quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mudanças

Esperei que um dia eu também fosse motivo de orgulho. Esforço, dedicação, estudo, compromisso, responsabilidade, e nada, nunca consegui arrancar os elogios. Até que percebi. O importante nunca foi a conduta correta, o importante sempre foi a aparência. E nisso, nunca fui competente, e provável que jamais serei. 
Já não me importa mais ser motivo de orgulho. Agora, vivo por mim. E isso basta. 

domingo, 15 de maio de 2011

Percepções

Alguns inícios tem razões tão curiosas. Creio que o meu espaço foi iniciado em virtude da necessidade do desabafo de você, o que é curioso, afinal, essa "culpa" vinda de terceiro é uma coisa tão...sem coragem.
Mas, enfim, as razões iniciais, que primeiramente transformaram meus desabafos em tentativas expostas em letras, hoje evoluíram à constatação surpreendente que através da interpretação das linhas gerei meu autoconhecimento. 
E vou te falar, viu? Autoconhecimento, as vezes é uma merda!

Você não sabe

É culpa da timidez associada à mudez, que sempre surgem quando as borboletas te veem, você não saber o quanto significa pra mim.  

domingo, 8 de maio de 2011

Da decisão do STF

E daí que essa semana teve o lance do STF e a união estável homoafetiva. É, eu sei, noticia velha e decisão que vem com muito atraso, mas que considerando as particularidades nacionais mostra-se de extrema importância. Enfim, não pretendo entrar no mérito nem discutir os aspectos jurídicos, meu  proposito, por hora é outro, e diz respeito, justamente da dificuldade que encontro em me manter viva, saudável e sem atritos intelectuais, nos espaços que estou transitando. 
Se antes me relacionava com pessoas que, por terem uma trajetória histórico-cultural semelhante a minha, permitiam minhas expressões, atualmente convivo com sujeitos com concepções diversas, o que, apesar de gerar novas interpretações, ressignificações, e também me auxiliarem a compor o quadro dessa tal humanidade, por outro lado, causam certos desgastes. 
Que fique claro, não encaro orientação sexual como um requisito de distinção dos sujeitos, não vejo diferença no amor e afeto entre casais héteros e homoafetivos, portanto, decisões que tem o escopo de mostrar o real significado da palavra igualdade, recebem meu aval.  E todos sabem das minhas posições, portanto, nunca estive em armários seja quanto minhas ideologias e crenças, seja em emitir qualquer opinião, mas agora, percebo que tentam impor um limite as minhas expressões, ou seja, uma tentativa de deixarem aflorar apenas os pensamentos orientados por uma visão cultural distorcida (a do homem branco, hétero e detentor do capital), na tentativa de que eu compre essa ideia, e, isso, tem gerado tensão em muitos momentos.
Dito isso, se no meu espaço não posso escancarar através de algumas palavras (afinal, para romper preconceito é necessário a desmistificação de algumas situações e isso leva tempo) digo aqui o que tive que engolir na quinta-feira:
Não diga que é um estardalhaço comemorar se não lhe é negado as manifestações de carinho em publico, se não lhe é negado a igualdade de direitos quando as obrigações são iguais.  Não diga que não é importante se você é um sujeito visível aos olhos do mundo. 
Embora eu não tenha dito literalmente tais palavras, venho gradualmente expressando minhas opiniões, e tentando proporcionar a duvida quanto quem construiu os esteriótipos e caricaturas que eles juram odiar tanto. É um processo lento, difícil, e  que talvez desperte algumas mentes, ou talvez nem isso. E quem sabe, um dia eu entenda a humanidade e talvez ela também me entenda.
 


sábado, 7 de maio de 2011

7 de Maio


Eu sei que sempre foi uma tradição nossa a comemoração silenciosa e sempre polida. Características estas que nos serviam mais como desculpa da suposta distância do que realmente a verdade representada.
E mesmo que com toda contradição, todos sentimentos ambivalentes que mantivemos entre nós, sempre tínhamos o nosso dia especial de maio.  Mas hoje, depois de anos, minha presença no seu 7 de maio chega ao seu fim. Encerrando, assim, mais uma faceta de tudo que construímos. 
Diferente dos outros 7 de maio, faço com que o silencio se transforme, realmente, em silêncio, sem interpretações em suas "linhas".

