sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Já não preciso mais ouvir um "eu te amo" para conseguir respirar.

Nesse instante, nesse momento, já me basta apenas ouvir a canção da sua boca.

As palavras e o significado são apenas um detalhe.

O som é o que importa!

Pelo menos hoje o silencio mantém-se distante.

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Sorriso alheio

24 horas de estômago revirando.

Um desespero agudo.

Horrível!

A visão de duas pessoas felizes é sinal de calamidade no meu mundo.

Sorriso alheio e lagrima própria é o roteiro do filme.

Uma dor tão grande. Dor na alma.

Um vazio gelado.

O choro amargo queima o rosto e deixa a cicatriz da sua falta.

O corpo marcado pelo desgosto cresce caquético.

É desumano dizer seu nome. Atinge os ossos e faz tremer a pele.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Sou...

Sou apena ilusão.
Reflexo de uma mentira mal sucedida.
De uma conversa inacabada.Sou aquilo que se esconde nas entrelinhas de uma discussão.
Sou pouco de coração.
Pouco de honestidade.
E muito de ficção.
Sou apenas um fantasma escondido na multidão.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Traição

Confiar.

Acreditar.

Entregar-se.

Derrubar a barreira.

Deixar os defeitos expostos.

Permitir o julgamento.

Não é fácil mostrar-se completamente a outra pessoa.

É sinal de muita confiança. E isso leva tempo, às vezes muito tempo.

É através de uma rotina diária, de uma convivência cotidiana que começamos a nos abrir e permitir que entrem em nosso mundo.

Entre os dias nasce a amizade. A consideração e o respeito.

Mas de repente, eis que vem ela, a maldita e malfadada traição.

Um gosto amargo chega à boca. O estomago se resfria. E aquele amigo que amávamos torna-se o maior dissabor da vida.

Aquela pergunta: como puder confiar nele. Ficará tatuada na mente.

E nosso amor sofre mutação. Vai ao ódio.

A consideração tornasse desprezo.

E mais um desafeto nasce entre nossas amizades.

A magoa depois de instalada no coração ergue uma blindagem especial.

Depois que se é alvo de uma traição a carcaça se faz indestrutível. Cria barreira na confiança.

As amizades depois da traição nascerão com uma desconfiança eterna. Sempre esperando a chegada dela.


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Será que ainda vale a pena se importar?
Será que vale a pena se dedicar a algo, as pessoas?
Será que é valido tentar crescer?
Será que ainda vale a pena acreditar que vai melhorar?
Acho que não.
É tanto descaso, falta de interesse que já perdeu importância.
Só é valido ir tocando a vida pra ver quando vai acabar.

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sábado, 23 de fevereiro de 2008

Historia de ausência

Sentados.
Um ao lado do outro.
Sentindo o leve toque da mão.
Aquele silêncio.
Aquela vontade. Aquele desejo.
Apenas duas mãos entrelaçadas.
As cabeças reclinadas.
O coração pulsando no mesmo ritmo, na mesma intensidade, na mesma vontade.
Os lábios tímidos apenas imaginando.
Sem palavras.
Sem dialogo.
Dois apaixonados sem reação. Com desejo. Com medo.
Proibidos de um encontro carnal. Extravasam apenas em sonhos.
Algumas histórias são complexas e confusas demais para se deixarem realizar.
São historias de ausência de amor.
Ausência de encontro de dois corpos.
Desejos e vontades que pulsam.

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Fantasma Regressando

Quando o passado volta batendo à porta traz consigo todas as lembranças.
Com uma força descomunal os detalhes dos acontecimentos rasgam a pele.
Todas as dores renascem. Aquela sensação é evocada para o nosso tormento, e toda desilusão, desgosto, todo o amargo cai na garganta.O corpo não é forte o bastante pra vencer as lembrança, e mais uma vez a aflição nos esfaqueia jorrando desespero.
Todos os fantasmas dançam sobre nosso esqueleto. É uma explosão de sentimentos. É o sentir demasiado! É um excesso.Quando aquele fantasma regressa, a agonia que estava impregnada nos ossos transpira na pele, e quando ele diz: “Preciso dizer uma coisa muito importante...”, a surdez se faz presente.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Marca da solidão

Quem se sente sozinho é capaz das maiores loucuras para acabar com o silencio.

É capaz de fazer amizade com qualquer um.

É capaz de se tornar confidente do sindico do prédio.

É capaz de tolerar os vizinhos. Conversar com os animais, com as planta, com objetos inanimados.

