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segunda-feira, 31 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Sem resistência
É aquele olhar atento, muito treinado e sempre curioso, o segundo culpado. Depois vem o toque, que sempre começa sutil, seguindo gradativamente as temperaturas e por fim ferve. Toma meu ar, minha voz e guia o batuque do meu coração. Suspende o tempo. E quando percebo, já não resisto.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Sempre ele
E ao final, todas minhas atitudes se resumem ao amor. Seja a sua falta, seja a minha fuga, seja o que arrisco a experimentar. É culpa dele, sempre dele.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Alma gemêa?
Encontrei a minha alma gêmea mental. No entanto, que fique claro, apesar de não acreditar em alma gêmea e tals, me permiti retroceder.
Mas um pequeno detalhe, embora enquanto novidade, isso seja extremamente excitante, daqui algum tempo vai ser um profundo aborrecimento, porque afinal, quero quem me desafie, me imponha desafios e que me proporcione reflexões, e quem pensa como eu me conduz a estagnação e a falsa impressão de que a minha "verdade" é a verdade de todos.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
E outro 7 de Maio
Só para não perder o habito de velhas praticas: Feliz Aniversário!
E esse ano, diferente da nossa tradição, rompo o silencio e digo:
-O som do meu nome na sua voz ainda ressuscita as minhas borboletas.
domingo, 2 de maio de 2010
Minha sanidade
Não sou uma pessoa intransigente às ideias diferentes da minha, pelo contrario, sempre acreditei ser essencial perceber as nuances, as diferenças de outros pensamentos, de outras vivencias, para compor meu processo de construção. Sempre pensei assim. Sempre argumentei polidamente quando necessário para proporcionar a duvida e desconstruir percepções preconceituosas, mas permitindo a liberdade da negativa da outra parte. No entanto, atualmente, para minha sanidade, tenho percebido ser primordial não argumentar mais, pelo menos no que diz respeito a pequenas pessoas e mentes.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Das tardes vividas
Era um grupinho formado por uns dez adolescentes. Sentados, um dedilhando o violão enquanto os demais acompanhavam cantando. Vez ou outra paravam a musica e riam, brincavam entre si, e logo após, sorrindo muito, voltavam ao seu repertório.
Sentidos sendo vivenciados e experimentados. Alegrias das tardes compartilhadas favorecendo construções de amizades, de amores, de paixões.
A cena me causava inveja e saudades. Traziam lembranças do tempo em que entre sorrisos e brincadeiras eu aprendia as coisas mais erradas e as mais maravilhosas.
Sentidos sendo vivenciados e experimentados. Alegrias das tardes compartilhadas favorecendo construções de amizades, de amores, de paixões.
A cena me causava inveja e saudades. Traziam lembranças do tempo em que entre sorrisos e brincadeiras eu aprendia as coisas mais erradas e as mais maravilhosas.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Ponto alto da minha tarde
Eu, toda concentrada, executando minha tarefa burocrática do dia, e claro, pensando paralelamente em Weber, tenho meu silencio perturbado por uma voz feminina.
-Você não acha que a Tereza tinha que ficar com um garotão?
Eu, besta que sou, pergunto: Mas a Tereza mal casou e já separou do marido, e já tá ficando com um garotão?
-Ai bebezinho! Bem que dizem que você vive em outro mundo. To falando da Tereza da novela?
Que p***a, quem descobriu que sou de outro mundo? E que merda, já pedi pra não me chamar de bebezinho!
Esquece do Weber. Perdi minha concentração. Agora só vejo papel.
sábado, 24 de abril de 2010
Talvez seja eu a errada
Já escutei muitos absurdos, e dada as proporções das asneiras que já fui obrigada a ouvir eu não deveria me surpreender com mais nada, certo? Errado. Porque ainda me espanta a capacidade de besteiras que algumas pessoas são capazes de pronunciar, seja em virtude de preconceito, seja em razão de ignorância, ou pela crença de que seu universo sempre será o melhor (de um jeito, tudo isso sempre se relaciona. inevitável).
A beleza de tudo está na complexidade e na nossa diferença. Ou talvez, eu seja a besta preconceituosa e ignorante, por não conseguir visualizar a "real beleza" desse "universo" que criaram: penso igual, sou igual, sou melhor.
terça-feira, 20 de abril de 2010
A caça
No silêncio, se aproximou, a encostou contra o armário, e fitou seus olhos. Com voz rouca disse que iria traduzir todos os mistérios daquele olhar.
Mal recebeu essas palavras a outra sorriu e soltou um boa sorte, se livrou do corpo e declarou com tom irônico:
-Suas aptidões estão muito distantes para tal feito. Traduzir-me é impossível.
Mal recebeu essas palavras a outra sorriu e soltou um boa sorte, se livrou do corpo e declarou com tom irônico:
-Suas aptidões estão muito distantes para tal feito. Traduzir-me é impossível.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Coisas da vida
E dai nesse tempo que sumi fiquei com dengue, perdi, "desperdi" e comecei o estagio que consegui. E tenho mergulhado na imensidão dos olhos negros , o que tem me assustado muito. E muitas outras coisas da vida tem me proporcionado muitos sorrisos bobos, historias engraçadas e pensamentos impuros. Enfim, vivo uma correria maravilhosa.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Desilusão amorosa
E dia desses tive que fazer um tal de exercício de memória. Da época da minha 1ª a 4ª serie. E do que lembrei, acabei por descobri que a escola foi meu primeiro caso de amor e consequentemente minha primeira desilusão amorosa.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Enredo
É como se a historia possuísse apenas o meio. Sem inicio, o que a deixa completamente descabida e, sem um termino, o que a deixa sempre em suspenso.
É assim, sem sentido, que nós dois resolvemos escrever nosso enredo.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Contraponto
Prefiro sustentar a mentira à deixar de me proteger.
A desconfiança é inata. E meu escudo, mesmo que erguido na mentira, além da liberdade segura minhas lágrimas.
sábado, 13 de março de 2010
E eles querem que eu case
E hoje foi dia de festinha de familia. Percebo titia encarando minhas mãos. Estranhei. Olhei e vi que mãozinhas estavam limpinhas e perfeitamente esmaltadas. Depois de uns minutinhos ela decide conversar.
-Suas mãos estão lindas. Que esmalte é?
-Ah, é vermelho não sei o que (melhor simplificar e nomear de vermelho do que tentar lembrar o nome pomposo da cor).
-Sei. Mas acho que está faltando uma aliança ai! Pede uma pra ele, pede.
-...
Tenho a impressão que a familia está começando uma cruzada.
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