Sei que quimicamente algo acontece. Que fisicamente meu corpo reage. Que racionalmente tento o controle. E que o simples som de uma voz tem a habilidade de perturbar todo meu centro.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Declaração de amor.
Sei que quimicamente algo acontece. Que fisicamente meu corpo reage. Que racionalmente tento o controle. E que o simples som de uma voz tem a habilidade de perturbar todo meu centro.
domingo, 23 de setembro de 2012
Das surpresas da vida
domingo, 5 de fevereiro de 2012
O tamanho do que sinto
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Triângulo
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Você
domingo, 2 de março de 2008
Nossa rotina
Todo dia por volta das cinco horas da tarde você sempre passava em casa pra me ver.
Foi assim por anos.
Foi assim que a rotina se estabeleceu.
Era garantia que nesse horário eu veria o seu sorriso.
Até o dia em que você me abandonou. Sem dizer nada, sem fazer nada você parou com esse habito de vir me ver.
A rotina, sem explicação ou motivo algum, foi quebrada. De maneira repentina e inusitada!
Inicialmente imaginei que fosse falta de tempo. Mas não.
Tempo era o que mais tínhamos.
Quem sabe talvez você ainda retornasse? Talvez estivesse chateado.
Por semanas fiquei ansiosa a sua espera. Mas nada de você chegar.
E eu sempre tentando te encontrar. Conversar. Mas era uma ausência eterna. Uma tentativa de me evitar que por final parei de tentar ouvir sua voz.
Seria algo que fiz?
O beijo não era bom?
Será que tinha te ofendido?
Talvez outra?!
Imaginei tanta coisa, mas nunca a verdade.
Não me lembrava de nada que pudesse justificar seu descaso. Nenhuma atitude, ou falta, minha que pudesse ser a razão da lacuna que surgiu na nossa amizade.
Não era o beijo que falhava, pelo contrario, nossa química era perfeita.
Não era magoa. Não era ofensa.
E foi então, após quase um ano de silencio, que descobri a razão.
A verdade chegou pela sua boca.
Você simplesmente perdeu o interesse e me abandonou por causa de outra relação.
Por minha sorte você me contou a verdade. Nem por isso, foi fácil escutá-la.
Estava em outra. Melhor, estava com outro. Resolveu sair do "armário"! Se assumiu.
E essa sua preferência me fez profundamente infeliz.
Afinal, tinha encontrado em você a companhia perfeita: o amigo carinhoso, o amante apaixonado, o irmão preocupado...
...Só podia ser mentira mesmo!
Não foi o fato de você ser gay que me machucava, e sim o fato de ter me abandonado. O afastamento e a repulsa aparente que surgiu em nossa amizade. Aquela ausência. Aquela tentativa de me evitar. Isso foi mais doloroso do que te perder.
E eu precisava tanto de você naquele momento.
Demorou algum tempo até eu ficar numa boa com tudo que você tinha me contado. Até conseguirmos nos manter no mesmo trilho.
Além de jogar essa bomba no meu colo me disse outras tantas verdades e segredos que até hoje tento lidar com eles.
Mas sabe como é: tudo passa.
E foi com o tempo que minha magoa foi domada, que seu desespero quando me via foi sanado.
Foi com ajuda do tempo que conseguimos nos encarar novamente.
Apesar de ter mudado seu olhar de direção e me largado no maior tesão, você as vezes ainda me surpreende com algumas atitudes de afeto. Mexe com minha cabeça. Me deixa confusa!
Embora nossa cumplicidade nunca tenha sido mais a mesma ainda conseguimos manter um certo nível de respeito.
Mas hoje, são só as boas lembranças daquela época e saudades de uma amizade, que nos une em um amor profundamente remodelado.
Hoje nossa rotina é apenas a distancia.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Uma vida, um amor, um nome
Acredito que temos um único e grande amor!
Pelo menos comigo é assim: uma vida, um amor, um nome!
E é incompreensível substituí-lo.
É inadmissível.
Nem sei se seria possível!
Quem ama sabe o que realmente significa a palavra amor.
Esse sentimento é tão grandioso, mas também tão odioso. Causa reviravoltas no estomago. Insônia.
Uma verdadeira contradição de emoções que se derramam em um êxtase, em um estado delirante, quando realizado na sua plenitude.
Quando se ama, mas não se tem o ser amado, uma dor imensurável toma conta do nosso corpo e arranca nossa pele quando sentimos a ausência.
Saber que carregamos no peito algo que pode ser tão destrutível causa um temor, uma angustia. Sentimentos incompatíveis com o amor. Mas ao mesmo tempo imprescindíveis quando se ama.
Tudo é desculpável quando sentimos aquele pulsar que nos lembra que estamos vivos.
Tudo é perdoável quando se ouve o fatídico "eu te amo".
Quando colocamos os olhos em quem amamos o mundo faz sentido.
Como se tudo seguisse o curso natural da vida. Simples assim. Como se duas pessoas fosse o suficiente para manter o universo em pleno funcionamento.
Quem realmente já amou, sabe que é verdade, temos um único e grande amor.
E não importa o que façamos é impossível substituir o nome.
Embora às vezes sejamos obrigados a fingir, a trocar um corpo, a experimentamos outra boca nada muda a verdadeira fantasia de termos aquele outro.
Aquilo que carregamos no peito fica eternamente reservado para aquele nome. Para aquela pessoa. É um sentimento tatuado na nossa alma.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Fim de namoro em épocas da web
Fiquei muito tempo apenas imaginando como você estaria.