É capaz de se misturar em festas. Pegar telefones, email e decorar nomes.

É capaz de ser o maior confidente, o melhor conselheiro, e o vigário nas horas mais difíceis.

Mas no fundo, quem nasceu para ser solitário jamais conseguira transformar a solidão em um desfile de personagens.

Quem tem a marca da solidão está condenado a calar o barulho das pessoas. Está condenado a uma vida de silêncio.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Já se perguntou o porquê de termos tantas lembranças, tantas saudades dos momentos da nossa adolescência? Daquela idade maravilhosa que é 18 anos?

Eu, particularmente, já me questionei infinitas vezes sobre o porquê de pensar tanto naqueles momentos. O porquê comparar tanto aquela época com a de hoje. Já até me peguei fantasiando os mesmos sonhos e desejando os mesmos amigos.

É interessante o quanto e como sempre estamos buscando nas nossas lembranças os momentos que vivemos com nossos amigos. De uma época em que a vida parecia simples.

Sempre tentamos reviver aquelas emoções. Buscamos as mesmas amizades, os mesmos amores...

Tenho a impressão que saudade significa muito mais na nossa vida do que poderíamos imaginar.

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Talento e vocação

Todo mundo tão preocupado em ter dinheiro, a ganhar dinheiro, a receber mais e mais dinheiro, que se esquece que o prazer em conciliar talento e vocação é o caminho mais simples para abastecer o cofre de satisfação, realização, qualificação.
Conseguir entender qual é a vocação tornou-se o mais difícil. Se a preocupação é a quantidade fica difícil pensar em qualidade.
Fazer com que entendam que satisfação profissional é sinônimo de sucesso e não dinheiro é tarefa árdua e somente poucos felizardos são capazes de entender e compartilhar essa alegria com o mundo.
Essa necessidade de se enquadrar dentro da normalidade em ter uma profissão rentável é o reflexo de nossa criação.
Uma parte é desestimulada desde o berço a ouvir o talento. É como se isso fosse o menos importante.
Como se isso fosse um fator dispensável da personalidade.
Como se essa alteração de valor fosse necessária para a manutenção perfeita para o funcionamento do planeta. Um requisito invisível para o perfeito equilíbrio.
Conseguir alinhar o talento mesmo ouvindo diariamente “isso não é profissão”, ou” você quer passar fome?”, torna-se, para aqueles que têm progenitores ultrapassado, a maior épico familiar. Ter coragem de enfrentar qualquer coisa, qualquer pessoa para alcançar a satisfação pessoal, alcançar o desejo, é o premio que pouquíssimos conseguirão.
A maioria, o resto, serão apenas mais uma leva de medíocres que ajudarão o mundo a funcionar. Para estes bastará um pouco de tudo.
Falta-lhes coragem de tentar mudar para alcançar a excelência. Para estes basta o consolo de que outros também são infelizes.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Fazer Comparações

É inevitável fazer comparações.

Deve ser um requisito intrínseco de nossa personalidade.

As pessoas que conheço estão sempre buscando parâmetros e comparando.

Comparando a vida, os romances, os amores, as oportunidades, o tempo, enfim, tudo que pode ser medido, qualificado, é sujeito a comparações.

Com a mesma urgência que comparamos lançamos o olhar para o passado, e o objeto de comparação torna-se a melhor coisa que já nos aconteceu, a melhor lembrança, o momento incomparável! Como se o antigo sempre vencesse o atual.

É o passado tornando-se tão melhor que o presente!

A única verdade é que era melhor porque já acabou, porque tudo já se resolveu. A dor já foi diminuída.

Mesmo assim, mesmo sabendo a razão, é inevitável comparar tudo o que é novo com alguma coisa velha.

É essa a medida que faz a vida funcionar. Uma tentativa de restabelecer aquela antiga e passageira alegria fútil!

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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Sensação de quem não tem voz

Tenho a sensação que não tenho voz.
Que por mais que eu fale, que eu tente me explicar, por mais que eu tente me fazer ouvir, entender, pior é, pior fica!
Quando isso acontece fico com aquela sensação de quem está sonhando e precisa correr, mas não consegue sair do lugar. Acontece o mesmo, eu falo mas as pessoas fingem que não escutam.
Dá um desespero danado!
Deve ser falta de coragem!
Deve ser em razão da minha herança genética!
Tem gente que nasce herdando a cabeça baixa, a falta da coragem, a ausência da palavra, o equilibro no dialogo. Este pode até surgir, mas é difícil de conseguir manter a coerência e a paciência para se fazer entender.
A voz nesse caso sai, mas é com uma explosão violenta que só faz perder a razão.

