha. Minha covardia e prudência mandam, e eu obedeço, deixando aquele papel morto no fundo da gaveta por mais alguns anos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Não resisti

Não pude evitar. O coração disparou e quando percebi já não havia o que fazer.
Bastou escutar a voz, sentir o cheiro, conhecê-lo.
Foi como lutar vislumbrando a derrota. Mas nada melhor do que perder a batalha para a paixão. 
E eu não resiste. Ela me invadiu por completo, me deixando com as tardes ansiosas e o pensamento leve. 
Agora canto o nome dele a todo o momento!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Na falta da sua atitude

O que eu esperava?
Nada. 
Mentira. 
Esperava que você lutasse, que tentasse, que reconquistasse, que não desistisse... Mas nada. Você fez foi é nada!
Sem atitude. No silencio. Apenas fez de conta que não existiu. Nada.
Dono de uma inércia apática abriu mão, talvez, do melhor romance que poderíamos colecionar. 

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Em comemoração

To querendo a tua boca como premio para comemorar minha alegria infantil.
A vida, em raros momentos me presenteia com o melhor sorriso do planeta, e eu aceito e retribuo com meu impulso de querer viver. 
E querer viver também significa querer sentir você, por isso te atacarei com muita fome reclamando meu premio.
 

domingo, 2 de novembro de 2008

Falta de autenticidade

A proximidade à sua pessoa me conduziu ao inevitável: a decepção. De perto você é tão tradicional, tão normal. E foi essa normalidade que destruiu minha fantasia. A rotina dos seus gestos, a sua fala roteirizada, o ensaio eterno para a dança...tudo tão planejado! 
É a convivência que mata. Mata a surpresa, o inesperado, a adoração à personalidade. Conhecer a sua falta de impulso, a  ausência da coragem em rasgar os planos e improvisar, foi a decretação do fim.
Sempre me canso de pessoas que são apenas mais um rosto entre a multidão, que nunca se destacam, que apenas procuram se igualar e atingir o patamar da normalidade. Que precisam de metas para alcançar o futuro, que precisam de receituário. 
Isso me cansa, me aborrece. E me cansei de você, simplesmente porque falta autenticidade. Porque lhe basta seguir os mesmos passos diariamente.