Fiquei muito tempo imaginando como você estaria vivendo.
Se você era feliz. Se tinha alguém que te fazia feliz.
Fiquei muito tempo apenas pensando.
Fiquei imaginando se você pensava, nem se fosse por um milionésimo de segundo, em mim.
Nesse meu delírio de imaginar sua vida esqueci-me de pensar na verdade.
Que seria: E se você nem ao menos sentisse, ou pensasse em mim!?
Para ser sincera, nem me passou pela cabeça, que você pudesse estar com alguém. Nem me passou pela cabeça que você pudesse ter um compromisso serio com alguém.
Embora seja verdade que vez ou outra eu tinha noticias suas nunca me passou pela cabeça que sua vida já estivesse alinhada a outra!
Nunca me passou pela cabeça que de repente eu poderia sentir um soco na boca do estômago. Uma verdadeira punhalada no coração ao ver você todo feliz posando de casal de revistinha juvenil ao lado da sua amada.
O pior é que não bastasse ter essa visão dolorosa fui obrigada a ler aquela sua legendinha horrorosa na qual declarava todo seu amor àquela mulher- diga-se de passagem, feia.
Foi uma dor tão grande! Uma verdadeira traição!
Amar em tempos da web pode ser muito pior do que em outras eras. A fofoca viaja em tal velocidade que nem dá tempo de recuperar-se da separação, e quando vemos, já há um post, um blog, em qualquer site de relacionamento comemorando o feliz e recém casal. Piora quando há fotos. Ai sim... Xingar passa ser um pequeno alivio para essa dor de cotovelo!
Só depois de ver aquela imagem é que me caiu a ficha: você é feliz, e, já arrumou alguém que te faça sorrir.
Não consigo conter minhas lágrimas. Até agora.
Mesmo já passando algum tempo, mesmo depois do choque, fico com o estômago revirado. É DOR VERDADE!
... Meu desespero aumenta quando me passa pela cabeça que logo, logo você estará dizendo aquelas palavras: Casa comigo?
Tenho certeza que ela aceitara. E desse dia em diante definitivamente qualquer esperança que eu tenha de um dia, quem sabe, poder novamente recebê-lo em meus braços, desaparecerá. Será exterminada essa idéia de, quem sabe, o primeiro amor, definitivamente se tomar o único amor.
Me falta ar, me falta o chão quando vislumbro essa possibilidade.
Sei que te perdi.
Sei que nossa historia que começou quando trocamos o primeiro olhar morre agora após 20 anos.
Não consigo acreditar.
Não consigo aceitar.
Perdi o amigo. Perdi o amor.
Se ao menos eu conseguisse te esquecer. Se ao menos essa dor diminuísse!
Quem sabe tudo isso não passe de uma grande mentira?!
Sei que não é mentira, nem delírio. Mas não posso aceitar que algo que pareça tão certo no meu coração, pois tenho certeza, nascemos para ficarmos juntos, possa chegar ao fim.
É difícil aceitar! Mas estou em contagem regressiva. Breve receberei a noticia.
E pior, pela web é mais rápido.
Amar já é difícil. Amar quando a web faz toda a fofoca e trás as noticias em tempo recorde, é mais difícil ainda.
Web agrava a dor de cotovelo. É um verdadeiro tapa na cara.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Amigos que lêem nossa alma
É engraçado como tem pessoas que sabem ler nossa alma facilmente. Pessoas que sabem decifrar nosso olhar. E que se importam conosco. Que não tem medo de indagarem se há algo errado e se podem nos ajudar.
Uma certa tarde, de um verão, estava eu sentada à frente do meu prédio apenas pensando. Admirando a paisagem. Quando meu amigo, que já conhecia há anos, mas tinha pouco contato, estava chegando e quando me viu, veio até a mim com um sorriso no rosto, colocou a mão no meu obro e soltou a frase que me deixou intrigada.
- Você sorri, mas eu vejo só tristeza. Se quiser me conte o porquê desse olhar triste.
Claro que não contei a ele o que eu carregava no peito. Apenas disse que tudo estava bem. Que ele não se preocupasse...
Ele se foi, mas eu fiquei pensando naquelas palavras. E me aborreci, porque, realmente eu estava triste, e até aquele momento ninguém tinha percebido. Nem mesmo minha grande e melhor amiga... Mas o Luis (esse meu amigo) percebeu.
Daquele dia em diante procurei me aproximar mais do Luis. Estar mais presente. E só me arrependo de não ter encontrado mais tempo para continuar ao seu lado.
Posso garantir que ele foi um dos meus melhores amigos, embora me assustasse em algumas ocasiões, dada a precisão em saber como eu me sentia.
Ele sabia me ler como se eu fosse uma partitura. Sabia o que eu sentia apenas de olhar em meus olhos. E nunca deixou de me dizer que por trás do meu sorriso havia tristeza.
Tem gente que com pouco tempo de amizade já é capaz de descrever perfeitamente a personalidade do novo amigo, e melhor, já o conhece como se fosse há anos. Porem tem certas amizades antigas que não são nem capazes de reconhecer a tristeza de um olhar. Ou fazem que não vêem a tristeza. E isso sim, e muito pior.
Hoje, quando conheço novas pessoas e elas me olham no fundo dos olhos, fico com a mesma sensação de quando o Luis me olhava. E percebo, que no meu intimo, eu desejo que uma dessas novas amizades, possa substituir meu Luis.