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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Sentimento de Revolta

Vez ou outra um sentimento de revolta se apossa do meu coração.

Revolta por saber que as coisas estão como estão e assim permaneceram por muito tempo.
Revolta em saber que por mais que eu faça para prosperar ainda esbarrarei em certas tecnalidades burocráticas, "porens" insanos e desmedidos.
Revolta por ser desdenhada, por nunca escutarem meus desejos e nunca seguirem minhas orientações.
Revolta em saber que ter um diploma e educação é uma mera formalidade e não sinônimo de respeito.
Revolta em ser tratada como mais um, sem importância, apenas por não ter um nome de peso, influencia e uma conta recheada.
Revolta em ver as injustiças acontecendo uma atrás da outra.
Revolta em saber que nem sempre merecimento, inteligência e competência são premiadas.
Minha revolta vem dessa sensação de quem vive uma mentira completamente desorganizada, onde valorinzam a burrice e a safadeza.
Ttenho a impressão que a vida por mais que o tempo passe permanece a mesma, onde só é alterado as personagens que fazem o circo manter o espetáculo. Sempre há um substituto inferior para tocar o show.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Encarar o reflexo

Temos o péssimo habito de só perceber nossos defeito quando o vemos em outras pessoas.

Encarar o reflexo é doloroso. Um verdadeiro soco no estomago.

Estamos tão acostumados a fingir, a julgar, a criticar, e enrolar, que só percebemos o quanto viciante é tudo isso tarde demais. Quando já está difícil demais mudar essa adorável personalidade. Quando já perdemos o caminho da volta.

Certos hábitos, ou vícios levaremos para cova.

Encarar o espelho e ver o quanto desagradável é nossa personalidade nos faz encarnar um personagem eterno.

Toda manhã colocamos nossas mascaras e saímos pela vida distribuindo sorrisos amarelos e falsas perfeições!

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Um Forasteiro

Minha vida sempre foi muito esquisita!

Melhor dizendo, eu sempre fui muito esquisita.
Sabe aquele tipo de pessoa que parece perdida no mundo, não tem um rumo ou uma direção, pois bem, essa sou eu.
Quem me conhece diz que sou estranha mesmo...

Mas que posso fazer, nasci assim, e parece que não dá pra mudar isso não.
Eu falo e faço coisas desconexas, parece que fico vivendo do lado de fora da casa. Imagine assim:

Uma casinha, com uma janelinha. Dentro dela tem um monte de pessoas, fazendo um monte de coisas. Todas juntas em harmonia, como se aquilo tudo que elas estão fazendo fosse o certo a fazer.

E eu, do lado de fora, olhando pela janelinha e vendo tudo isso acontecer... Sem vontade de entrar e interagir. Esperando, esperando e esperando que algo aconteça.


Na maioria do tempo de minha vida realmente fui apenas um observador, apenas um estrangeiro em terra de ninguém.

Nunca me pareceu muito aprazível essa idéia de interação e integração.

Posso ser considerada uma pessoa solitária. Mas que não vê problema nessa solidão.

É no completo silencio que entendo meu corpo, meus desejos, minha vida.

Tenho a impressão que só sei viver nessa ausência de relação.

Fico acanhada. Tímida. Sem jeito e modos quanto tenho que me relacionar. Completamente excluída de uma realidade.


Talvez tudo isso seja reflexo da minha bagagem emocional.

Talvez tudo isso seja mesmo medo!

Medo de me aproximar. De entrar na casa. Medo de ter que ver as pessoas seguindo, saindo, mudando, e, eu continuar esperando por elas. Eu ficar apenas com a esperança de transformar o abandono em saudades de um momento.


Viu, falei que eu era estranha.
Mas tantos como eu se sentem a margem dessa vida. Tantos não conseguem ser outra coisa que senão "isso". Um passageiro.

Um passageiro incomodado, incompreendido.

Um forasteiro dotado de incompreensão mental e verborrágica... sempre a espera que alguém o convide a ficar e ajude sanar o medo.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Começo de novembro


Era uma vez um menino e uma menina.
Eles se conheceram quando tinham cinco anos.