domingo, 1 de maio de 2011

Basta perceber que o brilho do olhar se foi que lá vem a dor gelada no coração.
 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Entre o velho e o novo

E a sensação de abandono aos poucos cede lugar aos suspiros das novas experiências. 
Velhas saudades, amores e angustias em processo de cura. E novas emoções, sentimentos e admirações em construção. 
Ou seja, a vida contemplando o fluxo das transformações.

domingo, 17 de abril de 2011

Enquanto isso

A correria somada ao total desanimo tem me deixado longe do meu espaço virtual e dos demais amigos. Tenho algumas historinhas engraçadas para contar, mas que dado ao meu azedume momentâneo, perdem sua graça (mas a historia é sim divertida, tem um gato escondido e eu de folga). Tenho, também, outras que me deixam profundamente triste em relação a humanidade - sério, qual é o sentido de odiar tanto o outro se você não o conhece? - e que valem como reflexão, mas que por hora, atraso a escrita, apenas para não cair no senso comum.
Demais a mais, estou em processo de "cura", ou seja, tentando transpor definitivamente o passado, e isso, tem me rendido reexames de memorias, o que consequentemente, me levam ao tal do autoconhecimento....
E esse tal de autoconhecimento, as vezes, é uma merda. 
E caso alguém se importe, em breve retorno, socializando minhas "estranhices".

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Autoconhecimento

Vai levar uns dias, semanas talvez, para a dor amenizar. Mas apesar de sentir o coração, realmente, destruído, eu sei que, vou arriscar nas próximas vezes com mais vontade, porque afinal, deixarei, enfim, o passado em seu lugar.

domingo, 10 de abril de 2011

Coração destruído

E eu me permiti ter esperanças. Permiti que o coração, mesmo em estado de hibernação, mantivesse vivo o nosso amor, o que chega a ser completamente irracional. E por eu ter permitido e me enganado com supostas novas paixões, é que está doendo tanto hoje. Enquanto você celebra uma união, eu tenho o coração destruído.



Um dia, como dizem os amigos, talvez ele se cure. Quem sabe, talvez com o tempo...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nomeando

Alguns "apertos" no coração e "sobe e desce" dentro do estômago transformaram minhas madrugadas. 
É tanto incomodo que os "apertos" somados ao "sobe e desce" ganharam um nome composto: amor platônico.

terça-feira, 22 de março de 2011

Sobre o tempo

Palavras que querem viver. 
Histórias que querem nascer. 
E o tempo no seu exercicio impedindo as expressões do cotidiano.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Dos preconceitos

Já contei que saí da minha zona de conforto. E sair da minha área implicou em transformações significativas, tanto quanto as minhas compreensões, quanto as novas reflexões e ressignificações. 
E claro, permanecer fora do meu perímetro de pensamento, faz com que, em alguns momentos, acredite que nunca, nunca, irei entender o comportamento humano.
Hoje foi um desses dias, no qual vivenciei a crença, ou melhor, descrença na humanidade. Quer dizer, o que veio arrastando-se desde o começo da semana culminou no dia de hoje, com a expressão máxima da construção de esteriótipos preconceituosos, e que trazem consigo a minha cara de incompreensão absoluta do porquê de tanta ignorância. 
Eu, realmente, não consigo entender o porquê disso tudo. O porquê de odiar tanto!

 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Só ou Nós

Compartilhamos a mesma história. Muitas fases, uma unica constância - amor.  Mas, já não vivemos juntos. Temos apenas as lembranças e a certeza de que histórias como a nossa,  denominada de "má acabada", será sempre o eterno boicote a qualquer outro relacionamento. 

domingo, 6 de março de 2011

Diversidade de pensamento

E daí que te vendem a ideia de que você trabalha em um ambiente colaborativo, que valoriza o dialogo, o respeito à diversidade e promove a qualidade de vida... mas, né, basta você discordar da opinião particular, eu disse particular e não profissional, pra perceber que dinossauros nunca mudam, e nem tem intenção de faze-lo.  
E eu, sigo sem entender esse mundo!