segunda-feira, 3 de março de 2008

No ônibus

Ela sentou perto da janela ao lado direito e ficou ansiosa esperando a chegada do penúltimo ponto do ônibus.

Ansiosa, mal podia esperar que ele entrasse e sentasse próximo dela.

Já fazia uma semana que ela tentava encontrá-lo no ônibus.

Nos dias anteriores àquele foi apenas frustração. Mas hoje não. Hoje seria "o" dia!

Ela tinha certeza que ele pegaria aquele ônibus.

Pelas estatísticas, probabilidade e as tentativas feitas na semana que passou, ela tinha certeza que tinha acertado o horário que coincidiria com a saída dele. E assim, ficou aguardando.

A cada parada o ônibus enchia mais, e ela, ficava nervosa, ansiosa. Afinal, e se ele não a visse porque tinha muita gente. E se ele desistisse... E se...

Seus pensamentos começaram a desaceleram quando percebeu que se aproximava o momento do reencontro.

Nenhum rosto conhecido ainda. E sua surpresa e tristeza aconteceram quando percebeu que ele não estava lá.

- Paty! Nossa que surpresa boa vê-la!

Seu rosto franziu. Ficou nervosa. E percebeu que o ultimo passageiro a entrar era seu antigo vizinho, Rodrigo.

Não conseguiu nem retribuir o sorriso que o moço lhe deu.

Mas Rodrigo parou perto dela e começou a conversar.

Ela respondia a suas perguntas, mas não conseguia se concentrar na conversa. Apenas pensava no porque o Leônidas não havia entrado naquele maldito ônibus.

Se o Rodrigo ali estava, então o horário estava certo. Se estavam na mesma sala por que ele não veio?

Talvez estivesse doente! ?

Se mordia de vontade para perguntar dele, mas controlou-se. Não podia deixar transparecer a sua curiosidade e desejo!

Ficou presa nas suas idéias enquanto seu ex-vizinho tagarelava ao seu lado.

Só voltou a si quando o ouviu dizer:

- O Leônidas tinha acabado de sair com a namorada. Senão, sem querer teríamos reunido os três patetas mais uma vez. E dentro do coletivo!

Maldito! Ele já esta com outra.

A fisionomia de Paty transformou-se. Vestiu uma carranca horrorosa até o ultimo momento. E o pobre Rodrigo não conseguia entender todo aquele azedume repentino, mas mesmo assim continuou com a conversa.


Um comentário:

  1. Bom, não sei quem vc é, seu nome, de onde tecla ... mas obrigada pela sua visista no "Inacabamento". Bjs

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