Cresceram juntos e nunca mais se separaram... Claro, até terem 18 anos, mas até chegar lá, levou um bom tempo, muitas lagrimas, muitos sorrisos e muitas historias.
Tudo começou, quando, numa bela noite de final de Outubro, enquanto dançavam juntos, uma boca procurou por outra.

Nascia o primeiro beijo. E a primeira explosão do coração.

Os dois sentiam o bater do coração e sabiam que não ficaria apenas naquele beijo. Sabiam que todo aquele desejo não seria apenas uma noite.
De fato, o amor começou a florescer nele naquele momento, mas ela já sabia que o amava e sorria com as possibilidades do amanhã.
A noite terminou com cada um pensando sobre o que aconteceu durante uma simples dança. Com a cabeça fervilhando e o coração explodindo ela mal podia esperar para revê-lo pela manhã.
Eles se viam todas as manhãs. Afinal, estudavam no mesmo colégio. Mas agora vê-lo seria diferente. E ela ansiava por isso. Por aquele primeiro encontro após o primeiro beijo.

Qual seria o olhar do menino? Quais palavras ela falaria primeiro?

Tudo era possível. A manhã tinha se aberto em um leque de possibilidades. Era o primeiro reencontro!

Quando a manhã surgiu e frente a frente ficaram... Nada!

O sentimento estava presente, mas o nada dominava a cena. Uma ausência de palavras.

Ele Fingiu que nada aconteceu! Sequer foi capaz de olhar nos olhos verdes dela.

Ela sentiu o coração secar e não entendia os motivos dele fazer o que fez.

Descaso. Foi isso que a tornou triste no inicio de Novembro.

O olhar dela estava pesado e o coração entristecido. E com toda essa dor ela ainda tinha que ficar ao lado dele até o termino das aulas.
A manhã demorava a passar. E com furtivas espiadelas pelo lado oposto da sala ela tentava vê-lo e esperava que ele a olhasse. Mas mais uma vez decepção. E nada dele se aproximar dela durante a manhã toda.
Ela pensava: quem sabe depois das aulas possamos conversar? Quem sabe ele me olhe, me note? Quem sabe ele não finja?

E veio o depois da aula, mas ele agia como se nada houvesse acontecido.
Uma dor no estômago fazia-a sentir náuseas. Sempre que pensava nele pontadas aconteciam. suava frio. Doía, e doía muito ser invisível depois da noite anterior.
Ele não se justificou, não explicou. Apenas agiu como se nada aconteceu. E ela, tímida como sempre não fora capaz de dizer uma palavra.

Envergonhava-se por ter esperança daquele amor. Enverganhava-se por ter acreditado nele.

E nesse clima de magoa o menino e a menina iniciaram a busca pelo amor.

O menino e a menina não sabiam como agir depois de terem sido atingidos no coração.

O menino e a menina estavam trocando a amizade pelo romance.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Todo romance precisa de bons personagens

É impressionante como super valorizamos a quem amamos.

Não chega a ser novidade nenhuma que quando alguém ama, valoriza e enaltece todos os atributos do ser amado.

O mundo, o planeta, o universo, podem até discordar de todas as boas qualidades e virtudes que enxergamos, mas nem por isso deixamos de acreditar que, realmente, aquele ser a quem juramos paixão eterna, é o ser humano mais perfeito da face da terra.

O doloroso mesmo é quando constatamos que aquela pessoa que transformamos em um troféu, não deixa de ser um mero mortal. Dotado de defeitos e imperfeições.

É nesse instante em que termos valorizado por demais aquela personalidade se transforma na maior frustração e pior sensação do mundo.

Percebemos que o homem, com apenas um erro, perdeu todo o seu encanto.

E o príncipe transforma-se em sapo. E nossa cara se desfaz em lagrimas. Do sorriso vamos à tristeza.

Se já é difícil amar, piora se transformamos essa sensação em uma mera aparência cinematográfica. Onde elegemos nosso herói como o melhor protagonista, e quando percebemos que o ator não é capaz de encarnar o personagem, ficamos com a pergunta na cabeça:

Será que vale a pena trocar, ou isso será o melhor que teremos?

Uma coisa é certa, não devemos aceitar amor pela metade e nem pessoas pela metade. Todo romance para sobreviver precisa de bons personagens! Precisa de honestidade!


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domingo, 10 de fevereiro de 2008

Namoro chegou ao fim

Tento me lembrar do exato momento em que você saiu pela porta.

Consigo sentir aquela mesma sensação de abandono.

Aquela sensação de quem perde o chão. De quem se sente sufocado.

