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sexta-feira, 28 de março de 2008

Novamente teu beijo

Teu beijo! Prazer em excesso. Prazer pecaminoso.
O seu gosto não sai da minha boca.

Aquele beijo molhado e apaixonado está povoando meus sonhos. Não consigo pensar em outra coisa que não envolva seu gosto. É como uma reprise. Um flashback necessário na nossa relação.

Esse vício de saborear-te já se tornou meu vale a pena ver de novo, uma refilmagem planejada e adiada por tantas vezes.
Aquela ausência estava me matando. Um sofrimento sem fim, e eis que novamente, teu beijo cessa aquela agonia desesperadora.

Mas até quando?

Mas o porquê dessa reviravolta?

Apenas uma recaída, ou a volta tão ansiada?

Não tenho respostas! Apenas essa sensação de dejavu.

Novamente teu beijo me transforma nesse ser tão carente de afeto. Nesse ser tão dependente do teu corpo.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Noites de carnaval

Eu mal podia imaginar que minha vida fosse ser marcada por noites de carnaval.

Talvez por isso eu seja essa confusão instável.

Em um primeiro momento, aconteceu minha fatídica declaração de amor. E em outro ano chorei no seu peito.

Em noites de carnaval senti o êxtase, mas também senti o amargo das lagrimas.

Não bastasse todo meu amor, tive que misturá-lo ao êxtase de uma noite de carnaval. Na qual eu embriagada declarava todo meu amor a você.

Engraçado, mas foi durante um baile de carnaval que consegui reunir toda a coragem alcoólica e declarar todo meu amor a você.

Nessa noite ganhei um beijinho seu. Mas foi só isso, afinal era carnaval... E como de costume, fui repelida por uma "adorável gostosa". Dizem que amor de carnaval não dura, então nem me preocupava muito por onde você andava, mas claro, eu precisava saber.

Nem me importei, fui buscar consolo em outras bocas, fui procurar o amparo em outros lábios.

Mas quando a embriaguez foi diminuindo comecei a perceber o que eu havia feito: me declarar em um baile de carnaval! Onde é que eu estava com a cabeça?

Deixei o tempo passar. Deixei a quarta feira de cinzas chegar... e esperei que você tocasse no assunto. Claro que você não disse nada! Alivio meu.

Após um ano e muitos encontros e desencontros nosso, eu e você estávamos um mês separados após um breve nove meses de namoro.

E dessa vez minha noite de carnaval foi regada a lagrimas. Chorei no sei peito a sua falta. Me humilhei e mais uma vez fui buscar o amparo em outras bocas.

Nesse fevereiro durante o carnaval eu não espero nada. Nem beijo, nem romance, nem alegria.

Nesse carnaval vou ficar curtindo uma tremenda dor de cotovelo.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Nosso primeiro beijo

O cheiro do seu perfume é o que mais lembro daquele dia.

Eu e você, dançando juntinho. O coração no mesmo toque. Unidos em um só compasso, no mesmo ritmo.
Ainda consigo ouvir a musica: Easy.
Numa baladinha nós dois coladinhos.E o seu cheiro... Ele me penetrava.
Era difícil pensar em outra coisa que não a sua boca.

E nós dois sentindo a pele um do outro.

Não importava quem nos olhava, não importava onde estávamos.
Naquele momento só existia eu e você. Nossas bocas e nossos corpos. Era só esperar que iria acontecer.

Nosso primeiro beijo logo iria nascer.

O beijo só esperava o momento certo. Esperava o toque, o pulsar, aquele momento que o tornaria único, especial e inesquecível.
...E ele realmente aconteceu!
O toque da sua mão no meu rosto, sua pele tocando minha pele, seu lábio ensaiando o encontro... E por fim o seu gosto.
Sua língua me invadindo e eu te sentindo.
Meu primeiro prazer.

Minhas primeiras borboletas no estomago. Inesquecível, maravilhoso!

Um beijo curto, rápido, mas que abriu caminho ao próximo.

Uma boca já acostumada a outra. E aquela dança das cabeças. Aquele frenesi, alegria, desejo, exuberância.

