quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Desses dias

Eu tive que me fazer forte. Foi preciso endurecer o coração e fazer o peito calar as lágrimas que marcavam a pele. 
Foi necessário. Minha história me impôs isso como condição de sobrevivência
E hoje me importo menos com algumas coisas, menos com palavras. Hoje me cerco de pessoas que reservam a mim afeto, carinho e amor. 
E apesar de tudo tem dias que todo o ódio gratuito cai sob meus ombros, que o coração diminui e as lagrimas correm manchando minha pelo. 
E esses são dias tão difíceis. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As consequências

"Eu nunca beijei meu marido na boca". 
Foi essa frase que nos deixou espantados. Os significados que esse teor tem nos serviu como um soco no estômago, tão indigesto.
Deixados os inúmeros porquês que nos fazem refletir sobre o ser humano, a sociedade, o casamento e a condição da mulher, fico imaginando a dor que é ser privado das emoções e sensações guardadas em um beijo. 
Me pergunto o que é amor para essa pessoa. O que é afeto? Se já recebeu carinho? 
Imagino se essa pessoa sabe doar amor, afeto, carinho. Me sinto pior quando lembro que essa pessoa tem filhos, e daí vem a questão: como aprenderam a amar se as expressões foram silenciadas? E é com e por esse último questionamento que "cai na real". 
Isso explica tanta coisa fodida dos relacionamentos...   

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Coração

Daí que passamos uma boa parte da vida recusando um sentimento. 
Daí que de repente o coração começa a bater mais forte simplesmente por pensar em uma única pessoa. 
Daí que quando caminhamos na rua percebemos a real dimensão disso tudo, porque, nada mais indicativo do que é tudo isso, do que do nada procurar aquela pessoa entre tantas outras. E ainda rir quando se percebe o absurdo disso tudo, mas ainda assim, acreditar que vai vê-la sorrindo entre tantos.  
Daí que é a partir de uma amontoado de coisas e detalhes que caímos na real: é paixão, e das "brabas".
Daí que paramos e pensamos: será que ela também sente? 
Daí começam as inseguranças. 
Daí aumenta o desespero. 
Daí que não há como fugir diante de tanta intensidade e o mair medo é a não receptividade do sentimento. E é aí que reside a justificativa da recusa: vamos evitar a dor? 

domingo, 23 de setembro de 2012

Das surpresas da vida


Jamais imaginaria que alguém que conheci tão brevemente e em um tempo tão passado hoje retornasse com tanta intensidade na minha vida.
Te conheci quando tínhamos no máximo 14 anos. E acho que nossa relação foi apenas de companheiras de um espaço em comum. Poucas palavras, até porque, a mesma timidez que mantenho hoje, sequestrava minha voz à época, o que sempre fez com que nossas conversas fossem mínimas. Até meus olhares era direcionado a outra pessoa.
Mas daí vêm o tempo, vêm as dores, as amarguras, as barreiras e as surpresas da vida. E daí veio novamente você. Um único encontro e dessa vez muitas palavras. E dessa vez muita vontade de pertencer, de ter, de tocar, de sentir. E tudo isso em no máximo 15 minutos, que é tão pouco tempo para quem quer mostrar o quanto é possível vibrar em razão de outra pessoa. 
Agora eu peço mais tempo e aproximação que é para eu tentar te conhecer e convencer que pode existir um "nós".  

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tolerância

Não gosto da palavra tolerância, mas antes que me crucifiquem, justifico. 
Tolerar é suportar. E creio que se houvesse respeito pelo humano, o reconhecimento da humanidade do outro, teríamos, invariavelmente, respeito, não sendo mais necessário tolerar. 

Somos tão iguais em sentir, em desejar, mas insistimos em separar nós do outro, e com isso esquecemos que somos os mesmo: humanos. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Encanto

O que me encanta na humanidade é essa capacidade criativa sem limite. É essa necessidade de contar uma história, que é ao mesmo tempo tão comum e tão conhecida, e que é também tão inédita e unica. Me causa tesão absurdo ter a oportunidade de ver o quanto esses criativos se apropriam dos signos, dos símbolos e transformam a dor em algo sublime. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Sou

Levou muito tempo para que eu conseguisse perceber que não era amor. Creio que somente hoje, após mais um desses encontros casuais, no qual encarei suas feições, no qual trocamos palavras amistosas, no qual recordamos apelidos de infância, e no qual lembramos de uma época tão particular, que consegui tirar a venda e perceber que nunca foi amor. Era afeto, era amizade, era desejo, mas amor não, não era.
Cultivei uma mentira por muito tempo pelo simples fato de ter desejado, mesmo que de modo inconsciente, o resultado das regras sociais. Criei expectativas e um falso amor para pertencer a "meu" grupo social. Percebo com tanta clareza hoje que gritei e sofri por um amor inventado, percebo que era o desejo, tão maior de pertencer, que fez brotar um sentimento que era amor, mas hoje já não é.   
E pensar que eu queria uma vida com esse amor, mesmo percebendo que algo me sufocava ali. E pensar que me negava, silenciava, simplesmente para ser o que esperavam de mim. E hoje, percebendo que o que ignoro dessas expectativas é o que me faz tão bem, porque sou o que quero, é libertador.  
    