Lembro que durante aquela noite não conseguia fechar os olhos sem sentir o estomago revirado.

Me fiz de difícil durante a festa, mas quando percebi que foi pra valer o coração disparou e uma onde de terror se apossou do meu corpo.

Consigo me lembrar de suas exatas palavras:

-O namoro acabou, mas a amizade continua.

Naquela noite imaginei que isso fosse verdade, porem o tempo mostrou a mais pura mentira.

E assim, deixei que você me enganasse mais uma vez.

E assim, nosso namoro chegava ao fim como mais uma mentira ficcional.

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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Numa das nossas conversas

Andávamos lado a lado.

Você me dizendo da sua viagem, que logo iria fazer intercâmbio, passaria um ano fora, que você não via a hora disso acontecer, etc.

E eu ao seu lado apenas ouvindo... Pensando que quando você voltasse veria tudo de forma diferente, incluindo eu. Pensei que você ma acharia uma caipira, que você estaria mais distante ainda de mim... Me deu um medo, um frio na barriga, uma sensação de vazio. E foi ai que te perguntei:


- Quando você voltar o que você gostaria de encontrar?


Percebi que você pensou um pouquinho e respondeu:

- Acho que minha casa, meus amigos, você. Acho que as coisas não mudarão muito. Acho que alguns amigos não estarão mais aqui, já vão estar na faculdade. Você, também, acho que não vai estar mais aqui, acho que nem mais minha amiga você vai querer ser. Mas eu vou voltar e encontrar novas pessoas. Vou começar a facul... Sei lá, eu quero ir, mas não quero que muita coisa mude quando voltar...

E sorrindo. Com aquele seu sorriso acanhado você completou: Quando eu voltar eu te conto o que gostaria de encontrar. Mas tenho a impressão que serão inúmeras possibilidades, infinitas realidades que iremos compartilhar.


E foi assim que eu fiquei com mais medo de te perder. Foi assim que fiquei mais apaixonada do que já estava.


Torci pra você mudar de idéia e ficar mais um pouquinho.

E você ficou, mas nossa vida estava seguindo rumos diferentes... Só mais alguns anos e estaríamos definitivamente separados.


Se eu soubesse tentaria prolongar mais nossa amizade, teria arriscado menos. Mas não sabia que iríamos mudar tanto...


Às vezes dá uma saudade gigante das nossas conversas...

Uma saudades daquela época em que as possibilidades eram sonhos.

Saudades daquela vida simples, perfeita, complicada que todo adolescente tem.


Se eu soubesse que a vida mudaria tanto eu teria preservado melhor meus amigos e meus sentimentos.

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Primeiro Beijo

Primeiro Beijo.

A mão transpira.

A respiração fica ofegante.

A boca seca.

O coração bate em um ritmo acelerado.

Quando os corpos se encontram... E aquelas duas silhuetas eretas transformam em uma única imagem, em um único corpo, uma união perfeita, o tempo para.

O coração segue um único compasso. A mesma cadencia. A respiração fica ritmada.

E no encontro do olhar é dado o sinal para o tão esperado beijo. Como se aquele brilho dissesse que tudo está bem, e tudo ficará bem, tudo estará certo quando aquelas bocas se tocarem.

Os lábios se unem. Tímidos. Molhados.

Uma dança se inicia e aquela pele, aqueles lábios adquirem vontade própria.

Desejo.

A temperatura sobe.

Os corpos se sentem confortáveis e íntimos.

As mãos percorrem os rostos. Pousam pelo cabelo, cintura, percorre todo corpo. E aquela sensação se transforma em êxtase. Completa luxuria. Um mesmo desejo. Uma única vontade.

Uma onda percorre a espinha e deságua no estomago. Fazendo-nos sentir que há vida. Uma verdadeira invasão.

De um momento acanhado as emoções transformam tudo em um prazer inenarrável.

A emoção do primeiro beijo fica impregnada na pele. E sempre sentimos o desejo de reaver aquela sensação.

Aquele beijo só faz nos mostrar que é para isso que a vida serve. É para isso que o mundo existe. É para sentir esse tipo de emoção que existimos.

Todas as nossas emoções deveriam ser deliciosas, prazesoras, como as o primeiro beijo.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Segundas chances

Imagine se a vidas a fosse feita de segundas chances!

Como seria bom corrigir certos erros, engolir certas palavras e acertar o dialogo, transformar discussões em conversas.