Aquele calor percorrendo minha espinha... Aquele êxtase!
Quando afastamos a boca e cruzamos nosso olhar me senti invadida, mas num sentido bom. Parecia que naquele momento você lia minha alma e minhas emoções! Naquele momento você me via!
Poderia ficar eternamente te olhando e aguardado de novo aquele momento. Aquele olhar. Aquela sensação.
Ah, se você sentisse o que eu sentia, jamais procuraria por outras bocas.
O seu gosto me fez viciar. Sempre precisando de uma dose diária pra sobreviver. E depois daquela noite o que poderia acontecer eu não sabia...mas meu amor estava marcado, meu segredo seria revelado. E você passaria a saber que eu te amava.
Depois do nosso primeiro beijo a vida se abria em infinitas possibilidades. Era só questão de tempo para você também se viciar.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Tudo começou com um olhar

Você estava sentado junto à porta. Esperava que alguém o convidasse para entrar.
Era só uma festinha de crianças... E por fim te chamaram.

Jamais imaginaria que esse dia me marcaria tanto.

Lembro-me daquele seu sorriso de quem acabara de fazer uma grande molecagem...
Não me lembro de quem era o aniversario, apenas me lembro dos nossos olhares se cruzando.

Lembro que alguém nos apresentou, e, isso foi o suficiente.

Bastou apenas um olhar!

Nossas personalidades casaram-se de imediato. Tornamo-nos inseparáveis.
Éramos novos vizinhos, mas mesmo assim parecia que nos conhecíamos há séculos.

Nossa amizade foi evoluindo. Fomos crescendo e aprendendo juntos. Grandes amigos.
Fizemos novas amizades, mas sempre juntos. Nossa turma crescia e nossa amizade crescia junto. Criamos uma turma fantástica.
Naquele prédio parecia que todos tinham mais ou menos a mesma idade, e, assim fomos nos unindo. De apenas vizinhos passamos a amigos. De amigos nos fizemos almas inseparáveis.

Freqüentávamos inclusive os mesmo cursos e colégios. Duas pessoas e apenas uma vida- imaginava isso como verdade.
Fazíamos verdadeiras batalhas. Muitas travessuras e confidencias.
Foram anos de grande experiência e ternura. De grande amizade! Anos de uma verdadeira amizade.

Mas como tudo na vida, as mudanças começaram a surgir. E aquela amizade pura foi se transformando.

Tudo começou a mudar quando chegamos aos doze anos. Dessa idade em diante vivemos uma reviravolta de emoções!

Chegávamos à adolescência, e chegávamos todos juntos. Meninos e meninas com interesses diferentes. Eu pensando em você, e você pensando sempre nelas...

Eu era só mais uma amiga com jeito de melhor amigo. E eu odiava isso. Odiava ser apenas vista como a fiel escudeira, pronta para qualquer confidencia. Odiava saber que você me olhava, mas não me enxergava!
O que eu sentia era incompatível com tudo o que você via em mim: apenas uma grande amizade.

Doía-me ouvir seus desabafos sobre seus amores, suas conquistas, seus desejos, seus dissabores. E eu sempre esperando que um dia você me notasse como mulher.

Esse seu descaso inicial para com meus hormônios me doía no coração.

Parecia que o mundo acabava quando você ficava com outra. O tratamento que você dava para suas novas amigas colegiais me magoou, mas mesmo assim persisti ao seu lado.

Fiquei firme, sempre presente. Sempre fiel.

Eu e aquela frase que imaginei infinitas e tantas vezes: "Quem sabe um dia?"
Meu tormento começou quando a Regina veio morar com os primos. E você se encantou com ela. Só falava nela... E eu lá, sempre ouvindo.
Quando se tem doze anos parece que dói mais ser rejeitada. Mas na verdade me lembro de sentir esse mesmo desespero, aquela falta de ar, por diversas vezes e por muitos anos. Naquela época meu primeiro amor me trouxe minha grande experiência em dor.
Quando soube que ela passou a te olhar comecei a perder o chão dos meus pés. Quando via vocês dois juntos meus estomago virava e revirava. Mas o que era isso!
Depois de uns meses ela foi embora. Partiu seu coraçãozinho... Mas me trouxe muita alegria. Enfim, você poderia novamente ser só meu.
Voltei a ser sua companheira.