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Transformação

A oportunidade de ter contato com diversas teorias e ideias transformam qualquer pessoa. Melhor dizendo, o conhecimento, o saber transformam qualquer um. Se é para melhor ou pior, daí depende do referencial adotado. 
Enquanto você está ali, inserido em espaços - formais ou informais - que permitem a discussão e contato com coisas novas, a dimensão de tudo o que é gerado nesses instantes e que pode vir a representar na sua vida nem é percebido. Você só percebe o tamanho da mudança quando consegue refletir sobre todo o simbólico das relações em um simples ato, talvez, de uma simples entrevista de emprego . Daí já não tem mais volta, ou é luta/resistência ou entrega, de qualquer maneira, você está transformado.    

domingo, 19 de agosto de 2012

Reflexões

Não sei como vocês, leitores, aqui chegaram. Mesmo que as vezes o sitemeter me indique de onde.
Não sei quantos são vocês, embora o senhor feedburner me forneça números surpreendentes. 
E o mais importante: não sei quem vocês são. 
Já faz tempo que, com maior ou menor intensidade, com mais ou menos detalhes da realidade, escrevo nesse meu hospício. E confesso que vez ou outra penso nessas questões e em tantas outras. No entanto, nesse momento, por inúmeras razões, penso nas relações humanas. Minha curiosidade tem circulado alguns aspectos da humanidade e o que me é mostrado é tão triste, desrespeitoso e intolerante que pergunto:
1-Você já pensou as razões que fazem você se mover frente aos outros dessa ou daquela maneira?
2-Você percebe, de verdade, pensando de maneira crítica, se sua postura muda em relação a algum conhecido quando: descobre que essa pessoa é ateu; quando é homossexual; quando é umbandista? 
Como você encara o outro quando ele diverge de você? 



sábado, 18 de agosto de 2012

Ousadia?

Tenho uma preguiça de pessoas que começam a falar, falar e falar sobre e como querem, mas que não aceitam argumentos válidos. Tenho mais preguiça ainda, quer dizer, tenho uma crise de riso que gera preguiça, quando essas mesmas pessoas sacam a frase "tanto faz" para fugir de um debate.
Honestamente, não sei qual é o medo em discutir determinados assuntos. Credo! Parece que em certos círculos o povo tem pavor em conversar assuntos que não sejam: 
1- novela;
2- novela; 
3- novela. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Como entender?

- Então é assim que as pessoas se sentem?
- Assim como?
- Com o frio e o fogo correndo no estômago. Com esse desconforto e falta de concentração. Com esse desejo sem nome. É assim? Assim que as pessoas se sentem?
- É, é assim, mas é um pouco mais também. 
- E ainda com tanto desconforto todo mundo deseja a sensação, é isso?
- É, é isso sim. 
- ... 

domingo, 5 de agosto de 2012

Me aventuro mais uma vez por espaços que contem pessoas tão diversas a mim. E confesso que adoro esses momentos e os percebo como instantes dotados de uma riqueza sem igual. São nesses instantes que eu saio da minha conformação diária em razão de tanta diversidade e aprendo muito. E também vejo, infelizmente, o quanto o preconceito, mesmo que velado, impede a felicidade de tanta gente. 


sábado, 4 de agosto de 2012

Argumento dos dinossauros

Sou entusiasmada por tecnologia. Gosto, uso, fuço, indico e consumo. E diante das necessidades do mundo atual, acho um desperdício deixar alguns recursos tecnológicos pelo argumento " na minha época era assim, portanto, faremos assim".
Penso que se ao menos tentassem novos caminhos sem combater as mudanças com esse tipo de argumento, vá lá em não mudar... mas nem isso.
Cade a criatividade, né mesmo?  

Indícios

Coração em ritmo instáveis. 
Brilho nos olhos. 
Pele quente. 
Respiração oscilando.
Dedicação exclusiva a um único ser. 
São esses os sintomas. 
Pequenos e grandes indícios do que circulam um pequeno verbo. 


segunda-feira, 23 de julho de 2012

A vida é uma fanfarrona

Por mais que você esteja na defensiva, por maiores que forem as barreiras e muros erguidos, por mais que a experiência te diga "não confie", há aqueles momentos em que você baixa a guarda e se permite acreditar. 
Talvez seja amizade, talvez seja amor, talvez...talvez. 
É nesse talvez e no desejo de se ligar que você deposita a esperança, e assim deixa o outro entrar na sua tão protegida vida. E embora você, de fato, deseje ser surpreendid@ pelo lado humano do outro, não é o que acontece. Se a guarda estivesse erguida as dores seriam evitadas. Nem culpar a ingenuidade você pode. 
Se sua experiencia te fez erguer os muros, o desejo de se ligar no outro te fez diluir a rigidez.