Se fosse fácil voltar atrás e frear rompimentos. Quantos amores sofreriam menos se houvesse segundas chances!?

A vida seria tão simples se fosse possível retroceder o relógio e acertar um roteiro equilibrado, perfeito.

Se fosse possível...

Não se sofreria tanto, e a perfeição seria alcançada. E ai sim, eu poderia dizer que tenho a vida perfeita!

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Nunca interessou por quantas camas você passeou.
Nunca interessou quantos eu te amo você falou.
Nunca interessou quantas vezes você se arrependeu por ter me abandonado.
Nunca interessou sua justificativas cabulosas.
A única coisa que interessava era a sua honestidade e fidelidade.
Mas nem a nossa amizade você foi capaz de respeitar. E isso é imperdoável.
É difícil, mas agora digo adeus a essa nossa amizadizinha fictícia.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Faço poema, prosa e narrativa

Faço poema. Prosa. E uma narrativa pra você.

Só para que saiba o que é essa grandiosidade, o que é esse sentimento!

Se não bastasse tudo o que sinto por você, eu ainda acho que tenho necessidade de eternizar minhas emoções por você.

Não basta aquela palavra "eu te amo". Tenho a necessidade de te explicar a grandiosidade que é amar você, que é sentir e carregar essas emoções no peito...

Não basta perder o ar ao dizer o seu nome.

Não basta sentir o diafragma contrair quando te vejo.

Não basta ver as sombras invadirem meus sonhos quando imagino você abraçando outra.

Tenho necessidade de transformar tudo isso em palavras.

Quer que você saiba:

Amar só se ama uma vez. E você é meu único e grande amor.

Pensa. Já chegou a hora de você valorizar quem te ama e da à vida por você.


Só hoje vou me humilhar: Volta meu grande amor!

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Noites de carnaval

Eu mal podia imaginar que minha vida fosse ser marcada por noites de carnaval.

Talvez por isso eu seja essa confusão instável.

Em um primeiro momento, aconteceu minha fatídica declaração de amor. E em outro ano chorei no seu peito.

Em noites de carnaval senti o êxtase, mas também senti o amargo das lagrimas.

Não bastasse todo meu amor, tive que misturá-lo ao êxtase de uma noite de carnaval. Na qual eu embriagada declarava todo meu amor a você.

Engraçado, mas foi durante um baile de carnaval que consegui reunir toda a coragem alcoólica e declarar todo meu amor a você.

Nessa noite ganhei um beijinho seu. Mas foi só isso, afinal era carnaval... E como de costume, fui repelida por uma "adorável gostosa". Dizem que amor de carnaval não dura, então nem me preocupava muito por onde você andava, mas claro, eu precisava saber.

Nem me importei, fui buscar consolo em outras bocas, fui procurar o amparo em outros lábios.

Mas quando a embriaguez foi diminuindo comecei a perceber o que eu havia feito: me declarar em um baile de carnaval! Onde é que eu estava com a cabeça?

Deixei o tempo passar. Deixei a quarta feira de cinzas chegar... e esperei que você tocasse no assunto. Claro que você não disse nada! Alivio meu.

Após um ano e muitos encontros e desencontros nosso, eu e você estávamos um mês separados após um breve nove meses de namoro.

E dessa vez minha noite de carnaval foi regada a lagrimas. Chorei no sei peito a sua falta. Me humilhei e mais uma vez fui buscar o amparo em outras bocas.

Nesse fevereiro durante o carnaval eu não espero nada. Nem beijo, nem romance, nem alegria.

Nesse carnaval vou ficar curtindo uma tremenda dor de cotovelo.



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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Quando se tem 18

Quando se tem 18 anos o mundo é uma porta de possibilidades.

Tudo é possível de ser feito, de ser realizado, de ser conquistado.

Na veia o sangue cavalga em uma velocidade acelerada, querendo abraçar tudo e ao mesmo tempo.

Deixar para depois é sinal de covardia. Aos 18 tem que ser agora. Nunca pode ser depois. Essa historia de futuro é que fica para depois.

O brilho do olhar é contagiante.

As vontades, os desejos, a vida... tudo é muito. E vive-se sem medo.

Medo da morte, sem medo de perder, sem medo de não ser bom.

A vida é repleta de paixões. Cheia de sonhos. E idéias.

Mas depois que se passa dos 18 fica-se com a impressão que o mundo adoeceu.

Que a vida pereceu.

Que sangue apenas segue um ritmo cadenciado, vagaroso!

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