E esperei, e esperei, até que quase foi: quase foi o primeiro beijo. Por infelicidade minha tive que adiar o primeiro sabor de sua boca. Fomos interrompidos!
Logo após a partida da Regina, durante a noite de um verão muito quente, estávamos na beira da piscina sentados, apenas conversando. E eu sem querer quebrei uma pulseira minha. Muito gentilmente você se prontificou em arrumar... Mas demorou e meu pai mandou que eu fosse pra casa.
Você não permitia que eu fosse embora sem ter a pulseira arrumada. Era questão de honra!

Mas eu sabendo que meu pai ficaria bravo com a demora, roubei de sua mão a pulseira e sai correndo... Foi em vão porque você veio atrás, me alcançou... Eu naquela respiração ofegante... Você bem próximo... Não sei como, mas estávamos muito próximos, nossas bocas a milímetros, sentia sua respiração... Fiquei esperando, foram segundos... E quem sabe o beijo!

Nesse instante em que meu coração pulsava descompassado ouvi meu pai.

E assim, acabava se minha primeira emoção alegre.

Tive que esperar mais um pouco por seu beijo.

Mas mantive minha fidelidade e meu segredo guardados a sete chaves.

Até o dia que você me beijou.

Do nosso primeiro beijo surgiu o começo do meu maior amor.

Do ano de 1993 em diante não tive mais sossego.

Foi em outubro que pela primeira fez pude sentir seus lábios. E desde então você ronda meus sonhos.

De uma dança de rosto coladinho nasceu o primeiro toque, o primeiro beijo!

Nossa caminhada estava se iniciando... Onde iríamos chegar não sabia.

Para mim bastava aquele momento, bastava um pouquinho do seu amor! Bastava que a musica continuasse tocando e eu nos seus braços.

A culpa desse meu amor gigante nasceu quando trocamos pela primeira vez nosso olhar.

Eu mal sabia que conheceria meu verdadeiro amor aos nove anos. Eu mal podia imaginar a confusão que nasceria com o encontro do nosso olhar.



sábado, 12 de janeiro de 2008

Eu...completamente apaixonada

Estávamos conversando na sacada. Um papo interessante, uma cerveja gelada. E eu pensando só em uma coisa!...

Era uma noite de verão. Muito quente. Pouca roupa. E a cerveja fazendo efeito.

Só fui perceber meu estado de embriagues quando você começou seu processo inquisitório e eu sem questionar nada respondi.

Que belo dialogo!

Se eu te fizer uma pergunta você me responde com sinceridade?

Claro. Sinceridade é comigo mesmo.

Risos a parte, você não hesitou nem um momento.

Se eu te beijar você se incomodaria?

Imagina, eu adoraria!

E veio o beijo... molhado, gelado, alcoolizado! Mas adorável.

Posso te fazer outra pergunta?

Preguiça de bêbado. Apenas um aceno positivo.

Há quanto tempo você gosta de mim?

Essa me pegou de surpresa lá no fundo. Há tempo suficiente pra já ser doloroso demais. ( bêbado fala demais)

Mais um beijo, mas dessa vez diferente. Tinha paixão.

Respirei fundo, olhei pra você e:

Qual a razão disso agora?!

Adoro quando você franzi a testa!
Vamos sábado no cinema?

Você não me respondeu! O que deu em você hoje.

Por que, não gostou?

Gostei, mas e amanhã, como vai ser... Você ainda vai se lembrar?

Eu vou, só preciso saber se você quer que eu me lembre. Ou se você vai ficar com vergonha?

A noite só podia terminar de uma maneira, muito beijo e o resto da cerveja.

Ele me acompanhou até em casa, de mãos dadas mas em completo silencio.

E no outro dia...

Oi!

Oi!

Dois bobos, completamente sem graça com tudo que aconteceu. Arrependimento, nenhum da minha parte.

A vida abria-se em infinitas possibilidades. E eu completamente apaixonada.